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27 de agosto de 2020

Ύμνος εις την Ελευθερίαν (hino grego)


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Esta é a canção que serve atualmente como Hino Nacional da Grécia (República Helênica): Ύμνος εις την Ελευθερίαν (Ýmnos eis tin Eleftherían), o Hino à Liberdade. A letra foi escrita como um poema por Dionýsios Solomós em 1823 e recebeu uma melodia de Nikólaos Mántzaros em 1828. Foi adotado como hino da Grécia independente (Elláda) em 1865, e como hino da parte grega da ilha do Chipre em 1966. O poema original é muito mais comprido (158 estrofes no total), e apenas a primeira parte é usada como hino.

A letra desta tradução foi fornecida pela Embaixada da Grécia em Brasília e está reproduzida no livro Hinos de todos os países do mundo, de Tiago José Berg (Panda Books, 2012), do qual achei alguns trechos no Google Books. Eu apenas fiz alguns ajustes que deixassem o texto mais claro e moderno. Berg nasceu em Cordeirópolis, SP, em 1983, e desde pequeno ele coleciona informações sobre hinos, bandeiras e brasões de vários países do mundo. Possui graduação e mestrado em geografia pela Unesp de Rio Claro.

Segundo Tiago Berg, Solomós (1798-1857) nasceu na ilha de Zante e se inspirou na luta pela independência que a Grécia conquistou em 1821 ante o Império Otomano. Em 1824 o rei Jorge 1.º decretou o poema como hino nacional, apresentado na versão curta com duas estrofes. Mántzaros (1795-1873) nasceu na ilha de Corfu, no mar Jônico, e estudou música na Itália por vários anos. Apenas em 1865 o hino seria oficializado, nas 24 primeiras estrofes do poema, embora só as duas primeiras sejam tocadas em eventos oficiais.

Eu baixei o áudio cantado deste vídeo, e a vinheta com o hino instrumental está neste vídeo. Meu vídeo tem legendas triplas: na ortografia grega moderna, numa das muitas formas de romanizar e na tradução em português. Seguem abaixo a legendagem, as letras em grego na ortografia moderna (1) e na ortografia “politonal” que vigorou até 1982 (2), e a tradução:



1) Σε γνωρίζω από την κόψη
του σπαθιού την τρομερή,
σε γνωρίζω από την όψη
που με βία μετράει τη γη.

Απ’ τα κόκαλα βγαλμένη
των Ελλήνων τα ιερά,
και σαν πρώτα ανδρειωμένη,
χαίρε, ω χαίρε, Ελευθεριά!

2) Σὲ γνωρίζω ἀπὸ τὴν κόψι
τοῦ σπαθιοῦ τὴν τρομερή,
σὲ γνωρίζω ἀπὸ τὴν ὄψι,
ποὺ μὲ βιά μετράει τὴν γῆ.

Ἀπ’ τὰ κόκκαλα βγαλμένη
τῶν Ἑλλήνων τὰ ἱερά,
καὶ σὰν πρῶτα ἀνδρειωμένη,
χαῖρε, ὢ χαῖρε, Ἐλευθεριά!


Eu a conheço pelo corte
terrível da espada,
eu a conheço pela face
que mede o chão com ímpeto.

Tirada dos ossos
sagrados dos gregos,
e valente como outrora,
salve, ó, salve, Liberdade!