sábado, 24 de setembro de 2022

Golpe de Estado contra Xi Jinping?


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Rumores baseados neste tuíte de jornalista chinesa anticomunista e exilada dariam conta de que Pequim, capital da China, estaria sendo cercada por veículos militares, cortando a comunicação com o exterior, e vários voos teriam sido cancelados. Além disso, Xi Jinping, presidente da China comunista, estaria em prisão domiciliar devido à insatsifação de certos grupos dentro do Partido Comunista, sobretudo a decretação da prisão perpétua de vários membros renomados. Neste vídeo de 26 minutos, a mesma jornalista continua relatando o que sabe em seu canal do YouTube, mas realmente nada foi confirmado ainda, vindo a maioria das informações de sites indianos bem suspeitos, e pouca coisa ainda da mídia de outros países, nada do Brasil nem em português.

Nada foi confirmado oficialmente na mídia estatal chinesa. Mesmo assim, comecei traduzindo este artigo do jornal espanhol La Política Online, depois trouxe mais informações ao longo deste sábado, de páginas em outras línguas que já tinham mais detalhes. Peço que repasse esta publicação ao máximo possível de pessoas, mas vamos nos precaver e esperar que as mídias consagradas mais sérias deem a palavra final a respeito.



Rumores de golpe de Estado na China contra Xi Jinping agitam as redes, mas fontes diplomáticas desmentem

As versões sobre um complô pela insatisfação dentro do Partido Comunista Chinês semanas antes de Xi conquistar seu terceiro mandato agitaram as redes. A embaixada argentina em Pequim desmentiu.

Nesta sexta-feira, ganharam força rumores sobre a suposta prisão do Xi Jinping após um golpe de Estado na China. As versões não puderam ser confirmadas até o momento, mas também não foram desmentidas por Pequim. Todavia, fontes da embaixada argentina na China as desmentiram de maneira categórica.

Por outro lado, o cancelamento de 60% dos voos na potência asiática, segundo relatou a plataforma local de viagens Flight Master, fez crescer o rumor em torno da suposta detenção de Xi. Porém, as fontes consultadas pelo La Política Online explicaram que foram suspensos devido a um exercício militar que tinha sido previamente anunciado.

Uma das versões que circularam nas últimas horas nas redes (em sua maioria de perfis anti-China) sustentava que o complô teria sido organizado por forças especiais do Exército Popular de Libertação que obedecem ao general Li Qiaoming, a cargo do Comando do Teatro do Norte, um dos cinco do Exército chinês. Li tinha sido nomeado membro do 19.º Comitê Central do Partido Comunista da China em outubro de 2017.

No próximo 16 de outubro será realizado o Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, o órgão máximo do país, que elege os membros do Comitê Central e renova as altas autoridades, como é o caso de Xi. Supõe-se que aí será consagrado um terceiro mandato para o atual líder, que se transformou assim no governante mais poderoso desde Mao Zedong, revertendo a dinâmica mais colegiada que a China comunista moderna tinha.

De acordo com essa versão, Xi esteve ausente do seminário sobre Defena Nacional e Reforma Militar na última quarta-feira, embora já tivesse voltado de sua primeira viagem internacional após a pandemia no âmbito da Organização de Cooperação de Xangai no Usbequistão, onde se reuniu com seu homólogo russo Vladimir Putin. Também esteve ausente o chanceler Wang Yi, em viagem para Nova York em razão da Assembleia Geral da ONU.

Ainda segundo essa versão, quem assistiu ao seminário foi Li Qiaoming, que se sentou junto a Liu Zhenli, comandante do Exército. A questão é que Xi está se preparando para assumir seu terceiro mandato numa concessão extraordinária que estaria incomodando setores da cúpula do Partido Comunista.

La jornalista e ativista de direitos humanos chinesa Jennifer Zeng, dissidente e ex-membro do PCCh, tuitou um vídeo onde se podem ver “veículos militares do EPL que estavam se dirigindo a Pequim em 22 de setembro”. “Começando desde o condado de Huanlai, perto de Pequim, e terminando na cidade de Zhangjiakou, província de Hebei, uma procissão inteira de no máximo 80 quilômetros”, continuou.

A narrativa dos perfis que fazem oposição ao regime argumentam que o suposto golpe teria sido planejado por militares e membros superiores do partido descontentes com a liderança férrea de Xi. Nesta mesma sexta-feira, o ex-vice-ministro da Segurança Pública, Sun Lijun, foi condenado a uma pena de morte deixada em suspenso (pode optar pela prisão perpétua) pelo Tribunal Popular Intermediário de Changchun, devido a uma suposta cobrança de propinas. Sun era acusado pelo círculo do presidente de liderar uma máfia dentro do partido que se opunha a Xi.

Também foram presos cinco ex-chefes de polícia por seus vínculos com Sun, no maior expurgo do aparelho de segurança da China e poucas semanas antes do congresso partidário em que se prevê a reeleição de Xi.


China cancela mais de 6 mil voos no país: possível golpe de Estado? (Lilia Chaleva para o jornal búlgaro Dir.bg)

Rumores sobre a deposição de Xi Jinping tomaram o Twitter

Relatos não confirmados vindos da China revelam uma chocante informação a respeito do presidente da nação sul-asiática, Xi Jinping. Embora as mídias chinesas não tenham confirmado os rumores, tuítes de perfis chineses sugerem que o presidente Xi Jinping foi posto em prisão domiciliar pelo Exército Popular de Libertação (EPL). A informação chega um dia depois de a agência Bloomberg ter comunicado que um tribunal chinês condenou o ex-vice-ministro da Segurança à prisão perpétua, completando a repressão contra a “clique política” que ele lideraria contra Xi Jinping, apenas uma semana antes de uma mudança decisiva no Partido Comunista, informa a HW News [um jornal indiano], destacando que a notícia não foi verificada por fontes independentes.

Jennifer Zeng, ativista chinesa pelos direitos humanos que vive atualmente nos EUA, publicou um vídeo em seu Twitter, no qual ela afirma que o EPL estaria se deslocando para Pequim.

[Traduzi do inglês] “Veículos militares do EPL se deslocando para Pequim em 22 de setembro. Partindo do condado de Huanlai, próximo a Pequim, e terminando na cidade de Zhangjiakou, na província de Hebei, toda uma procissão de cerca de 80 km. Enquanto isso, circulam rumores de que Xi Jinping estaria em prisão domiciliar após veteranos do PCCh o terem removido da liderança do EPL.” Relatos também sugerem que quase 60% dos voos na China teriam sido suspensos na sexta-feira, sem qualquer explicação.

O escritor chinês Gordon Chang, que também está radicado nos EUA, citou o vídeo de Zeng no Twitter e escreveu [traduzi do inglês]: “Este vídeo de veículos militares se deslocando para Pequim chega logo após o cancelamento de 59% dos voos no país e as prisões de funcionários veteranos. Há muita fumaça, o que significa que há fogo em algum lugar dentro do PCCh. A China está instável.”

No momento em que esse relato foi apresentado, apenas voos domésticos com tráfego menor do que o normal foram vistos voando no espaço aéreo chinês, como mostra o site Flightradar.

Os rumores também afirmam que Li Qiaoming, o general a serviço do EPL, pode ter substituído Xi Jinping como primeiro-ministro.

Entre os líderes políticos indianos, Subramanian Swamy escreveu no Twitter: “Um novo rumor que exige ser verificado: estaria Xi Jinping em prisão domiciliar em Pequim? Quando há pouco Xi esteve em Samarkand, os líderes do PCCh exigiram que Xi fosse afastado do comando partidário do Exército. Depois disso veio a prisão domiciliare. Assim diz o rumor”, observou Swamy, que mencionou tuítes sobre a notícia.

O canal de televisão russo Insider UA também mencionou os rumores e escreveu no Telegram: “Algo estranho está acontecendo na China. Há rumores massivos no Twitter sobre um golpe militar na China e a renúncia prematura de Xi do posto. Há muitas dessas publicações e de diferentes publicadores/mídias. Tropas foram massivamente enviadas a Pequim, foi notada uma coluna com 80 km de comprimento. Além disso, a China cancelou mais de 6000 (!) voos domésticos e internacionais. Além disso, todas as passagens vendidas para o trem de alta velocidade estão suspensas e o tráfego ferroviário foi totalmente suspenso.”

Por enquanto, nenhum rumor sobre um golpe militar na China teve sua autenticidade comprovada.

[Seguem-se informações que não traduzi sobre o aumento das tensões entre China e EUA a respeito de Taiwan.]


Ataque a Xi Jinping: fake news ou realidade? (Leopoldo Gasbarro para o Wall Street Italia)

Verdade ou fake news? A China está em alerta? Ou trata-se apenas de uma armação midiática?

Tudo começou em alguns sites indianos, segundo os quais Xi Jinping estaria passando por péssimos bocados. Inúmeras considerações e detalhes alarmantes sobre a situação interna do país são sustentadas por imagens e notícias que começam a se suceder uma após outra.

As primeiras notícias “estranhas”, ainda não verificáveis a partir da fonte, apareceram em alguns sites indianos. Também foram relatadas por alguns canais do Telegram relacionados à Rússia, e amplificadas pelo Twitter. Caso se trate de fake news, elas estão em curso de ser alimentadas.

Para uma informação correta, nos dirigimos a especialistas do assunto e do país. De Giuliano Noci, pró-reitor do politécnico de Milão para a China, a Riccardo Monti, presidente do grupo Triboo, a Piero Guseo, especialista em vendas institucionais e responsável para o mercado italiano da Leverage Shares. Todos souberam das referências feitas na Índia e na China sem receber nenhuma confirmação merecida por tais notícias publicadas nos sites indianos.

Dada a abundância de detalhes e informações, reproduzimos o artigo de Dailyindia.net, cuja tradução segue logo abaixo:

Segundo notícias não confirmadas, Xi Jinping há muito tempo não se encontra nem sequer com os dirigientes máximos do PCCh, e pela primeira vez em dois anos Xi Jinping foi visto deixando o país ao participar da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) em Samarkand. Ao mesmo tempo, em junho deste ano também foi cancelada a visita de Xi Jinping à Arábia Saudita, para a qual Riad tanto tinha se preparado. Ao mesmo tempo, mesmo sendo um membro fundador da OCX, o líder chinês não participou ativamente da cúpula. Não fez nenhum discurso memorável na abertura da cúpula nem se encontrou com Narendra Modi ou outros líderes destacados da organização além de Putin. Porém, se recusou a participar do jantar com Putin e o motivo apresentado estava ligado à covid-19. Na sequência, foi revelado que Xi Jinping tinha acabado de partir para Pequim antes do encerramento oficial da cúpula da OCX. ufficiale del vertice SCO. Talvez estivesse preocupado e amedrontado com algo grave e assustador.

Milhares de pessoas estão escrevendo nas mídias sociais chinesas que Pequim tinha sido militarmente ocupada e que Xi Jinping tinha sido deposto, mas o mondo não tem ideia do que esteja ocorrendo, já que a cidade foi cortada do resto do mundo. Segundo o News Highland Vision, o ex-presidente chinês Hu Jintao e o ex-primeiro-ministro chinês Wen Jiabao tinham retomado o controle do Escritório Central de Segurança (ECS) do PCCh, satisfazendo ao ex-membro do Comitê Permanente, Song Ping. A função do ECS é fornecer segurança aos membros do Comitê Permanente do Birô Político do PCCh e a outros líderes do partido. O ECS também é responsável pela segurança do presidente chinês Xi Jinping, e se qualquer outra pessoa tomar o controle do ECS, isso é considerado um golpe de Estado militar.

Xi Jinping em prisão domiciliar em 16 de setembro? Embora ainda não tenha sido feito nenhum anúncio oficial, as mídias sociais chinesas, monituradas de perto pelo governo, receberam milhares de publicações sobre o golpe de Estado militar, indicando que algo não estava certo. Segundo o relato, não somente Hu Jintao e Wen Jiabao teriam retomado o controle do ECS, como também Jiang Zeng e membros do Comitê Central de Pequim teriam sido informados por telefone. sono stati informati telefonicamente. Os membros originários do Comitê Permanente teriam posto fim à autoridade militar de Xi Jinping bem naquele instante. Xi Jinping teria voltado a Pequim na noite de 16 de setembro, depois de ter sabido a verdade. Porém, teria sido preso no aeroporto e provavelmente segue agora em prisão domiciliar em Zhongnanhai.

O mapa do percurso já estaria pronto? Segundo relatos não confirmados, Hu Jintao teria tomado o controle do poder chinês e, se acreditarmos nas notícias, esse é um dos maiores incidentes na China desde a descoberta do coronavírus em 2019. Nos últimos dez dias, as reuniões políticas ocorreram a portas fechadas e em segredo absoluto. Nas notícias provindas da China, também foram dadas informações sobre tudo o que teria nos últimos dez dias. Esses dois vice-presidentes teriam chefiado a reunião de reforma do comitê de finalização em 8 de setembro, informou o FTI Global News. O presidente das operações, fiel a Xi, teria sido retirado da reunião. Enquanto esteve ali, o comandante Li Qiaoming, um general do EPL, teria se sentado no centro da primeira fila antes do palco para participar da reunião.

Como ocorreu o golpe de Estado na China? Segundo o FTA Global News, Hu Jintao e Wen Ki Song Ping teriam se encontrado quando o presidente estava fora do país para participar da cúpula da OCX e Wen teria sido convencido a agir contra Xi Jinping, que está se preparando para assegurar seu terceiro mandato no poder. Enquanto estava ali, Wen teria aceitado e então Xi Jinping teria sido mantido em custódia pelos seus próprios guardas do ECS. Os ex-líderes do PCCh teriam previsto que os lealistas de Xi Jinping sem dúvida usariam a força para evitar sua detenção, mas isso não teria ocorrido. Então, o comandante Li Qiaoming teria transformado Pequim em uma fortaleza militar. Um grande comboio de 80 km teria entrado em Pequim e todas as entradas possíveis para a cidade teriam sido fechadas. Segundo a fonte o EPL estaria bloqueando as rodovias, e no momento está se falando de prisão dos manifestantes. Quando as desordens em Pequim teriam sido notadas pela inteligência russa, a gigante energética russa Gazprom teria interrompido temporariamente o fluxo de gás para a usina do oleoduto Sibéria, que envia o gás russo à China. Embora a Rússia tenha justificado os cortes como “serviços de manutenção programada”, pode-se deduzir claramente que tenha feito isso em apoio a Xi Jinping como um protesto furioso.

Rebelião contra Xi Jinping? Além disso, os cidadãos chineses estão escrevendo nas mídias sociais da China que o aeroporto de Pequim teria cancelado mais de 6 mil voos domésticos e internacionais nos últimos dois dias. Ao mesmo tempo, as passagens do trem de alta velocidade também teriam sido canceladas, e desses trens, os que vão à capital chinesa teriam sido totalmente parados até segunda ordem. Horas depois, a aviação civil chinesa teria mandado as companhias aéreas com aviões Boeing Max retomarem as operações. Ao mesmo tempo, a defesa nacional teria sido discutida na reunião da Comissão Militar de 22 de setembro. Também estaria presente na reunião Shenyang Kang, que foi demitido pelo governo de Xi Jinping. Ao mesmo tempo, Li Qiaoming, que se ocupava da segurança do presidente, estaria de novo sentado no centro da primeira fila. Ao mesmo tempo, Song Ping, o mais antigo membro do PCCh, também estaria presente nesse encontro. Song, que tem 105 anos e é considerado um opositor de Xi Jinping, também teria levantado a voz contra Xi durante o encontro. Segundo o relato, Song Ping teria afirmado que o país devia sofrer uma transformação e se abrir ao mondo. Segundo ele, o PCCh deveria lhes dar prioridade máxima pelo bem da nação. Ao mesmo tempo, quase todos os líderes conhecidos do PCCh estariam presentes na sala da memória, exceto Xi Jinping e seu ministro do Exterior, Wang Yi.

Wang Yi se encontrou com Henry Kissinger. Ao mesmo tempo, o incidente recente mais suspeito foi a visita improvisada de Wang Yi, ministro do Exterior chinês, a Nova York. Encontrou-se com Henry Kissinger. Em 21 de setembro, enquanto Song Ping estaria externando seu protesto contra Xi Jinping, o ministro Wang Yi se encontrou com o ex-secretário de Estado americano. O ministro Wang Yi surpreendeu Kissinger por ocasião de seu iminente centésimo aniversário, descrevendo-o como um velho e com amigo do povo chinês. Kissinger tem proximidade com os membros veteranos do PCCh e deu uma contribuição histórica à instauração e desenvolvimento das relações entre China e EUA. Esse encontro improvisado não lança dúvidas sobre o real objetivo por trás disso? Contudo, nada está sendo revelado sobre o que está ocorrendo na China. Mas, com base no comportamento de Xi Jinping nos últimos dois anos, parece que Xi sempre tenha assumido que os veteranos do PCCh estivessem contra ele. Esses gigantes estavam exortando Xi a mudar seu comportamento intransigente. Contudo, a fome de poder de Xi foi inegavelmente obstada. Se esse relato for correto, então podemos dizer que o mandato de Xi terminou e que o ex-presidente Hu Jintao seria responsável por isso.

Termina aqui o artigo publicado pelo site indiano, mas nós mesmos também investigamos diretamente, sobretudo quanto à situação dos voos e trens no país.

Um artigo online publicado no The Epoch Times cita exatamente o cancelamento massivo de quase 60% dos voos na China. Mas o que pode realmente ter acontecido? Estão aparecendo no Twitter muitas imagens abordando a notícia, caso se trate realmente de uma notícia, já que tudo ainda resta a ser verificado. Uma dessas imagens parecia ter filmado um aparato militar entrando em Pequim [o vídeo citado de Jennifer Zeng]. Será verdade ou uma fake news? Em qualquer um dos casos, saberemos mais coisas nas próximas horas.



sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Trio Pakai (música folclórica friuliana)


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Nova leva de vídeos do meu finado YouTube. Com base nesta playlist, e após editar os áudios (aumentando o volume, sobretudo), montei o presente vídeo com as melhores canções instrumentais, algumas com breves vocais, do antigo grupo Trio Pakai, especializado em música folclórica da região do Friuli, no norte da Itália. Não me limitei à gravação dos três músicos originais, e coloquei também os áudios que tinham outras pessoas cantando/tocando suas canções (covers) ou com estilo parecido. A música da região é muito parecida com a da Eslovênia, ambas por sua vez fortemente influenciadas pela cultura austríaca. Tanto que boa parte das faixas, sobretudo no final, parece muito com a chamada “música de bandinha” da Oktoberfest!

Seguem abaixo os nomes das faixas, com os momentos do vídeo em que elas começam. Arbitrariamente escolhi quais seriam as três primeiras, e deixei no fim as não executadas pelo Trio Pakai. As outras posicionei de acordo com a ordem em que apareciam na playlist original. Com todas as limitações que meu trabalho pode ter, sobretudo na busca por informações lacunares, espero que você aproveite, e viva a música do Friuli, e também do Vêneto!

00:00 Slovenska polka
2:34 L’agho di Ludario
6:30 Melodia slovena
9:15 Mont da Sûdri
11:12 Valzer popolare
13:29 Zoventût
15:15 Valzer di Pakai
17:12 Sere d’estât
19:25 Primavera in Carnia
22:04 La pesarina
24:52 La serenade dal pastôr
27:06 La vôs da mê valade
29:17 La polka da mê int
31:20 In chêdì da las mês gnoços
34:30 Gnoçis
36:47 Fieste
39:13 Fantastico gaithal
42:29 Cence pinsîrs
45:16 Allegro Friuli
47:17 Al tramont
49:27 Sagre in pais
51:25 Trio Pakai ai Mistirs (2009, música não identificada)
55:13 Baronadis (cover)
57:56 Come une volte (cover)
59:50 evento nomeado “Un’allegra serata nelle Valli del Natisone”
1:03:21 Bo (grupo I rapeciaz no programa Lo scrigno)
1:05:59 Ma (idem)
1:09:14 Un biel fiascut (idem)



Enquanto procurava as mesmas canções do antigo Trio Pakai, originário da região italiana do Friuli (hoje Friuli-Venezia Giulia), achei também este vídeo gravado ao vivo em 6 de outubro de 2019, intitulado na língua friuliana Una domenia in alegrìa cun Pakai e amîs (Um domingo de alegria com Pakai e amigos). Embora os músicos originais não estivessem lá, decidi pegar o áudio e editar deixando apenas as partes tocadas e cantadas, muitas delas com sucessos do Trio Pakai, mas também com músicas de outras regiões, como a célebre eslovena Na Golici!

Por isso as fotos são idênticas às da montagem anterior. Se você se interessar pelos momentos em que há diálogos claramente falados em friuliano, pode sem hesitar recorrer ao vídeo original. Quem souber francês, talian/vêneto ou alguma língua românica vizinha, perceberá a presença de muitas palavras e expressões em comum! Em todo caso, espero que goste da nova montagem e se divirta mais uma vez.



quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Música eslovena, holandesa, húngara...


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Mais uma publicação que é um pretexto pra ressuscitar outros vídeos que eu tinha lançado no meu extinto canal do YouTube, e aos quais agora dou aqui uma unidade conceitual, com a ocasião de mostrar também os textos informativos que eu tinha inserido na descrição. Hoje vai ser muito legal, porque são canções instrumentais de vários lugares da Europa, com destaque pra Eslovênia, da qual é raro acharmos algo naquela plataforma usando apenas o português!



Achei muito por acaso o canal esloveno IMA NADE GROBNIK, que ainda tem muito poucos escritos e visualizações, mas quase diariamente posta um tesouro escondido: muita música folclórica e popular da Eslovênia (antiga e moderna) sem nenhuma propaganda interrompendo (há raras exceções). Esta é a playlist original, mas executando as canções em ordem inversa à que pus no vídeo. Você pode ver inclusive os títulos, com clássicos nacionais como Na Golici e Na avtocesti.

Pelo que consta, a banda em questão se chama Lady Luna, e esta é a gravação em áudio de um show que eles dizem ter sido ao vivo, dado na cidade eslovena de Boljun (Bogliuno, em italiano) em 2006. Não pesquisei mais sobre o grupo nem sobre o evento, mas espero que você aproveite essa música tão animada. Precisamos regar as veias da cultura brasileira com sangue novo!



Uma hora e vinte minutos de música instrumental eslovena tocada em acordeão, extraída de uma fita antiga republicada no YouTube.


Uma hora e meia de música folclórica holandesa. Retiradas de dois CDs antigos, fora de circulação, comprados na cidade de Holambra, SP, que trazem as principais canções (em geral instrumentais) tocadas e dançadas nas apresentações da Expoflora, que se realiza em agosto e setembro de todos os anos nessa cidade. Infelizmente estou sem os títulos das faixas comigo.


Música e dança folclóricas da Hungria, filmadas em Budapeste, capital do país, pelo visitante David McWilliams, que postou o vídeo no YouTube após selecionar os melhores momentos.


O kolo (literalmente “anel, roda”), uma dança de fato executada em roda, dançada numa festa de casamento provavelmente de muçulmanos na cidade de Sarajevo, capital da Bósnia e Herzegóvina, em novembro de 2018. Eu baixei sem mudanças do YouTube, mas infelizmente perdi o endereço da fonte. Os “bósnios” na verdade são etnicamente sérvios ou croatas, mas apenas a religião muçulmana, herança da dominação otomana, que é diferente.


segunda-feira, 19 de setembro de 2022

Nasser, Gaddafi, Saddam: chefia árabe


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Esta publicação é um pretexto pra ressuscitar mais três vídeos que eu tinha lançado no meu extinto canal do YouTube, e aos quais agora dou aqui uma unidade conceitual, com a ocasião de mostrar também os textos informativos que eu tinha inserido na descrição.

Primeiro, várias filmagens reunidas, feitas nos anos de 1969 e 1970, em eventos com a rara participação conjunta de Gamal Abdel Nasser, presidente do Egito que derrubou a monarquia em 1952 e controlou o país até a morte, e Muammar Gaddafi, militar que depôs o rei da Líbia em 1969 e liderou um regime peculiar até ser assassinado em 2011. Embora os encontros tenham sido frequentes em 1970, por causa das ideologias que os aproximavam, digo que foram “raros” porque Gaddafi ascendeu ao poder em 1969, e Nasser logo teria um infarto fulminante em 1970.

O legado dos dois governantes ainda é muito discutido, mas sem dúvida eles colaboraram pra que seus países conhecessem um desenvolvimento jamais visto em suas histórias e tivessem ainda relevante papel nas relações internacionais. Considerados ditadores pelo Ocidente, seus povos continuam os venerando, sobretudo Nasser, que era muito carismático e não tão excêntrico quanto Gaddafi. Reuni alguns vídeos que consegui achar no YouTube, e tirei o áudio de alguns porque podia ter problemas com direitos autorais das músicas de fundo.

O primeiro é provavelmente o mais antigo e que me levou a continuar a série, e tentei o quanto possível colocar em ordem cronológica. Seguem as fontes, que não estão nessa ordem e uma das quais (não sei qual) me esqueci de inserir na montagem:

http://youtu.be/Rc65-48iTac
http://youtu.be/CGURHWsfGWc
http://youtu.be/1RJO-0bQE98
http://youtu.be/k7kHfqp7Wr0
http://youtu.be/yHovguFusVI
http://youtu.be/2TyzkWo9JUw
http://youtu.be/l92ZFXlEmVA
http://youtu.be/oB1DvO7SUsE



Encontrei estes vídeos por acaso, num canal iraquiano com muito material raro sobre a TV do Iraque em décadas anteriores à derrubada de Saddam Hussein. Eu fundi a parte 1 e a parte 2, tendo também cortado o quadro e tirado uns trechos com chegadas, falatórios e orações. Após passar os títulos, descrições e alguns comentários no Google Tradutor, concluí que talvez seja uma grande comemoração em Bagdá da reconstrução, após 4 meses de trabalho, da cidade de Faw (ou Al-Faw), localizada no estreito litoral que dá no golfo Pérsico e bem na fronteira com o Kuwait.

Durante a guerra contra o Irã (1980-88), a cidade de Faw, importante e estratégico porto costeiro, foi quase toda destruída, e depois acabou sendo toda remodelada. Nos referidos festejos, em que também podem se ver o rei Hussein (Jordânia), os presidentes Ali Abdullah Saleh (Iêmen), Omar Bashir (Sudão), Hosni Mubarak (Egito) e Yasser Arafat (Autoridade Palestina), há demonstrações bélicas e, sobretudo, um grande show cultural e musical mais pra frente, praticamente uma celebração da “unidade pan-árabe” (atenção à música típica que aos 39 min 20 seg começa a tocar).

Há ainda uma terceira parte que, por ter sido achada e editada bem depois, está com o design diferente e, portanto, decidi não colocar junto. Ao contrário do vídeo anterior, este contém os selos de quem editou e postou primeiro. Usando as informações traduzidas do árabe, cheguei a esta notícia da Associated Press que, se está certa, anuncia as celebrações por Faw pra 25 de outubro de 1989.

O presidente “baathista” Saddam Hussein invadiria o Kuwait no ano seguinte pra anexar toda a saída ao mar, mas seria derrotado pela coalizão internacional liderada pelos EUA em 28 de fevereiro de 1991. As grandes mãos que seguram espadas ao fundo se chamam comumente “Arco da Vitória” (Qaws an-Nasr), e foram construídas entre 1986 e 1989 pra homenagear os soldados mortos na guerra contra o Irã. Até hoje são a maior atração turística de Bagdá, mas imagino que realmente Saddam não tinha nada mais útil pra construir no Iraque...



Encontrei este vídeo por acaso, num canal iraquiano maravilhoso com muitíssimo material raro sobre a TV do Iraque em décadas anteriores à derrubada de Saddam Hussein. É a parada militar completa, ocorrida em Bagdá, do Dia do Exército, comemorado até hoje no Iraque todo 6 de janeiro. Como convidados especiais junto ao ditador, temos os reis Fahd da Arábia Saudita (de amarelo) e Hussein da Jordânia (de terno).

A edição do vídeo, do qual cortei o quadro e tirei uns trechos com chegadas, falatórios e orações, data de 1990, exatamente o mesmo ano em que o presidente Saddam Hussein, cujo regime similar ao da família Assad na Síria era chamado “baathismo”, invadiu o Kuwait pra anexar essa saída ao mar do golfo Pérsico. Como eu já disse acima, a invasão se iniciaria em 2 de agosto, mas o Iraque seria derrotado pela coalizão internacional liderada pelos EUA em 28 de fevereiro de 1991.

Como disse um antigo inscrito meu do YouTube: o Saddam dessa época tá parecendo o Nicolás Maduro com esse bigodão preto, rs.



sábado, 17 de setembro de 2022

Jogo da memória (alfabeto glagolítico)


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Eu criei este inusitado joguinho da memória em janeiro de 2018 e o deixei guardado por quase três anos, até que em 27 de dezembro de 2020 finalmente “tomei coragem” pra gravar um vídeo apresentando-o e explicando-o. Ele foi originalmente postado no YouTube, mas como meu canal foi derrubado, estou o republicando aqui.

Cada peça, que vem em pares iguais, contém uma letra do alfabeto glagolítico, presumidamente criado no fim do século 9 pelos monges Constantino (Cirilo) e Metódio pra escrever a língua eslava antiga de evangelização dos eslavos na Grã-Morávia. Inseri seus supostos nomes, equivalentes em cirílico e valores numérico e fonético. Criei o jogo como uma espécie de meio pra memorizar esta inusitada escrita antiga, e pra que mais pessoas pudessem conhecê-la.

Baixe aqui caso você se interesse pelo modelo original em formato PDF. Porém, você mesmo vai ter que completar com as partes que foram feitas a caneta!

NOTA: As observações sobre comentários abertos e pedidos de opiniões se inserem no contexto de quando o vídeo tinha sido publicado primeiramente no meu extinto canal do YouTube. É dentro disso que devem ser entendidos.



quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Festa de santa Catarina de Alexandria


Link curto pra esta postagem: fishuk.cc/zejtun


Como tenho tido muita curiosidade sobre a história, cultura e língua do pequeno arquipélago de Malta ultimamente, acabei encontrando dois belos vídeos que mostram trechos da popular festa em louvor a santa Catarina de Alexandria, celebrada na cidade de Żejtun todo terceiro domingo de junho. Resolvi postar aqui porque além de ser visualmente bonito, as bandas marciais que tocam na ocasião também são muito agradáveis. Malta já foi um domínio árabe, siciliano, francês, italiano e inglês, e hoje constitui um país independente, o único pertencente à União Europeia a ter uma língua semítica como oficial.

De fato, a língua maltesa tem um núcleo estrutural e gramatical semítico, descendendo do siculo-árabe, ou seja, uma variante do árabe falada na Sicília quando ela teve domínio islâmico, em meados da Idade Média. Com a mudança de muitos habitantes sicilianos pra ilha de Malta, a língua deles também foi levada pra lá, mas quando a região foi cristianizada, a ligação do siculo-árabe com o resto do mundo islâmico foi cortada. Por isso, apenas 1/3 do vocabulário maltês atual tem origem árabe, aliás muito parecido com o dialeto tunisiano. Metade das palavras se originam do italiano, e o resto tem origem inglesa (sobretudo) e francesa, refletindo outras dominações a partir do século 19.

Malta é pequenininha, mas tem muitas igrejas e atrações turísticas, e o povo de lá é muito orgulhoso de sua identidade católica. Santa Catarina de Alexandria, que também é muito celebrada em outros países e até por confissões ortodoxas e pelos coptas, é padroeira da cidade de Żejtun (se lê “zeytún”), onde tem uma bela paróquia com igreja. Estas imagens foram gravadas em 2019, e infelizmente, em 2020 a festa que reúne multidões foi cancelada por causa da pandemia. Vídeos originais por ordem cronológica (o canal também registra outras festas católicas locais):

http://youtu.be/4RAGOAwiBko
http://youtu.be/U4mcdaeLQeo



Como brinde, também ofereço algumas marchas tocadas pelas referidas bandas, em homenagem à santa, que postei no meu extinto canal do YouTube! Infelizmente não sei mais de que vídeos tirei os áudios, mas apenas do primeiro eu guardei o endereço, porque achei mais recentemente e inseri numa nova edição de minha montagem. Baixe aqui também o áudio MP3 com todas as músicas, caso queira ouvir em separado. Bom divertimento!



terça-feira, 13 de setembro de 2022

Morte da rainha pode ser mau agouro


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Esta edição do programa de entrevistas francês C dans l’air (Está no ar), geralmente apresentado pela jornalista Caroline Roux, me deixou espantado em retrospectiva. O título da transmissão faz alusão ao fato de Liz Truss, sucessora de Boris Johnson no comando do Reino Unido, apresentar-se como uma nova Margaret Thatcher, mas o foco das conversas é a crise econômica, social e política que atravessa o país, e em dado momento, chega a pergunta de um telespectador, sobre os perigos desses abalos pra sobrevivência da monarquia.

Uma das jornalistas participantes responde que a crise em si não apresenta perigo pra monarquia, mas que a morte da rainha poderia sacudir bastante a sociedade britânica. Isso foi no dia 5 de setembro, e no dia 8 falecia Elizabeth 2.ª, a soberana que parecia imortal. Achei o mau agouro tão interessante que decidi separá-lo e traduzi-lo aqui, seguido da transcrição em francês. Apenas numa palavra entre colchetes fiquei em dúvida se a primeira jornalista falou isso mesmo, mas não prejudica o todo. Obviamente, é esta que fala a maior parte, mas decidi colocar a resposta de ambas, porque traz informação instrutiva e pra não tirar de contexto a frase da segunda.

Vamos ver se a profecia vai se cumprir...


Caroline Roux – Pergunta de Dominique, do departamento de Yvelines: “A crise no Reino Unido poderia desestabilizar a monarquia inglesa?”

Anne-Élisabeth Moutet – Não, provavelmente não, não é isso que vai desestabilizar a monarquia inglesa. Só se o príncipe Andrew continuar pensando que pode ocupar o centro das atenções, não é bom. Mas é que nesse caso dizem: “Espera-se da família real uma moralidade absoluta, a mesma da rainha, e quando um de seus filhos não a tem, é algo que choca”. Mas pelo contrário, o símbolo da rainha é o símbolo de alguém frugal, mesmo se ela mora num palácio de 360 cômodos, que apaga a luz quando sai do cômodo em que está, que baixa a temperatura – porque em todo caso a calefação central não é algo de sua geração. E acho que não, pelo contrário, a monarquia, assim como a covid, vai unir as pessoas, e provavelmente, aliás, vai haver gestos tanto da rainha quanto do príncipe Charles – que está se aproximando, mesmo devagar, do trono e que fundou há muito tempo uma instituição de caridade que é mais do que isso e que trabalha pra dar oportunidades a jovens desfavorecidos. É algo que educa até os 30 anos, o Prince’s Trust. Portanto, não, pelo contrário, isso vai manter uma certa coesão no país.

Marion Van Renterghem – De fato, acho que a crise não pode desestabilizar a monarquia. Em contrapartida, acho que a morte da rainha pode desestabilizar consideravelmente a sociedade britânica.


Caroline Roux – Question de Dominique, dans les Yvelines : “La crise au Royaume-Uni pourrait-elle déstabiliser la monarchie anglaise ?”

Anne-Élisabeth Moutet – Non, probablement pas, c’est pas ça qui va déstabiliser la monarchie anglaise. C’est si le prince Andrew continue à penser qu’il peut venir sur le devant de la scène, c’est pas bien. Mais, parce que là on dit : “On attend de la famille royale une moralité absolue, qui est celle de la reine, et quand l’un de ses enfants ne l’a pas, ça c’est quelque chose qui choque”. Mais au contraire, le symbole de la reine, c’est le symbole de quelqu’un de frugal, même si elle vit dans un palais de 360 (trois-cent-soixante) pièces, qui ferme la lumière quand elle quitte la pièce où elle est, qui fait baisser la température – parce que de toute façon le chauffage central, c’est pas quelque chose de sa génération. Et je pense que non, au contraire, la monarchie, comme pour le covid, va rassembler les gens, et il y aura probablement des gestes d’ailleurs, et de la reine, et du prince Charles – qui se rapproche, même lentement, du trône et qui a créé depuis très longtemps un organisme charitative qui est plus que ça et qui s’occupe de donner des chances à des jeunes défavorisés. Ça c’est quelque chose qui [élève] 30 (trente) ans, le Prince’s Trust. Et donc non, au contraire, ça va garder une certaine cohésion au pays.

Marion Van Renterghem – Je pense que la crise, en effet, ne peut pas déstabiliser la monarchie. En revanche, je pense que la mort de la reine peut déstabiliser la société britannique considérablement.