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21 de fevereiro de 2018

Vitas: ‘Седьмой элемент’, ‘Улыбнись’


Link curto para esta postagem: fishuk.cc/vitas-meme


Mesmo que conheçamos o papel de Richard Dawkins na criação do conceito de “meme”, sua aplicação prática nas redes sociais ainda está longe de ser totalmente compreendida. Em 2015 e 2017, um ótimo laboratório pra tanto foi o caso do cantor russo-ucraniano Vítas: no primeiro ano, viralizou o bizarro clipe de sua canção “Седьмой элемент” (Sedmoi element), O sétimo elemento, gravada no seu primeiro álbum Filosofia do milagre (2001), e no segundo, tornou-se célebre post factum sua música “Улыбнись” (Ulybnis), Sorria, na turnê “Песни моей мамы” (Pesni moiei mamy), As canções de minha mãe, de 2003. Esta última teve a mão dos brasileiros da página Facebook “South America Memes”, e acabou também puxando de volta o outro clipe. Sedmoi element provavelmente foi filmado também em 2001, mas o álbum e faixa Ulybnis datam de 2002.

A primeira vez que Vítas ficou famoso no mundo todo foi quando em 2015 viralizou o clipe de Sedmoi element, em vídeo rebatizado “Weird Russian singer” (Cantor russo bizarro). A letra é simplória e a maior parte do tempo é recheada pelas inconfundíveis onomatopeias do cantor. Porém, outra onda de fama viral ocorreu na metade de 2017, quando a South America Memes soltou memes criados com a imagem do vídeo feito em 2003. Os brasileiros se apaixonaram por essa apresentação, e o cantor agradeceu pelo carinho. É muito comum que vídeos postados há muitos anos, alguns nos primórdios do YouTube, sejam descobertos por internautas do Ocidente e se tornem virais a qualquer momento, não importa o motivo. Foi o que ocorreu com Eduard “Trololo” Khil em 2010, que antes era quase todo desconhecido fora da URSS e Rússia. Hoje é a página e canal SAM que tem alcance grande e então promove qualquer coisa ao sucesso.

Mas Vitas não foi nenhum ex-astro soviético, nem é subcelebridade na Rússia. Ao contrário, “Vítas” é o nome artístico de Vitali Vladasovich Grachov, cantor, compositor e ator nascido em 1979 na então RSS da Letônia, mas hoje com nacionalidade russa e ucraniana. Sua voz se encaixa na categoria de contratenor, conhecida por entoar falsetes no meio das canções, essas intervenções agudas que são o registro mais alto da voz humana (um exemplo é o da música Condenado por amor, da dupla Bob e Robison). Ele também toca sanfona e piano, e transita entre os gêneros pop, rock, pop-rock, ópera e etno. Fã de Michael Jackson na infância, estreou sua carreira solo em dezembro de 2000 e já em 2001 estourou nas paradas da Rússia. Mesmo na Rússia e na Ucrânia, Vitas costuma levar uma vida pessoal discreta. Casou-se em 2006 com Svetlana Grankovskaia e teve com ela a filha Alla, nascida em 2008 e à qual ele já fez homenagens nos palcos, e o filho Maksim, nascido em 2014. Na internet brasileira, há atualmente um movimento pra que ele cante nos shows concernentes à Copa da Rússia de 2018.

Outro nome que dão a Sedmoi element é “Chum Drum Bedrum”, ou mais exatamente “Tchandram brandram”, e como outros internautas lembraram, ele tá muito parecido aí com o ator mirim dos anos 90 Macaulay Culkin. Também é notável possível influência indiana, a começar pelo back vocal e instrumentação iniciais, além dos “mantras sânscritos” ocultos ao ouvinte comum no refrão. Já o álbum e turnê Canções de minha mãe foram homenagens à sua mãe Lilia Grachova, falecida em 2001, e os agudinhos que ele dá têm a ver com sua formação lírica, que propicia um treinamento mais forte da voz. Ambas as canções são de autoria do próprio Vitas, como a maioria das que ele canta. Eu tirei desta página a “letra” em russo de Sedmoi element, e desta página a letra da parte falada em Ulybnis. Transcrição do que ele fala no começo do show de 2003: “Я хочу сказать огромное спасибо вам, моему зрителю, ради которого я живу, который есть моя жизнь. Я хочу, чтобы у вас жизнь была побольше, тёплее, светлее и в ней много радости, счастья и улыбок.”

Eu apenas traduzi, legendei, mudei o enquadramento e cortei créditos dos dois vídeos. O clipe oficial de Ulybnis, gravado em 2002, está nesta página. Seguem abaixo, respectivamente, as legendagens de Sedmoi element e Ulybnis que postei no meu canal Eslavo (YouTube), as letras em russo e as traduções em português:



Я пришёл дать эту песню
Я пришёл дать эту песню
Я пришёл дать эту песню
Я пришёл дать эту песню

(4x:)
А-а-а, а-а-а, а-а-а, ааа...
Брлллл, брлллл, а-ааа...

(2x:)
Чандрам, брандрам,
Чандрам, чандрам, брэндрам!
Уо, уо, уо, уо, ооо...
Чандрам, брандрам,
Чандрам, чандрам, брэээндрааам!

Я пришёл дать эту песню
Из мира грёз
Я пришёл дать эту песню
Из хрустальных слёз
Я пришёл дать эту песню
Для любви
Я пришёл дать эту песню…

(4x:)
А-а-а, а-а-а, а-а-а, ааа...
Брлллл, брлллл, а-ааа...

Чандрам, брандрам,
Чандрам, чандрам, брэндрам!
Чандрам, брандрам,
Чандрам, чандрам, брэээндрааам!

____________________


Cheguei agora para cantar
Cheguei agora para cantar
Cheguei agora para cantar
Cheguei agora para cantar

(4x:)
A-a-a, a-a-a, a-a-a, aaa...
Brllllll, brllllll, a-aaa...

(2x:)
Tchandram, brandram,
Tchandram, tchandram, brendram!
Uô, uô, uô, uô, ooo...
Tchandram, brandram,
Tchandram, tchandram, breeendraaam!

Para cantar, cheguei agora
Do mundo dos sonhos
Para cantar, cheguei agora
Das lágrimas cristalinas
Para cantar, cheguei agora
Em prol do amor
Para cantar, cheguei agora...

(4x:)
A-a-a, a-a-a, a-a-a, aaa...
Brllllll, brllllll, a-aaa...

Tchandram, brandram,
Tchandram, tchandram, brendram!
Tchandram, brandram,
Tchandram, tchandram, breeendraaam!



Улыбнись
Если дождь за окном не кончается
Улыбнись
Если что-то не получается
Улыбнись
Если счастье за тучами спряталось
Улыбнись
Если даже душа поцарапалась

Улыбнись
И увидишь – тогда всё изменится
Улыбнись
Дождь пройдёт и земля в свет оденется
Улыбнись
И печаль стороною пройдёт
Улыбнись
И тогда душа заживёт

____________________


Sorria
Mesmo se a chuva na janela não passar
Sorria
Mesmo se alguma coisa não der certo
Sorria
Mesmo com a felicidade atrás das nuvens
Sorria
Até mesmo se a alma estiver machucada

Sorria
E então vai ver que tudo vai mudar
Sorria
A chuva passa e a terra se reveste de luz
Sorria
E a tristeza vai passar ao largo
Sorria
E a alma reviverá curada!




18 de fevereiro de 2018

Los Muchachos Peronistas (marche)


Lien court vers cette page : fishuk.cc/peroniste


Aujourd’hui je présente une chanson suggérée par Leonardo Cupertino et qui s’appelle Marche péroniste ou Los Muchachos Peronistas (Les Jeunes/Garçons péronistes), contenant un hommage à Juan Domingo Perón, l’un des plus aimés leaders argentins. Militaire, homme politique et écrivain (1895-1974), il a été le Président de la République de 1946 à 1955 et de 1973 à 1974, et autour de son Parti justicialiste (justicia = « justice » en espagnol) il a rassemblé le mouvement politique le plus influent du pays au XX siècle, basé sur de vastes réformes sociales implantées par le général. Le PJ, parti des ex-présidents Menem et les Kirchner, maintient toujours une force politique considérable.

Cette chanson sous-titrée est l’hymne le plus connu du péronisme, ou « justicialisme », et on suppose qu’elle ait été chantée pour la première fois dans la Maison rose en 17 octobre 1948. On ne sait précisément pas qui en a composé les paroles et la mélodie (bien que certains attribuent les paroles à Rafael Lauría et la mélodie à Vicente Coppola), mais l’enregistrement le plus célèbre, que vous écouterez ici, c’est celui du chanteur Hugo del Carril (1949). Il est probable que la marche ait surgi en 1948, quand on en note les premières mentions, et elle est basée sur deux autres chansons populaires, l’une qui en a prêté les trois strophes (l’insertion « Vive Perón, vive Perón » a aussi un auteur anonyme) et l’autre qui en a prêté le refrain. Dès lors, plusieurs chanteurs l’ont enregistrée, sous des sytles divers. Le titre « premier travailleur » donné à Perón tire son origine d’un discours publique du dirigeant syndical socialiste José Domenech.

Les paroles sont très simples et faciles à traduire dans n’importe quelle langue. Le trait linguistique le plus remarquable est celui appelé voseo de l’espagnol argentin. Dans la langue standard, on utilise (tu) et vos (vous pluriel), mais vos n’est pas un pronom de politesse (fonction exercée par usted(es)). Toutefois, les Argentins ont l’habitude d’utiliser vos pour se diriger à une seule personne, avec les formes verbales correspondantes dans la chanson: sos et valés (dans le standard, sois et valéis). J’ai extrait le son de cette vidéo, et les paroles en espagnol et le récit historique sont de la Wikipédia espagnole. Regardez ci-dessous le sous-titrage, qui se trouve sur ma chaine Eslavo (YouTube), et lisez le poème en espagnol et la traduction française :


____________________


1. Los muchachos peronistas,
Todos unidos triunfaremos,
Y como siempre daremos
Un grito de corazón:
¡Viva Perón, viva Perón!

Por ese gran argentino
Que se supo conquistar
A la gran masa del pueblo,
Combatiendo al capital.

Estribillo:
¡Perón, Perón, qué grande sos!
¡Mi general, cuánto valés!
Perón, Perón, gran conductor,
Sos el primer trabajador.

2. Por los principios sociales
Que Perón ha establecido,
El pueblo entero está unido
Y grita de corazón:
¡Viva Perón, Viva Perón!

Por ese gran argentino
Que trabajó sin cesar
Para que reine en el pueblo
El amor y la igualdad.

(Estribillo)

3. Imitemos el ejemplo
De este varón argentino
Y siguiendo su camino
Gritemos de corazón:
¡Viva Perón, Viva Perón!

Porque la Argentina grande
Con que San Martín soñó
Es la realidad efectiva
Que debemos a Perón.

(Estribillo)

____________________


1. Nous, les jeunes péronistes,
Vaincrons tous ensemble,
Et nous, comme d’habitude,
Crierons du fond du cœur :
Vive Perón, vive Perón !

Pour ce grand Argentin
Qui a appris à conquérir
La grande masse populaire,
En combattant le capital.

Refrain :
Perón, Perón, que tu es grand !
Mon général, tu es valeureux !
Perón, Perón, leader superbe,
Tu es le premier travailleur.

2. Autour des règles sociales
Que Perón a établies
Tout le peuple se rassemble
Et crie du fond du cœur :
Vive Perón, vive Perón !

Pour ce grand Argentin
Qui a travaillé sans cesse
Pour que règnent chez nous
L’amour et l’égalité.

(Refrain)

3. Imitons l’exemple
De ce brave Argentin
Et, en suivant son chemin
Crions du fond du cœur :
Vive Perón, Vive Perón !

Car l’Argentine grandiose,
Le vieux rêve de San Martín,
C’est une réalisation réussie
Grâce aux efforts de Perón.

(Refrain)




14 de fevereiro de 2018

“La Espero” – hino do esperanto (1890)


Link curto para esta postagem: fishuk.cc/espero


Por incrível que pareça, conheço esta canção desde adolescente, mas só no fim do ano passado eu resolvi traduzi-la e legendá-la. Ela se chama La Espero (A Esperança), e se baseia num poema em esperanto de Lejzer Ludwig (ou Lázaro Luís) Zamenhof, escrito em 1890 pelo próprio iniciador dessa língua. Esse é um dos apenas nove poemas originais que Zamenhof escreveu em esperanto, e com a melodia composta por Félicien Menu de Ménil por volta de 1905 ou em 1909, tornou-se um dos símbolos mais conhecidos do movimento esperantista, ao lado da bandeira verde com uma estrela. É considerado por muitos como o “hino do esperanto” (ou de seu movimento), mas outros não gostam de usar a palavra “hino”, por ter conotações nacionais e sectárias, e de fato não foi “adotado” por nenhuma instituição, constiuindo apenas um elemento de tradição.

O poema La Espero foi publicado pela primeira vez em 1890, logo se tornando popular entre as primeiras rodas esperantistas europeias em formação. Ele sintetiza a crença pacifista e internacionalista do autor, segundo quem apenas a adoção de uma língua neutra comum que servisse de veículo internacional poderia acabar com as guerras. Foram compostas também outras melodias em 1891 e 1903, mas a de 1905/09, pelo francês Menu de Ménil, foi a que se popularizou. O próprio Zamenhof, segundo algumas de suas cartas, mostrava preferência por outro poema seu, La Vojo (O Caminho), pra qualidade de hino do movimento. No Primeiro Congresso Mundial, ocorrido em 1905, foi adotada a bandeira que hoje conhecemos, mas nem então, nem depois se decidiu sobre um possível hino do movimento.

Embora desde o início dos anos 1920 os esperantistas do mundo todo reconheçam La Espero como seu hino “oficial” e o cantem nas mais diversas ocasiões, não há qualquer deliberação a respeito por parte da Associação Universal de Esperanto (UEA), que regula os assuntos práticos do movimento, ou da Academia de Esperanto, que estipula as normas do idioma. Atualmente, entre os cultivadores da língua, o poema continua popular, dando origem a inúmeras expressões idiomáticas, como nova sento (novo sentimento), rondo família (círculo familiar) etc., e resume o ideal de paz e união imbricado desde o início ao esperantismo. Contudo, quem não gosta de associar o esperanto a uma ideologia prefere que o hino seja trocado ou que ele não tenha um “papel” tão grande, e muitos de fato abominam o uso de bandeiras, canções, datas festivas, símbolos, patronos etc., como numa etnia.

É inegável, porém, a beleza e força do poema, mais sentidas quando se sabe pronunciar e se entende o esperanto. Eu mesmo fiz essa tradução literal em português, montei o vídeo e legendei. Na verdade, o vídeo “olímpico” da bandeira tremulando está no canal de Jacinto Yogui, e eu apenas fiz o recorte das bordas pretas e coloquei os créditos e legendas. O áudio também pode ser ouvido neste vídeo, postado pelo próprio Coral e Orquestra Sinfônica das Ferrovias Estatais Húngaras que gravaram a versão. A canção foi poeticamente traduzida pra muitos idiomas, e no verbete La Espero da Wikipédia em português vocês podem ler a boa versão de João Baptista de Mello e Souza. Seguem abaixo a legendagem postada no meu canal Eslavo (YouTube), a letra em esperanto e a tradução em português:


____________________


1. En la mondon venis nova sento,
Tra la mondo iras forta voko;
Per flugiloj de facila vento
Nun de loko flugu ĝi al loko.
Ne al glavo sangon soifanta
Ĝi la homan tiras familion:
Al la mond’ eterne militanta
Ĝi promesas sanktan harmonion.

2. Sub la sankta signo de l’ espero
Kolektiĝas pacaj batalantoj,
Kaj rapide kreskas la afero
Per laboro de la esperantoj.
Forte staras muroj de miljaroj
Inter la popoloj dividitaj;
Sed dissaltos la obstinaj baroj,
Per la sankta amo disbatitaj.

3. Sur neŭtrala lingva fundamento,
Komprenante unu la alian,
La popoloj faros en konsento
Unu grandan rondon familian.
Nia diligenta kolegaro
En laboro paca ne laciĝos,
Ĝis la bela sonĝo de l’ homaro
Por eterna ben’ efektiviĝos.

____________________


1. Veio ao mundo novo sentimento,
Pelo mundo passa um forte apelo;
Que pelas asas de vento propício
Ele voe agora de lugar a lugar.
Não à espada sedenta de sangue
Ele impele a família humana:
Ao mundo eternamente em guerra
Ele promete uma harmonia santa.

2. Sob o signo santo da esperança
Lutadores pacíficos se reúnem
E a causa cresce rápido com o
Labor dos que têm esperança.
Muralhas milenares subsistem
Entre os povos divididos;
Mas ruirão barreiras insistentes,
Explodidas pelo amor santo.

3. Baseados numa língua neutra,
Entendendo-se uns aos outros,
Os povos formarão em acordo
Um só grande círculo familiar.
Nós, como colegas diligentes,
Persistiremos no labor pacífico
Até o belo sonho dos humanos
Por eterna bênção realizar-se.




11 de fevereiro de 2018

Marche des Malouines (islas Malvinas)


Lien court vers cette page : fishuk.cc/malouines


Ce chant s’appelle Marcha de las Malvinas (Marche des Malouines) et a été composé par Carlos Obligado (paroles) et José Tieri (musique). Il date de 1940 et chante la revendication que fait l’Argentine, depuis le XIX siècle, de sa souveraineté sur les iles Malouines, tout au sud de l’Atlantique. Les Anglais appellent cet archipel « Falkland Islands », tandis que les Argentins l’appellent « Islas Malvinas ». Jusqu’à présent cette marche est jouée dans les écoles et pendant tous les évènements officiels pour la revendication de la souveraineté.

Depuis 2001, on célèbre chaque année la Journée des vétérans et des combattants tombés pendant la guerre des Malouines le 2 avril, date où a commencé la guerre lancée par le dictateur militaire Leopoldo Galtieri en 1982. Mais la création de la chanson est plus ancienne, car en 1939 on a créé le « Comité pour la reprise des Malouines », destiné à ouvrir le débat publique à ce sujet. On a aussi organisé alors un concours de poésie et musique, et début 1941 cette chanson a réussi la dispute. Il va de soi que la marche est devenue très populaire lors de la guerre échouée contre le Royaume-Uni en 1982.

Le général sur l’écran est Galtieri même, qui dit au peuple à la fin de la vidéo : « Si quieren venir que vengan, ¡les presentaremos batalla! » (S’ils [les Anglais] veulent venir, qu’ils viennent ; on va les recevoir par la guerre !). Au début, les gens crient : « ¡El pueblo unido jamás será vencido! » (Le peuple uni ne sera jamais vaincu !). La dictature voulait recouvrer sa popularité dans un temps de crise, mais le conflit a été favorable à Margaret Thatcher, qui a ainsi camouflé les effets récessifs de ses politiques fiscales. Quoique la guerre ait été une tragédie pour les militaires et pour la nation, cette chanson est un des symboles de l’« irredentismo argentino », une idéologie qui prône la souveraineté de l’Argentine sur des territoires disputés avec les voisins.

J’ai extrait le son de cette vidéo qui a aussi des images concernant la Guerre des Malouines et les sous-titres en espagnol. Le discours de Galtieri a été prononcé lors de la déclaration de guerre, la veille de Pâques, et on peut le regarder tout entier ici. Moi-même ai traduit, monté et sous-titré la vidéo, et ci-dessous on peut regarder mon sous-titrage, qui se trouve sur ma chaine Eslavo (YouTube), et lire le poème en espagnol et la traduction française :


____________________


Tras su manto de neblinas,
No las hemos de olvidar.
“¡Las Malvinas, Argentinas!”,
Clama el viento y ruge el mar.

Ni de aquellos horizontes
Nuestra enseña han de arrancar,
Pues su blanco está en los montes
Y en su azul se tiñe el mar.

Por ausente, por vencido,
Bajo extraño pabellón,
Ningún suelo más querido
De la Patria en la extensión.

¿Quién nos habla aquí de olvido,
De renuncia, de perdón?
¡Ningún suelo más querido,
De la Patria en la extensión!

¡Rompa el manto de neblinas,
Como un sol, nuestro ideal,
Las Malvinas, Argentinas
En dominio ya inmortal!

Y ante el sol de nuestro emblema,
Pura, nítida y triunfal,
Brille ¡oh Patria! en tu diadema,
La perdida perla austral.

¡Para honor de nuestro emblema,
Para orgullo nacional,
Brille ¡oh Patria! en tu diadema,
La perdida perla austral.

____________________


Derrière leur voile nébuleux,
Nous ne les oublierons jamais.
« Les Malouines, Argentines ! »,
Crie le vent et rugit la mer.

Pas même de ces horizons
On n’arrachera notre enseigne,
Car son blanc est sur les monts
Et son bleu colore la mer.

Bien qu’absent ou vaincu,
Sous un drapeau étranger,
Il n’y a pas de sol plus cher
Dans le territoire de la Patrie.

Qui, parmi nous, a parlé d’oubli,
De renoncement ou pardon ?
Il n’y a pas de sol plus cher
Dans le territoire de la Patrie!

Que nos idées, comme un soleil,
Rompent le voile nébuleux,
Les Malouines sont Argentines,
Dans un domaine déjà immortel !

Devant le soleil de notre emblème,
Pure, limpide et triomphale,
Que la perle lointaine du sud
Brille sur la couronne de la Patrie.

Pour l’honneur de notre emblème,
Pour l’orgueil de la nation,
Que la perle lointaine du sud
Brille sur la couronne de la Patrie.




7 de fevereiro de 2018

Canção de Horst Wessel (hino NSDAP)


Link curto para esta postagem: fishuk.cc/horst-wessel


Esta música é conhecida como Canção de Horst Wessel (em alemão, Horst-Wessel-Lied), e foi feita em 1929 justamente por Horst Ludwig Georg Erich Wessel (1907-1930), líder distrital das Sturmabteilung (Tropas de Assalto), também conhecidas como SA, que serviam de força paramilitar em combates de rua do NSDAP (Partido Operário Nacional-Socialista Alemão). Imitando a prática recorrente também no partido comunista (o KPD), ele escreveu a letra, embora os estudiosos ainda discutam de que fonte ele tirou a melodia. Sob o governo de Hitler, a lenda oficial fez crer que o ritmo também era de sua autoria.

Na virada das décadas de 20 e 30, a penúria e a polarização política na Alemanha eram tão grandes que o KPD e o NSDAP chegavam a se enfrentar frequentemente em combates de rua, usando suas próprias forças paramilitares. Numa dessas brigas, Horst Wessel foi ferido gravemente e morreu no hospital, mas após a tomada do poder em 1933, Joseph Göbbels, Ministro da Propaganda, alçou-o à condição de um dos vários mártires e mitos que o regime estava criando pra se legitimar. Assim, o relato canônico informa que Wessel compôs a canção toda e foi morto diretamente pelos comunistas. Na sequência, a música, que já tinha sido adotada como hino partidário em 1930, tornou-se um símbolo nacional em 1933 e era na prática usada como um hino nacional paralelo, ao lado da primeira estrofe da Canção dos Alemães (Deutschlandlied).

Após a derrota alemã na 2.ª Guerra Mundial, a Canção de Horst Wessel teve a execução proibida na Alemanha, assim como em outros países que proibiram a ostentação pública de símbolos do NSDAP, entre eles o Brasil. Mencionadas na música, as SA foram fundadas em 1920, submetidas ao SS (Esquadrão de Defesa) em 1934 e extintas formalmente em 1945, com a ocupação aliada. Quando o hino se tornou um símbolo nacional, alguns trechos do texto original foram trocados, pra mudar o tom de um partido militante pra um partido no poder. (Eu mesmo só vi depois que onde se lê “passo firme e corajoso” devia ser “passo firme e calmo”.) O Rotfront era a organização paramilitar do KPD; a “reação” é uma referência aos conservadores e liberais-democratas que formavam o status quo da Alemanha de Weimar; e a “servidão” refere-se à geopolítica criada pelo Tratado de Versalhes, que impôs aos alemães duras reparações aos vencedores.

Foram feitas versões em várias línguas por outros grupos menores de extrema-direita, inclusive em russo, mas também paródias cômicas e pejorativas em diversos países e momentos da história. Eu tirei a letra em alemão e baixei o áudio da Wikipédia em inglês, e eu mesmo traduzi diretamente daquela língua. O canal Eslavo (YouTube), onde carreguei o vídeo, e este blog consistem em iniciativas culturais e educativas apartidárias e reforçam compromisso com a democracia e a disponibilização de material histórico de conteúdo variado a todos os públicos, sem qualquer forma de limitação. Seguem abaixo minha legendagem, a letra em alemão (os apóstrofos indicam letras “e” surpimidas na fala coloquial) e a tradução em português:


____________________


Die Fahne hoch! Die Reihen fest geschlossen!
SA marschiert mit ruhig festem Schritt.
Kam’raden, die Rotfront und Reaktion erschossen,
Marschier’n im Geist in unser’n Reihen mit.
Kam’raden, die Rotfront und Reaktion erschossen,
Marschier’n im Geist in unser’n Reihen mit.

Die Straße frei den braunen Bataillonen.
Die Straße frei dem Sturmabteilungsmann!
Es schau’n aufs Hakenkreuz voll Hoffnung schon Millionen.
Der Tag für Freiheit und für Brot bricht an!
Es schau’n aufs Hakenkreuz voll Hoffnung schon Millionen.
Der Tag für Freiheit und für Brot bricht an!

Zum letzten Mal wird Sturmalarm geblasen!
Zum Kampfe steh’n wir alle schon bereit!
Schon flattern Hitlerfahnen über allen Straßen.
Die Knechtschaft dauert nur noch kurze Zeit!
Schon flattern Hitlerfahnen über allen Straßen.
Die Knechtschaft dauert nur noch kurze Zeit!

Die Fahne hoch! Die Reihen fest geschlossen!
SA marschiert mit ruhig festem Schritt.
Kam’raden, die Rotfront und Reaktion erschossen,
Marschier’n im Geist in unser’n Reihen mit.
Kam’raden, die Rotfront und Reaktion erschossen,
Marschier’n im Geist in unser’n Reihen mit.

____________________


Bandeira ao alto! Fileiras bem cerradas!
Marcha a SA a passo firme e tranquilo.
Os camaradas fuzilados por comunistas e liberais
Acompanham nossas divisões em espírito.
Os camaradas fuzilados por comunistas e liberais
Acompanham nossas divisões em espírito.

A rua livre para os Batalhões marrons.
Livre para o homem das Tropas de Assalto!
Milhões já olham para a suástica cheios de esperança.
O dia para a liberdade e o pão está raiando!
Milhões já olham para a suástica cheios de esperança.
O dia para a liberdade e o pão está raiando!

O clarim está sendo tocado pela última vez!
Já estamos todos prontos para o combate!
Os pendões de Hitler já estarão em todas as ruas.
A servidão não vai durar por muito tempo!
Os pendões de Hitler já estarão em todas as ruas.
A servidão não vai durar por muito tempo!

Bandeira ao alto! Fileiras bem cerradas!
Marcha a SA a passo firme e tranquilo.
Os camaradas fuzilados por comunistas e liberais
Acompanham nossas divisões em espírito.
Os camaradas fuzilados por comunistas e liberais
Acompanham nossas divisões em espírito.




4 de fevereiro de 2018

La Marche de San Lorenzo (Argentine)


Lien court vers cette page : fishuk.cc/sanlorenzo-fr


J’ai ajouté à ma chaine Eslavo (YouTube) ce chant appelé Marcha de San Lorenzo (Marche de San Lorenzo) et composé par Cayetano Alberto Silva (mélodie, 1901) et Carlos Javier Benielli (paroles, 1907). Il célèbre le combat de San Lorenzo (ville dans la province argentine de Santa Fe), mené le 3 février 1813 entre les troupes du colonel José de San Martín, héros de l’indépendance de l’Argentine, et les soldats royalistes qui défendaient la domination espagnole.

Dans une zone presque désertique près du Couvent de San Carlos Borromeo, la chanson commence quand le soleil se lève (« Febo » – Phébus, Apollon ou Helios, selon la figuration mythologique grecque) et finit quand meurt le granadier pro-indépendance Juan Bautista Cabral, tué à l’âge de seulement 22 ans dans le poste de sergent. Cabral est devenu un héros national dont le mythe se doit au fait d’être allé au secours de San Martín, dont le cheval était tombé lors de ce combat qui a incarné le « baptême de feu » de l’Armée argentine.

Cette chanson est devenue une des pièces les plus célèbres de la musique militaire, au point des troupes nazis l’avoir jouée lors de l’occupation de Paris en 1940, et quelques ans après le général Eisenhower même la faire aussi sonner quand les Alliés y sont entrés. Les musiciens militaires du Brésil, Uruguay, Pologne et d’autres pays l’ont également ajoutée à son répertoire. Cette vidéo a été la source du son et a aussi un montage cool avec des images historiques et les paroles en espagnol. Moi-même ai traduit, sous-titré et monté la vidéo, après avoir copié le récit historique et les paroles originales de la Wikipédia espagnole. Regardez ci-dessous mon sous-titrage, le poème en espagnol et la traduction française :


____________________


Febo asoma; ya sus rayos
iluminan el histórico convento;
tras los muros, sordos ruidos
oír se dejan de corceles y de acero.

Son las huestes que prepara
San Martín para luchar en San Lorenzo;
el clarín estridente sonó
y la voz del gran jefe
a la carga ordenó.

Avanza el enemigo
a paso redoblado,
al viento desplegado
su rojo pabellón.

Y nuestros granaderos,
aliados de la gloria,
inscriben en la historia
su página mejor.

Cabral, soldado heroico,
cubriéndose de gloria,
cual precio a la victoria,
su vida rinde, haciéndose inmortal.

Y allí salvó su arrojo,
la libertad naciente
de medio continente.
¡Honor, honor al gran Cabral!

____________________


Le soleil vient; ses rayons déjà
éclairent l’historique couvent;
derrière ses murs, la sonnerie
des chevaux et des épées est audible.

Ce sont les troupes préparées
par San Martín pour lutter à San Lorenzo;
le clairon strident a sonné
et la voix du grand chef
a ordonné l’attaque.

L’ennemi avance
au pas redoublé
en secouant dans le vent
son drapeau rouge.

Et nos grenadiers,
alliés à la gloire,
écrivent dans l’histoire
sa meilleure page.

Cabral, soldat héroïque,
couvert de gloire,
comme prix de la victoire,
a donné sa vie et est devenu immortel.

Et là son courage a sauvé
la liberté naissante
à la moitié du continent.
Honneur, honneur au grand Cabral !




31 de janeiro de 2018

Aleksandr Lukashenko diz “Feliz 2018”


Link curto para esta postagem: fishuk.cc/luka-2018



No começo do ano, eu estava procurando os votos de feliz 2018 feitos por Emmanuel Macron (França) e Vladimir Putin (Rússia), mas por acaso achei também as felicitações de outros dois chefes de Estado falando em russo: Aleksandr Lukashenko (Belarus) e Nursultan Nazarbayev (Cazaquistão). Baixei os quatro, mas decidi legendar antes os dois últimos, pois a um(a) brasileiro(a) parecem material interessante e inusitado. Neste vídeo, o líder bielo-russo fala apenas na língua russa, majoritária em seu país, enquanto o presidente cazaque falou primeiro na língua local, e depois em russo. Eu mesmo traduzi o texto e adaptei enquanto legendava.

Lukashenko reconhece que Belarus está passando por graves problemas econômicos, mas põe fé nas reformas recém-iniciadas e pede pra população, de todas as idades e profissões, colaborar na volta do crescimento. Ele elogia todas as categorias de trabalhadores, aponta o capital humano como o principal patrimônio nacional e exige do povo manter-se unido e pôr a casa em ordem. É que pra 2019, como ele cita, a capital Minsk foi escolhida como sede dos Jogos Europeus, uma espécie de Olimpíada regional que inclui também a Turquia e os países do Cáucaso. A primeira sede, em 2015, foi justamente Baku, capital da antiga república soviética do Azerbaijão.

De fato, os três países que compõem o espaço eslavo oriental (Rússia, Ucrânia e Belarus) tiveram em 2017 uma queda em seu IDH, segundo dados de 2015, alinhando-se a nações em situação de guerra ou catástrofe política, como Venezuela, Iêmen, Síria, Líbia, Sudão do Sul e Suriname. Não são poucos os analistas que comentam a piora do nível de vida russo há meses consecutivos, certamente por conta das sanções econômicas ocidentais e da queda do preço internacional do petróleo, grande responsável pelas exportações de Putin. Mas acredito que outro fator seja o crescente gasto militar, com sua intervenção no leste ucraniano e a anexação da Crimeia, que até a população da Rússia vê como um ralo de dinheiro.

Na Ucrânia, não preciso mencionar a guerra civil e o caos político, mas creio que as medidas “pró-Europa” de Poroshenko só estão gerando uma austeridade empobrecedora. Esse país, como Belarus, também depende muito da economia russa, então se esta cai, muitos vizinhos tombam. A Moldávia foi outro país, já muito pobre, cujo IDH piorou em 2017. O do Brasil congelou, não subiu nem caiu. Tanto na Rússia quanto em Belarus houve recentes protestos contra o autoritarismo e a carestia de vida, mas os governos os reprimiram duramente.

Embora a língua bielo-russa seja oficial em Belarus e boa parte da população seja bilíngue, o idioma predominante nos centros urbanos, Estado e negócios é o russo, no qual se pronunciou Aleksandr Lukashenko (em bielo-russo, Aliaksandr Lukashenka) ao findar 2017. O bielo-russo é uma língua linda, mas considerada provinciana, típica das zonas rurais ou interioranas, onde também se falam por vezes misturas idiomáticas. Certa vez, Iryna Tumilovich me disse que Lukashenko falava com forte sotaque bielo-russo, mas não acreditei, porque parecia muito nativo. Mas quando estudei a fundo as fonéticas do russo e do bielo-russo, percebi o quanto a fonética deste influenciava a pronúncia daquele, ou seja, a um ouvido estudado, o discurso de Lukashenko soa com forte sotaque.

Em breve, pretendo legendar também a parte russa do discurso do cazaque Nazarbayev. Em seu país, que também é muito imbricado à Rússia e tem uma vasta imigração daí, a língua russa exerce forte influência e tem uso na política, ciência e cultura, às vezes até gerando discriminações. Não vou legendar agora os de Putin e Macron pra 2017-18, pois minha intenção é criar playlists específicas pros votos dos presidentes da França (desde 1994) e da Rússia (desde 2000), começando pelo mais antigo. O discurso sem legendas, lançado por uma agência de notícias bielo-russa, está nesta página, e o mesmo serviço fornece também o texto em russo, a partir do qual eu traduzi. Seguem abaixo a legendagem, que postei no meu canal Eslavo (YouTube), e a tradução em português, paragrafada segundo o original e sem as adaptações feitas pras legendas:


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Caros amigos!

Parece que não, mas está começando confiante e irreversível o Ano Novo de 2018. Nestes minutos percebemos bem como o tempo voa rápido.

Sim, a principal distinção de nosso tempo é seu correr impetuoso. Andar devagar equivale hoje a parar, e deter-se significa andar para trás. Constantemente corremos para algum lugar, devemos alcançar muita coisa para vislumbrar à frente aquele resultado desejado.

Entretanto, na agitada corrente desta vida, às vezes também é preciso desacelerar, mesmo por um instante, para olhar, avaliar, refletir sobre o que importa e dizer palavras boas.

Os últimos minutos do ano são exatamente esse instante. Agora que falta muito pouco para o relógio bater, lembramos o principal, pensamos no futuro.

No ano que passou, tomamos medidas decisivas para aperfeiçoar a economia, o que traz inevitável mudança em nossa sociedade. Arriscamos olhar além do horizonte, colocamos diante do país metas para o amanhã. Atingi-las levará muitos anos!

Quanto a isso, apelo à juventude: inovem, inventem! Todas as portas lhe estão abertas! É dever de vocês tomar essa altura muitíssimo difícil. O futuro do país é de vocês!

E não adianta, geração mais velha, pensarem em quietude. Agora é que precisamos de vocês, de sua experiência, conhecimento, sabedoria. São vocês que devem ajudar os jovens no complexo processo de avanços, protegê-los do esforço infundado em realizar tudo num segundo, do perigo de apartar-se da vida real e esbanjar o tempo com futilidades.

Cada dia agora é precioso para o trabalho construtivo. À nossa frente estão muitas tarefas graves em todas as esferas da vida do país.

E o próximo ano será a véspera de grandes eventos esportivos de alcance internacional. Nós acolheremos milhares de hóspedes. E como autênticos senhores da terra bielo-russa, vamos nos unir e pôr nosso lar comum na devida ordem.

Pois Belarus sempre foi famosa pela limpeza, pela comodidade das cidades e vilas, pela hospitalidade do povo. Mas agora precisamos superar a nós mesmos, tornar exemplar o país. Cada hóspede deverá muito tempo guardar na alma boas lembranças dele. Temos que poder nos orgulhar ainda mais de nossa Pátria, arrumada, gostosa de viver, amigável e estimada no mundo.

E foi por esse país, livre e independente, que nossos avós lutaram, para sermos, vivendo nesta terra, seus verdadeiros senhores.

Continuidade, respeito aos méritos de cada pessoa, igualdade e justiça são os princípios básicos de nosso Estado.

Belarus é um país voltado para o futuro! A base de nosso desenvolvimento é a alta tecnologia, a ciência. É isso! Mas sempre será exigido o labor do operário e do camponês. Graças a seus esforços, estamos hoje sentados numa rica mesa festiva.

Caros amigos!

O maior patrimônio da terra bielo-russa foram e são as pessoas. Por trás de toda conquista estão vocês, inteligentes, talentosos, obstinados:

que lutam diariamente pela vida e saúde de cada paciente;

que velam pela lei e pela ordem, defendem as fronteiras, garantem a defesa e segurança de nosso país, guarnecem postos estatais;

que trabalham na mineração, indústria, construção civil ou agricultura;

que educam e criam as crianças, instruem com êxito nos ensinos básico e superior, fazem a ciência avançar;

que enaltecem a Pátria com sucessos artísticos ou esportivos.

Felicito em especial os que passam o Ano Novo não na mesa familiar, mas no local de trabalho. Que esta noite seja para vocês tranquila e festiva.

Caros amigos!

Dentro de poucos segundos abriremos um novo capítulo de nossas vidas. As próximas 365 páginas ainda estão em branco. E o que será inscrito em nossa história depende de cada um de nós.

Desejo de todo coração que este novo ano seja de paz, sucesso e prosperidade.

Tenham sentimentos generosos, deem a seus parentes e próximos o mais valoroso: coração caloroso, atenção e cuidados. E que seus lares se encham com a luz do amor e do bem!

Felicidades, caros amigos!

Feliz Ano Novo, Belarus!