segunda-feira, 6 de maio de 2024

Queriam que redes fossem atóxicas?


Link curto pra esta publicação: fishuk.cc/sidechat

Nova crônica de Ronaldo Lemos publicada na Folha de S. Paulo do último domingo, 5 de maio, e cujo conteúdo fiz questão de piratear, se chama “O aplicativo que incendiou as universidades nos EUA”. Ele afirma que o utilitário SideChat, uma espécie de Équis disponível apenas pra quem tem um endereço de e-mail universitário e cujos usuários permanecem anônimos, tem sido um espaço de crescente cultivo dos ódios e preconceitos que levaram à radicalização da Revolução da Melancia dos protestos pró-Palestina nas universidades americanas, especialmente a de Columbia. Lemos não esclarece se o app, lançado em fevereiro de 2022, também está disponível fora dos EUA, e eu acrescento que ele é a continuação de um certo Yik Yak (o nome soa familiar...), lançado ainda em 2013 e que faliu justamente por acusações de não prevenir discursos de ódio.

Felizmente, os brasileiros não tiveram tempo de engolir essa modinha, e realmente quase ninguém aqui (inclusive eu) os conhecia; e espero que ninguém resolva fazer a experiência! Deixo que você leia o resto no texto, mas já me pergunto: como os inventores do aplicativo não se deram conta de que um recurso com anonimato garantido ia se transformar de um espaço de desabafo numa rinha de galo? Não atinaram a que na mão de maluco, toda invenção prática pode virar arma? Ou Santos Dumont criou o 14-bis pra ficar se atirando em arranha-céus? Mas trágico é ver como a geração do finzinho dos 90, começo dos 2000, cresceu achando que no Google Store sempre ia ter um app disponível pra resolver qualquer problema da vida, fosse prático ou humano. Queriam curar a solidão e o deslocamento sem bater de frente com a sociedade e repensar seu próprio jeito de agir!

Pra além da falsa inocência, cabe notar que você precisa ter um correio institucional, ou seja, fornecido a estudantes, professores e funcionários por uma universidade, espaço que o próprio Trump detratou como “a nata da nata” da sociedade ianque. E se “a nata da nata” da sociedade se comporta do jeito como vimos na TV e tem difundido ideias como as que já se espalham pela Banânia há uns anos: 1) o que será então do resto da sociedade, que ainda pensa que na USP os alunos andam pelados e participam drogados de orgias? 2) como essas elites podem servir de modelo pra sociedade ao se portarem assim? É pra fazer Vilfredo Pareto se revirar na tumba!



O Yik Yak era coisa de corno, e o SideChat... é de chorar mesmo!


A culpa dos protestos que estão ocorrendo nas universidades dos EUA obviamente não é do aplicativo SideChat. No entanto, ele tem tido um papel na radicalização dos embates. Para quem nunca ouviu falar, o SideChat é um aplicativo para postagens anônimas. Uma espécie de Twitter, que fala de acontecimentos em tempo real por meio de mensagens curtas, vídeos e fotos.

Só que tudo é anônimo. A única informação é a universidade onde o conteúdo foi postado, mas não quem postou. Para se inscrever no SideChat é preciso ter uma conta de e-mail de uma universidade. Com isso o app esperava assegurar que as conversas acontecessem só entre estudantes e, por isso, fossem cordiais.

Não foi o que aconteceu. Relatos em toda a parte mostram que o SideChat se tornou uma espécie de porta do inferno. Em depoimento para a revista Wired, um estudante chamou o aplicativo de “esgoto”. A razão é a quantidade de conteúdo problemático postado, incluindo ataques racistas, incitação à violência, e conteúdo degradante, direcionado a israelenses e palestinos.

O resultado é visível em praticamente todas as universidades dos EUA, da costa leste à costa oeste. Este colunista foi professor da universidade de Columbia, epicentro dos protestos e tem acompanhado com preocupação a situação. Várias universidades cogitaram bloquear o aplicativo. No entanto, a ideia teve pernas curtas. Tanto por conta das proteções constitucionais à liberdade de expressão nos EUA, quanto por causa da impossibilidade técnica do bloqueio.

A solução foi então convocar reuniões com os representantes da empresa. A demanda em comum é o aumento na moderação do conteúdo do aplicativo. Pelo menos para reduzir o conteúdo claramente ilegal (racismo, incitação à violência etc.). A empresa afirma já fazer isso, e alega ter um time de “30 funcionários”, além de usar ferramentas de inteligência artificial. No entanto, os relatos apontam para um ambiente que na prática se torna cada vez mais tóxico.

O SideChat pode ser visto como o símbolo mais recente da crise profunda que tomou conta das universidades dos EUA. Originalmente instituídas como um farol da liberdade acadêmica, nos últimos anos foram se tornando incapazes de lidar com temas controversos. Ao se tornarem território de “guerras culturais”, a universidade foi se transformando em um campo minado, onde vários temas foram sendo suprimidos.

O SideChat se aproveitou disso. Como não era mais possível falar em voz alta sobre vários temas difíceis, o aplicativo criou um espaço virtual onde tudo poderia ser dito. Capitalizou a frustração de quem se sentia silenciado. Só que apostou no anonimato, caminho fácil e perigoso, que destrói os laços comunitários em vez de reconstruí-los. Com isso, abdicou do esforço de reconstruir um espaço baseado no respeito mútuo, para se tornar parte do problema.

Dá para aprender muitas lições com esse caso. A primeira é que discursos que são suprimidos não desaparecem. Ao contrário, eles se radicalizam ainda mais e vão migrando para canais mais opacos. Seja o SideChat, o Discord, o WhatsApp, o Telegram e outros. A tarefa que temos como sociedade é reconstruir espaços para lidar com temas difíceis. E não suprimi-los, ou tocar fogo neles.



sábado, 4 de maio de 2024

Um é russo, o outro é russo estreito


Link curto pra esta publicação: fishuk.cc/russki


Quem acompanha o cotidiano e a cultura da Rússia, mesmo que não saiba o idioma, já deve ter se deparado com a canção Iá rússki (Eu sou russo), composta e gravada pelo cantor e músico russo Shaman, nome artístico usado desde 2020 por Iarosláv Iúrievich Drónov (n. 1991). Até 2022, ele não era muito conhecido pelo grande público, a não ser por duas participações em programas de talentos, em 2013 e 2014, que ele não conseguiu vencer. Um dia antes de se iniciar a invasão à Ucrânia, ele lançou Vstánem (Levantemo-nos), um single composto ainda em janeiro em homenagem aos combatentes da 2.ª Guerra Mundial. Essas foram suas duas canções de teor patriótico que o tornaram em 2023 o artista mais popular da Rússia, enquanto passou a se apresentar em shows oficiais da ditadura putinista, sendo considerado pela oposição, portanto, “a voz da guerra”, a qual Shaman/Dronov, por razões evidentes, jamais ousou criticar.

Com uma educação colegial e superior (além de um TCC, segundo alguns, com plágios da Wikipédia) voltada à música e ao canto, o que desde os tempos da URSS é muito comum entre os artistas que fazem sucesso nos palcos, Dronov se dedica à voz desde os quatro anos. No concurso em que participou em 2013, chegou a ser amplamente elogiado por Álla Pugachóva, a diva da canção russa desde a era soviética, e de 2014 a 2017 foi solista do grupo Chas Pik, até iniciar carreira solo. Desde então, além do pseudônimo “Shaman” (alvo de críticas dos puristas, por sempre aparecer em alfabeto latino, e não cirílico), adotou o conhecido visual com dreads e ganhou notoriedade nas redes sociais. Mesmo assim, passou relativamente despercebido até o lançamento de seus muitos singles e um único álbum a partir de 2022, geralmente associados à exaltação nacionalista russa e, indiretamente, à guerra contra Kyiv, o que o fez aparecer nos concertos promovidos pelo Kremlin, cantar nas regiões ucranianas ocupadas e apoiar Putin publicamente na reeleição armada em 2024.

De fato, as letras insossas e sem lirismo, a voz indistinguível e a interpretação berrada o fazem ser muito mais próximo de uma Simone Mendes, Maiara & Maraisa ou Naiara Azevedo da vida do que de qualquer outra coisa estudada. Na verdade, Shaman chegou a ser alvo de duras críticas (não da ditadura, claro) por algumas atuações suas se aproximarem da própria estética nazista. No clipe da canção My (Nós), lançada em 12 de abril de 2023, ele veste um sobretudo preto e uma braçadeira com a bandeira da Rússia, e a canção Moi boi (Meu combate), do 20 de julho seguinte, pode ser traduzida em alemão como Mein Kampf, livro em que Hitler expôs toda sua doutrina. De 2012 a 2016, Dronov foi casado com a professora de canto María Roschúpkina, com quem teve a filha Varvára em 2014, e em 2017 se casou com a gerente de marketing Ieléna Martýnova, 14 anos mais velha que ele e, segundo relatos, principal responsável por retrabalhar sua imagem visando ao sucesso nacional.

Em 30 de agosto de 2022, o ator, vlogueiro e humorista Aleksándr Vladímirovich Gudkóv (n. 1983), crítico da invasão à Ucrânia, lançou em seu canal no YouTube o clipe Iá úzki (Eu sou estreito), uma paródia da canção Iá rússki de Shaman (ele brinca com os sons reais das palavras pra além da ortografia: “rúski” e “úski”). A falta de nexo da letra e a animação cômica do vídeo me fazem lembrar mais do humor meio nonsense do Casseta & Planeta Urgente, que às vezes nem crítica queria fazer, mas apenas uma zoeira inocente. Eu também associo o “estreito” à estreiteza mental do patriotismo belicista, lembrando que rússki é especificamente o russo étnico (mesmo fora da Rússia), enquanto rossíiski é o nacional da Federação Russa (Rossíiskaia), mesmo sendo tártaro, checheno, inguche, tuvano etc. Buscando por memes, até achei um trocadilho do título Iá rússki com o gentílico iakútski, relativo à região da Iacútia.

Porém, analistas mais “profundos” chegaram a resgatar alusões aos significados positivo de “largo” e de “estreito” na literatura russa. Em todo caso, Gudkov foi atacado pelas putinetes mais alopradas e quase foi alvo de processo por “difamação”, embora não se referisse pessoalmente a Shaman (nem mesmo diretamente à própria canção), o qual, afinal, tratou o acontecido com indiferença. Aqui na página você pode ler os originais e as traduções das letras de Iá rússki e de Iá úzki, esta última também contando com um áudio separado, publicado pela Radio Svoboda. Fiz backups pra qualquer eventualidade, mas aí estão os vídeos em seus canais:


Я русский!

1. Я вдыхаю этот воздух,
Солнце в небе смотрит на меня.
Надо мной летает вольный ветер,
Он такой же, как и я.

И хочется просто любить и дышать,
И мне другого не нужно.
Такой, какой есть, и меня не сломать,
И всё, потому что

Припев:
Я русский,
Я иду до конца.
Я русский,
Моя кровь от Отца.

Я русский,
И мне повезло.
Я русский,
Всему миру назло.

Я русский!

2. В небо улетает эта песня,
И зовёт меня с собой.
А во мне пылает моё сердце,
Освещая путь домой.

Где хочется просто любить и дышать,
И мне другого не нужно.
Такой уж я есть, и меня не сломать,
И всё, потому что

(Припев)

Я русский!

(Припев)

Я русский!

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Eu sou russo!

1. Eu inspiro esse ar,
O Sol no céu olha pra mim.
Um vento livre voa sobre mim,
Ele é livre como eu.

Queria simplesmente amar e respirar,
E não preciso de outra coisa.
É assim que sou, não posso ser destruído,
E tudo porque

Refrão:
Eu sou russo,
Eu vou até o fim.
Eu sou russo,
Meu sangue vem do Pai.

Eu sou russo,
E eu tive sorte.
Eu sou russo,
A despeito do mundo todo.

Eu sou russo!

2. Essa canção sai voando pro céu,
Me chamando pra se juntar a ela.
E meu coração arde dentro de mim,
Iluminando o caminho pra casa.

Onde queria simplesmente amar e respirar,
E não preciso de outra coisa.
Pois sou assim e não posso ser destruído,
E tudo porque

(Refrão)

Eu sou russo!

(Refrão)

Eu sou russo!


Я вдыхаю этот воздух,
Солнце в небе смотрит на меня.
Надо мной картона лист летает –
Он такой же, как и я.

Со мною удобно на стуле сидеть,
Мне много пространства не нужно.
Такой, какой есть, и меня не задеть,
И всё, потому что

Я узкий,
Я не в форме яйца!
Я узкий,
Плечи уже лица.

Я узкий! (Он узкий.)
И мне повезло.
Я узкий (Он узкий),
Всем широким назло!

Узкая грудная клетка
И рука, как узкий ремешок.
И по жизни взгляды мои узкие,
Но и мне так хорошо.

Спасибо деду за узкий мой таз,
Мне большего таза не нужно.
Такой, какой есть,
Меня просто сломать,
И всё, потому что

Я узкий
Вместо нити зубной.
Я узкий,
В рот залезу я твой!
Я узкий!
И мне повезло.
Я узкий (Он узкий)
Всем широким назло…
Я узкий!
Я узкий!

Можем сейчас
Мы всех узких собрать
И спрятать
За кустик! (x5)

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Eu inspiro esse ar,
O Sol no céu olha pra mim.
Uma folha de papelão voa sobre mim:
Ela é estreita como eu.

É cômodo sentar comigo na cadeira,
Não preciso de muito espaço.
É assim que sou, não posso ser atingido,
E tudo porque

Eu sou estreito,
Não tenho forma de ovo!
Eu sou estreito,
Os ombros já são rostos.

Eu sou estreito! (Ele é estreito.)
E eu tive sorte.
Eu sou estreito (Ele é estreito),
A despeito de todos os largos!

Minha caixa torácica é estreita,
As mãos, como uma pulseira estreita.
E na vida meus olhares são estreitos,
Mas pra mim é tão bom.

Obrigado, vovô, por minha pélvis estreita,
Não preciso de uma pélvis grande.
É assim que sou,
Sou fácil de destruir,
E tudo porque

Eu sou estreito
No lugar de um fio dental.
Eu sou estreito,
Vou entrar por sua boca!
Eu sou estreito!
E eu tive sorte.
Eu sou estreito (Ele é estreito)
A despeito de todos os largos...
Eu sou estreito!
Eu sou estreito!

Agora nós podemos
Reunir todos os estreitos
E escondê-los
Atrás de um arbustinho! (x5)



“Não preciso de uma pélvis grande”, kkkkk!

quinta-feira, 2 de maio de 2024

Cleptofascismo, o regime de Putin?


Link curto pra esta publicação: fishuk.cc/cleptofascismo

Kirill Rogov, diretor do site Re: Russia, uma plataforma de oposição cujos textos podem ser lidos em inglês, publicou em 18 de março de 2024, na seção “Analytics” (Análise), o artigo “87% de ditadura: constitucionalidade fictícia, cleptofascismo e filas de protesto”, disponível em russo e em inglês, língua da qual, porém, resolvi traduzir. Demorei muito pra ter tempo de publicar, e depois passei no Google Tradutor, tendo cotejado apenas com o “original” em inglês (o qual também acredito ser fiável). Mas o mais importante é trazer ao público que lê português – devo estar sendo o primeiro a fazer isso – o conceito de cleptofascismo, como Rogov chama a ideologia, a seu ver ad hoc (isto é, pra atender a uma exigência pontual), na base da ditadura de Vladimir Putin.

A seu ver, o Kremlin mistura hoje a exaltação patriótica e belicosa com um ódio irracional ao “Ocidente Coletivo” e um sistema todo baseado em corrupção generalizada, compadrio econômico-empresarial e fraude eleitoral. Rogov se detém na questão da “fraude eleitoral”, pois ele afirma que serve como legitimação aparente do regime, demonstrando por vias formais um apoio popular que na verdade não existe. É interessante que o Turcomenistão, antiga república soviética e uma das ditaduras familiares mais fechadas do mundo, aparece como exemplo de país em que resultados próximos de 100% são forjados pra passar a imagem de (quase) unanimidade, igual o Partido Ba’ath na Síria e no Iraque. No Brasil, temos vários exemplos a nos espelhar na própria América Latina, como Venezuela e Nicarágua (com El Salvador se encaminhando) – já que em Cuba o presidente é eleito indiretamente. Mas há vários playgrounds de ditador que ainda não sofreram golpe de Estado na África, como os Camarões de Paul Biya, a Ruanda de Paul Kagame, a Eritreia de Isaias Afwerki e a Guiné Equatorial de Teodoro Obiang.

Isso não está no texto, mas os analistas liberais exilados da Rússia dizem que Ramzan Kadyrov estaria fatalmente doente, mas que não interessaria a Putin criar na Chechênia uma sucessão familiar. Segundo eles, com base no terror aberto, Don-Don já teria cuidado de submeter completamente a antiga república separatista, mas agora todo o país estaria na mesma situação, com o clima de guerra, resultando na “kadyrovização” nacional e, por isso, tornando inútil um excêntrico excepcional em Grozny e bastando outro boneco mais alinhado ao putinismo puro. E foi justamente nas regiões mais atrasadas e autoritárias que Putin sempre obteve os maiores resultados, inclusive na Chechênia, inclusive em 2024.

De resto, não incorporei os mesmos gráficos que aparecem no site original e retirei algumas referências a outros artigos que apareciam no meio do texto, sem por isso causar qualquer dano ao conteúdo.

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O resultado eleitoral “estilo turcomeno” nas “eleições presidenciais” da Rússia visa consolidar a transição do regime de Putin a uma ditadura sob condições de “constitucionalidade fictícia” decorrentes das mudanças inconstitucionais à Constituição realizadas em 2020. A guerra contra a Ucrânia tornou-se uma ferramenta crucial, permitindo ao regime atingir o nível de repressão necessário para suprimir a resistência da oposição, garantir este resultado e formular um novo quadro ideológico ad hoc para o regime, que pode ser definido como “cleptofascismo”: uma mistura de motivações corruptas e militarismo antiocidental agressivo. Como resultado, a operação iniciada em 2020 para prolongar a presidência de Putin levou a uma transformação profunda do próprio regime, que em sua forma atual desviou-se muito das expectativas e percepções do homem comum russo, especialmente da geração de russos entre os 20 e 40 anos de idade. Guerra, repressão e fraude permitiram ao regime alcançar um resultado “turcomeno” nas eleições presidenciais, mas ainda não transformou a Rússia em um Turcomenistão, como evidenciam as filas de protesto durante a campanha. A estrutura social da sociedade russa, formada durante as décadas anteriores, nada tem a ver com a que sustenta autocracias estáveis. E este fato põe em causa o êxito da transformação sociopolítica executada por Vladimir Putin na Rússia.

As eleições cujo resultado proclamado foi de 87% dos votos supostamente dados a Vladimir Putin foram as primeiras ao “estilo turcomeno” abrangendo toda a Rússia. Tal resultado é uma indicação confiável de que o país é uma ditadura.

Como já se escreveu muitas vezes, há dois tipos principais de regimes autoritários. O primeiro apoia-se substancialmente em eleitores transformados em “supermaioria” por meio da manipulação administrativa, captura das mídias, restrição da concorrência e fraudes circunscritas. Nesses regimes, o candidato no poder geralmente recebe 60-70% dos votos. Ao mesmo tempo, a oposição existe parcialmente durante as eleições e, pelo menos, é legal; o regime não recorre à repressão sistemática, à censura total ou a campanhas ideológicas massivas.

Um indicador do segundo tipo de autocracias é quando o candidato do governo nas eleições ganha entre 80% e 99%, revelando que o regime não sente apoio suficiente “de baixo” para suas políticas e, portanto, deve recorrer a formas duras de pressão: repressão sistemática, interdição da oposição, campanhas de doutrinação ideológica dos cidadãos e controle ideológico da esfera pública, bem como a remoção de instrumentos de fiscalização pública das eleições. Enquanto o primeiro tipo de eleições visa exagerar o apoio real da população ao regime, as eleições “estilo turcomeno”, em vez disso, demonstram a falta de oportunidades para a oposição e a sociedade oferecerem qualquer resistência ao regime. É um equilíbrio de poder completamente diferente, ao qual se enquadra perfeitamente a definição de “ditadura”.

Três fatores garantiram o resultado “turcomeno” de Putin em 2024: a destruição da capacidade organizativa da oposição por meio da repressão sistemática e bastante dura, da falta de controle sobre a apuração dos votos e da votação forçada organizada por meio da pressão sobre os eleitores em seu local de trabalho.

“Constitucionalidade fictícia” – No entanto, uma compreensão do significado das primeiras eleições “estilo turcomeno” de Putin ficaria incompleta sem considerar o fato de que essas também foram suas primeiras eleições sob condições de “constitucionalidade fictícia”. Nesse sentido, marcam o ápice do período de transição: a transição do regime russo do autoritarismo relativamente leve do final da década de 2000 e da primeira metade da década de 2010 para uma ditadura consolidada, tentando compensar sua deficiência constitucional com um resultado numérico.

Tendo sido eleito para seu último mandato constitucional em 2018 com um resultado intermediário de 77%, Vladimir Putin começou quase imediatamente a preparar-se para uma operação de extensão de seus poderes presidenciais. Na ciência política, tal operação é geralmente chamada de “continuismo” (em espanhol, “extensão” ou “continuidade”: a prática de ampliar os poderes constitucionais ganhou difusão originalmente na América Latina). De 1990 a 2019, houve no mundo todo 66 tentativas de burlar restrições constitucionais aos mandatos presidenciais, sendo 20 na antiga URSS, 34 em países africanos e 12 na América Latina. Contudo, apenas 39 de todas as tentativas foram bem-sucedidas. A capacidade de um autocrata emendar a constituição “para si mesmo” é um indicador importante do nível de controle alcançado pelo regime sobre o campo político e o processo eleitoral.

Em 2020, Vladimir Putin passou apenas parcialmente nesse teste. A fim de aprovar a alteração para ampliar seus poderes, ele teve de violar o procedimento exigido para mudar a Constituição. A principal emenda que zerava os mandatos de Putin foi afogada em um mar de cerca de 200 alterações que foram, todavia, aprovadas por uma única lei. Para dar maior legitimidade a esse procedimento inconstitucional, também foi necessário conceber uma forma de “voto popular”, que não existia na legislação. Diferente de um referendo sobre uma nova constituição, que ser aprovado por pelo menos 50% de todos os eleitores, esse “voto popular” não implicou nenhuma restrição. Ou seja, o procedimento de adoção das emendas parecia-se em parte com o procedimento de adoção de uma só emenda, em parte com o procedimento de adoção de uma nova constituição, mas não se igualava totalmente com nenhum dos dois.

A violação das exigências constitucionais indicava certa falta de confiança do regime em suas capacidades. Além disso, a votação foi realizada no meio de uma pandemia, a qual serviu de pretexto para as autoridades violarem muitas regras eleitorais, como foi o caso do agendamento de vários dias para as votações. Como resultado, a análise dos resultados oficiais do “voto popular” de 2020 mostrou uma mudança radical nas práticas eleitorais. Enquanto nos 12 anos anteriores a porção de votos anômalos (fraude) identificados por métodos estatísticos oscilou entre 14% e 23% dos votos totais, em 2020 esse número disparou para 37%. Significa que provavelmente a votação de 2020 não contou com os 74,2 milhões de eleitores anunciados, mas com cerca de 53 milhões (menos de 50% de todo o eleitorado) e não mais de 36,5 milhões (33% de todo o eleitorado) votaram a favor das emendas.

Porém, alterar a constituição foi apenas a primeira fase da operação de continuismo. A segunda exigia obter um resultado convincente em eleições com falhas constitucionais. Pesquisas sociológicas na época das emendas constitucionais em 2020 mostraram que as parcelas dos que apoiavam e não apoiavam a ampliação do número de mandatos eram aproximadamente iguais. Igualmente, o percentual dos que gostariam ou não de ver Putin como presidente novamente em 2024 foi aproximadamente igual, conforme as pesquisas. Além disso, entre as camadas mais jovens (18-39 anos), a porção dos que não queriam ver Putin novamente como presidente era superior a 50%, enquanto a dos que queriam era inferior a 40%. Naquela altura, as projeções para as eleições de 2024 pareciam muito incertas.

Vale notar que as primeiras tentativas de matar Alexei Navalny ocorreram quase imediatamente após a aprovação das “emendas”: primeiro, em inícios de julho de 2020, e depois, em fins de agosto. Porém, Navalny não só sobreviveu e investigou seu próprio assassinato, mas também lançou um filme investigativo sobre o palácio de Putin, que foi visto mais de 100 milhões de vezes na primeira semana. A aprovação de Putin alcançou então mínimos históricos, e 20% dos entrevistados afirmaram apoiar Navalny.

Essas circunstâncias e a crise eleitoral repentina em Belarus indicavam que o nível de repressão do regime era totalmente insuficiente para garantir um resultado convincente sob condições de constitucionalidade fictícia. Após a prisão de Navalny em janeiro de 2021, começou uma campanha de perseguição contra as estruturas sistêmicas da oposição e da sociedade civil: a Fundação Anticorrupção foi declarada organização extremista e seus coordenadores regionais foram presos, enquanto pessoas e organizações foram declaradas em massa como agentes estrangeiros e a Organização Memorial foi forçada a fechar. Mas só quando a guerra começou Putin pôde finalmente implementar um vasto leque de medidas de repressão e censura visando avançar para os padrões do “estilo turcomeno”. Os resultados das pesquisas refletem claramente as mudanças na atmosfera pública (quaisquer que fossem os mecanismos que as assegurassem).

A morte de Alexei Navalny na prisão, exatamente um mês antes das eleições presidenciais, fecha simbolicamente esse período de transição. No fundo, foi mais uma demonstração das capacidades do regime, que não temeu dar esse passo às vésperas do pleito. Ao mesmo tempo, como que traçou uma linha entre o período de combate à oposição de Navalny e o estabelecimento da ditadura, que se estendeu de 2018 a 2024 por todo o período de transição de Putin. O assassinato de Prigozhin mostrou que a morte de um “inimigo de o regime”, envolta em alguma incerteza, tem um efeito mais paralisante do que mobilizador sobre seus apoiadores. Estão prontos para o luto, mas não para o protesto e a condenação inequívoca de Putin por sua morte.

O “cleptofascismo” como novo quadro para o regime – Aparentemente, o cenário inicial para as eleições de 2024 baseou-se no êxito imediato da campanha militar na Ucrânia, repetindo as conquistas de 2014. Dentro desse cenário, até 2024, esperava-se que os efeitos da invasão e da nova ocupação já tivessem sido amplamente normalizados e suavizados. Porém, as derrotas na campanha militar e a resistência conjunta da Ucrânia e do Ocidente mudaram a trajetória do novo mandato.

Isso exigiu a mobilização da sociedade e das elites em posições de uma doutrina ideológica que justificasse a guerra, doutrina que emergiu de forma geral no final do segundo ano da guerra e pode ser definida como “cleptofascismo”. Essa doutrina combina ferramentas tradicionais para consolidar a elite por meio de uma plataforma de mercantilismo cleptocrático e a exigência de lealdade compulsória a uma ideologia militarista-nacionalista e antiocidental, declarada como a estrutura de valores do Estado-nação ou civilização-Estado russo.

Em seu discurso pré-eleitoral à Assembleia Federal, Putin descreveu bem claramente o juramento de lealdade à guerra em curso na Ucrânia e à ideologia do “cleptofascismo”, obrigatório para quem quisesse ocupar ou manter posições relevantes no novo regime. A corrente redistribuição de propriedade na Rússia visa reformatar a elite russa, que nas últimas décadas manteve uma identidade dual (um pé na Rússia, o outro no Ocidente). O núcleo dessa elite deve ser consolidado por sua cumplicidade (mesmo que apenas simbólica) em crimes de guerra, e os bens obtidos em decorrência dessa cumplicidade podem ser retirados de proprietários não leais o bastante ao “cleptofascismo”. Tais bases para a consolidação da elite, conforme o plano de seu arquiteto, deveriam preservar o rumo antiocidental do país durante décadas e permitir-lhe sobreviver ao próprio Putin.

Até agora, esse plano parece bastante convincente, mas exigirá esforços consideráveis, provavelmente provocando conflitos internos. Uma das raízes de tais conflitos será a contradição entre a vasta cooptação de novos proprietários pela elite e o sistema estabelecido de monopólios familiares [chaebols, palavra coreana usada por Rogov] no círculo íntimo de Putin, onde estão concentrados os principais ativos de renda. Contudo, fatores sociais sistêmicos parecem ser muito mais importantes. Apesar de todos os seus problemas, do ponto de vista social, a Rússia não é de forma alguma o Turcomenistão: o nível de capital social e humano, a cultura cívica e a estrutura social das metrópoles, o grau de infiltração da influência europeia e ocidental, tudo isso se choca com a ideologia da ditadura de Putin, que está se formando ad hoc e parece arcaica e exótica mesmo tendo como pano de fundo o nacionalismo pragmático dos maiores Estados do chamado Sul Global.

Autocracias fechadas e estáveis como a turcomena apoiam-se ou em uma estrutura social clânico-paternalista, ou em uma profunda religiosidade islâmica ou em ambos os fatores juntos. Sem tal fundamento, a ditadura putinista é obrigada a recorrer à coerção, à exaltação, à guerra e a uma ideologia ad hoc enraizada apenas em uma determinada parte da sociedade, provocando conflito social permanente.

Filas de protesto – Essas contradições se manifestarão de uma forma ou de outra no médio prazo. Não é tanto uma questão do conflito do regime com a oposição liberal quanto de seu conflito com o desejo das pessoas comuns pela normalidade burguesa. Porém, a escala temporal específica desse conflito dependerá amplamente da rapidez com que o novo regime revelar sua insolvência econômica.

A geração hoje com idade entre 20 e 40 anos será a principal fonte de resistência à transformação do regime no espírito do “cleptofascismo” de Putin. Com atitudes de vida moldadas pelos anos prósperos e com algum “protesto” da década de 2010, nas condições do novo regime encontra-se parcialmente privada de futuro, cujas expectativas formaram essas atitudes. Mesmo tendo como pano de fundo a crescente repressão do regime na década de 2010, ela se habituou a um nível muito mais elevado de tolerância ideológica e liberdade social. Junto dos velhos negócios russos com sua identidade dual, ela constitui outro vasto grupo de cidadãos que o “cleptofascismo” enxerga como hostil.

Isso determina, em particular, a rejeição à guerra generalizada entre essa geração, que serve como principal instrumento para perturbar as expectativas. Foi esse grupo que constituiu a maior parte dos contingentes das filas de protesto que acabaram se tornando uma parte significativa da “campanha presidencial” de 2024. As filas pela indicação de Nadezhdin foram substituídas pelas filas para o túmulo de Navalny. Esta última, depois, foi substituída pelas filas do “meio-dia contra Putin”.

A antropóloga social Alexandra Arkhipova tem toda a razão quando define esse protesto como uma “arma dos fracos”. Todavia, a resiliência que ele demonstra indica o potencial para uma verdadeira polarização social, e que a “geração Navalny” continuará sendo um fator social importante, moldando o ambiente dos que esperam pela hora da vingança política. Simbolicamente, as filas de protesto indicaram bem claramente que embora tenham ocorrido na Rússia as primeiras eleições “estilo turcomeno”, a guerra e as eleições ainda não transformaram o país em um Turcomenistão.



terça-feira, 30 de abril de 2024

Hino nacional no fim do J... Nacional?


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Com a saudação do Bolsonaro trans do portal G1, apresento esta passagem da edição de 25 de abril de 2024 do telejornal das 19h30min da RTS, a estatal informativa da Suíça francófona, apresentada pelo famoso jornalista Philippe Revaz. Sexta-feira, começo de noite, ele já devia estar sonhando com a baladinha do finde, quando entrou ao vivo o repórter Jean-Marc Rossier, noticiando o iminente início da partida de hóquei entre as equipes do Zurich e do Lausanne, a ocorrer na cidade de Zurique. Como informaria mais tarde um artigo escrito da mesma emissora, o Zurich meteria um 3 a 0 no Lausanne na fase final das eliminatórias da Liga Nacional.

Enquanto Rossier falava, o Hino Nacional da Suíça era entoado no ginásio, e a canção parece ser do gosto de Revaz, que dizia que o ambiente estava “muito patriótico” e que ele depois podia continuar no local “cantando o hino com a mão no peito” (e não exatamente “ouvindo”, como legendei). A vontade de ir pro bar devia ser tamanha que o âncora até soltou no fim do jornal que “toda edição devia terminar com o hino nacional”, ideia que ele submeteria a Rossier. Achei a tirada tão engraçada que fiquei imaginando: como seria se isso fosse aplicado ao Jornal Nacional, noticiário noturno mais visto no Brasil?...

Nesse caso até está certo, porque se o jornal é “nacional”, em algum momento tinha que ter o hino “nacional”, rs. Cortei a maior parte da entrada de Rossier, cujo conteúdo era inútil, e deixei apenas o básico pra se entender o contexto, e depois traduzi o encerramento da reportagem e a despedida do jornal, feitos por Revaz. Também não traduzi as últimas palavras que informavam as próximas atrações, mas não tirei pro corte não ficar muito brusco. Quanto ao hino bananeiro aplicado à TV Globo, emendei os instrumentais inicial e final e deixei apenas o que cabia naquele lapso de tempo, tentando não comprometer a fruição musical. Não sei se você vai gostar, mas veja como ficou:



segunda-feira, 29 de abril de 2024

Protestos em Tbilisi contra “lei russa”


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No domingo de ontem, 28 de abril, centenas de manifestantes, sobretudo jovens, se reuniram na frente do prédio do parlamento pra protestar contra a aprovação, por iniciativa do governo, de uma lei que impõe um registro especial e, portanto, regras mais rígidas e várias restrições a pessoas e instituições que recebam mais de 20% de financiamento vindo do exterior. Apoiada pelo partido Sonho Georgiano, que constitui a maioria legislativa e se posiciona em quase tudo a favor da Rússia (ou melhor, de Putin), é bem vista por alguns analistas, que apontam a facilidade com que interesses externos influenciam o rumo de várias democracias. Porém, a oposição, em grande parte alinhada com o ex-presidente Mikheil Saakashvili, a considera um instrumento de cerceamento das dissidências e uma cópia da lei russa sobre os “agentes estrangeiros”, na verdade um rótulo usado a torto e a direito pelo Kremlin pra punir desafetos que não se alinham completamente com sua ideologia e ousam lhe fazer a mínima crítica.

A Geórgia é uma república parlamentarista, portanto, o primeiro-ministro tem mais poder do que o presidente, atualmente Salome Zurabishvili, ardente adepta do alinhamento e da adesão à União Europeia e do afastamento da órbita moscovita. Apesar do longo histórico de conflitos que muitas vezes chegaram ao enfrentamento bélico entre os dois países, o partido Sonho Georgiano se recusou a impor sanções à Rússia após o começo da invasão em larga escala à Ucrânia, enquanto a maioria da população não só rejeita a influência russa, mas também prefere a integração europeia (ver as muitas bandeiras da UE circulando) e apoia Kyiv. De fato, muitos georgianos já se voluntariariam pra combater ao lado dos ucranianos, e a situação territorial é muito semelhante à da Ucrânia: 20% do país estão ocupados por separatistas que, na verdade, são controlados de Moscou, mesmo que etnicamente a Abecásia (Abkhazia) e a Ossétia do Sul não sejam georgianas. Mesmo assim, a Rússia integra o punhado de nações que reconhecem sua independência, além de ter invadido a Geórgia em 2008, chegado às portas de Tbilisi e expulsado a população georgiana dessas regiões.

Portanto, vemos que os motivos de ressentimento são enormes. Antes e depois da aprovação daquela que chamam de “lei russa”, manifestantes se reúnem todo fim de semana nas ruas de Tbilisi pra mostrar também sua inclinação pela Europa e sua rejeição a Putin. Como vemos nestas imagens que “printei” ontem do canal de oposição Droeba, alguns chegaram ao ponto de pichar frases antigoverno no meio da pista, como foi o caso desta peculiar romanização do slogan ucraniano “Путін хуйло!” (Pútin khuiló), que pode ser traduzido como “Putin é um car...!” ou “Putin, vá se f...!”. Dado que, dependendo da língua, a letra xis (cuja forma é a mesma do “khá” russo, um som escarrado) pode ter pronúncias diferentes, um brasileiro comum que lesse isso diria “shúilo” ou no máximo “shuílo”, rs.





A repórter russa de origem georgiana, Ekaterina Kotrikadze, que apresenta um programa semanal de geopolítica no canal exilado TV Rain (Dozhd), também estava lá!


Como se pode ler pelas frases que fiz notar serem as mesmas, o lema dessas manifestações tem sido “არა რუსულ კანონს!” (Ara rusul k’anons!), “Não à lei russa!”, às vezes acrescido de “კი ევროპას!”(K’i Evrop’as!), “Sim à Europa!”, lembrando que o alfabeto georgiano não diferencia maiúsculas e minúsculas. E se você também percebeu alguma semelhança, acertou: a palavra “კანონი” (k’anoni) significa “lei” e tem a mesma origem de “cânone”, em português só usado hoje no sentido de “regra” ou “preceito” religioso, além de outras áreas restritas:


domingo, 28 de abril de 2024

MELANCIA AOS FAMINTOS DE GAZA


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Adendo (30/4): Não resisti em apurar o possível significado das melancias nos protestos, já que de fato eram onipresentes. Tanto a Wikipédia em inglês quanto a agência NPR afirmam que não há consenso sobre a origem, que é bem anterior à guerra de 2023. Mas entre as hipóteses, há uma antiga proibição de exibir bandeiras palestinas, a semelhança entre as cores da fruta e do símbolo (relatos não comprovados falam de crianças presas por carregarem melancias), o amplo cultivo e sua associação com o florescimento na região e, a partir daí, seu uso pra burlar as redes sociais, acusadas de censura a conteúdos pró-Palestina. Mesmo assim, em outros aspectos, a publicação ainda mantém sua “graça”.

Se formos julgar pela edição de 25 de abril do programa The World with Yalda Hakim no canal privado britânico Sky News, as manifestações em universidades privadas (ou seja, papai pagando...) que estão se espalhando pelos EUA em prol do povo palestino e contra os excessos do exército de Israel estão virando uma grande palhaçada. Nessa idade, jovem de 20 e poucos anos só quer se divertir, extravasar, socializar, e provavelmente eles devem estar canalizando a libido retida em anos de covid. Sei que minha mente é meio poluída, mas como já disse aqui uma vez, pra mim o mundo é uma grande fábrica de memes que só estão esperando pra ser extraídos...

Não sou contra causas progressistas, como as que também sacudiram as universidades americanas em décadas passadas. Acho sinceramente que os palestinos pobres não merecem sofrer nas mãos de conchavos políticos entre terroristas palestinos (já que a real autoridade palestina, o Fatah, asfixiado por Netanyahu, tinha renunciado ao terrorismo) e certos governos de Israel: nem o Hamas está preocupado com os famintos de Gaza, nem a coalizão judaica de extrema-direita está ligando pros reféns que ainda possam estar vivos. Mas por que barulheira semelhante não aconteceu quando a Rússia invadiu a Ucrânia, de forma brutal, sem justificativa e infringindo as poucas leis que regem as guerras modernas? Será que o modo como a guerra no Levante é apresentada de forma não inocente, sobretudo, no TikTok, no qual as forças de desinformação sino-russas predominam, não vicia sua percepção por esses “nativos digitais” e do quanto eles poderiam realmente influir pro fim dessas hostilidades?

Não sei de nada. Nasci em 1988 e não consigo entrar na cabeça de um jovem que nasceu de 2000 pra frente. Não estou condenando as “gerações posteriores” por serem mais “burras” ou “enganadas”. Mas tem coisas nas reportagens que não consigo deixar de ver como memes e transformar em piadas... A começar por alguém que teve a ideia de desenhar fatias de melancia (bem estilizadas, diga-se de passagem) num cartaz escrito “Free Palestine”. A não ser que eu ignore a existência de um código secreto ou de alguma gíria dos jovens, isso me lembra muito mais o estilo de decoração, sobretudo em designers de origem japonesa, que conheci na minha infância, com o uso de desenhos ou adesivos de frutas nos materiais escolares:




Podemos dar um espaço pra Joãozinho Lima, que neste vídeo interpretou uma canção gravada por vários artistas sertanejos (incluindo Eliane Camargo), agora passível de ser adotada como novo hino da “resistência” (de chuveiro) no lugar de Mawtini: “Você não é melancia, mas cê-mente pra danar...”


Ah, se as ianquetes soubessem o que é “ralar o tchan”! Parece que temos aqui uma forte candidata pega desprevenida em sua excitação espontânea:


Típica birra pueril e trilha sonora correspondente:


Militantes brancos: “Vidas negras importam!”

Negro:


sexta-feira, 26 de abril de 2024

Falsos cognatos espanhol-português


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Não, Nayla, não é bem assim, rs. O livro Español instrumental foi escrito por Teresa Vargas Sierra, professora do idioma, brasileira de origem colombiana, e já está há alguns anos no mercado. Pessoalmente o achei bem rico, sobretudo na parte dos textos, diálogos e vocabulário, mas tem vários erros de digitação e achei a gramática pouco sistemática, por isso vou estudar com outros métodos que tenho em casa e vou tentar passá-lo pra frente, seja com venda, doação etc.

Contudo, sua tabela de falsos cognatos é tão rica que decidi copiá-la e publicar aqui, mesmo que vários genéricos mais completos existam na internet! Além disso, fiquei com preguiça de meter o livro em meu escâner, portanto, tirei foto com meu celular mesmo, e boa parte ficou zoada assim. Espero que o aspecto meio torto e a visão um pouco borrada não prejudiquem a leitura.

Não vou explicar o que em gramática são “falsos cognatos” ou “falsos amigos” em idiomas com algum grau de parentesco. Caso seja útil, aproveite e passe esta publicação pra frente, e sinta-se à vontade pra baixar as próprias fotos e fazer sua própria publicação em redes sociais ou aplicativos de mensagens. Só peço que, em todo o caso, cite o livro de Vargas Sierra como fonte primeira. Bons estudos!

P. S. As publicações podem começar a ficar irregulares porque estou me dedicando a outros projetos e, na medida do possível, começando uma grande reforma na estrutura da página. Mas não se preocupe, estou sempre por aqui, volta e meia vou soltando algo que achei interessante, útil e/ou engraçado, e você pode continuar lendo e divulgando o que já existe aqui, e mesmo me contatar pra dar sugestões!









Adendo posterior, com a seção correspondente, mas mais curta, do manual Espanhol urgente para brasileiros, de Sandra Di Lullo Arias (também com preguiça de usar o escâner):






Bônus aleatório da internet:


domingo, 21 de abril de 2024

Esperanto: new international language


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[Texto original em inglês. Em breve talvez eu publique a tradução em português.] This is a very rare text and a jewel for the Esperantist movement. It is the article “Esperanto: A New International Language”, presumably written by Ludwik Lejzer Zamenhof, initiator of Esperanto, and published on the magazine The Independent (New York) on August 11th, 1904, that is, almost 120 years ago. Signed by “Lazaro Ludiviko Zamenhof”, it maybe was not written by Zamenhof, according to John Dumas, who argues that it does not bear his style. In any case, Dumas thinks it could be written first in Esperanto and then translated by another person into English, but I have also read some Zamenhof’s texts during my life, and it really seems not to be his authentic style. The article on The Independent has a triumphalist, too optimistic, and quite arrogant tone, which was in no way the case of Zamenhof, mainly taking in account that the first international congress of Esperanto would meet only in 1905, and that several ways of describing how the language works are not in line with Zamenhof’s general ideas about language and communication.

Anyway, the text has been attributed to him all along the history of the Esperantist movement, and the letter quoted at the end of the work is indeed another classic material: a personal letter (here in my translation into Portuguese) written by Zamenhof originally in Russian to Nikolay Borovko ca. 1895, in which the physician tells him the first challenges in creating and publishing his “international language”. There are two versions of that edition of The Independent which can be found on Archive.org and on HathiTrust (more legible), and I did not try to have any permission to make the HTML of the text. I also took the liberty of correcting the most evident orthographic or factual mistakes without further notes and not following thoroughly some editor’s choices (using of capital letters or italics, line breaks, etc.).

____________________


[Dr. Zamenhof is the latest of those intrepid philologists who from time to time attempt to alleviate the calamity which fell upon the human race at the Tower of Babel, notwithstanding the apparently hopeless nature of their undertaking and the oblivion and contempt which have been the fate of their predecessors. “Esperanto” is, however, more promising than “Volapük”, which is, or, perhaps, it is more correct to say, was, a highly inflected language, like Greek, Latin, Sanskrit, Russian, and German, while “Esperanto” goes even beyond English in being a grammarless tongue. Dr. Zamenhof was born in Bialystok, in the department of Grodno, Russia, December 15th, 1859, and was educated at Warsaw, where he is a practicing physician. His polyglot environment impressed upon his mind at an early age the need for an international medium of intercourse, and in 1878 he had contrived his new language, which he taught to his fellow students in the preparatory school. After working on it for nine years more he considered ready to publish his first pamphlet, which he did at his own expense, since no publisher would take the risk. Our readers can judge of the appearance of the language from the example, part of a letter from the author, which we copy from The Esperantist, at the end of the article.—EDITOR.]

ESPERANTO is a neutral compounded language which aims at supplying men of divers nationalities with a means for mutual intercourse. Many erroneously fancy that Esperanto seeks to supplant existing tongues, whereas nothing of the kind is desired. At home and in the family circle all will ever converse in the national idiom: Esperanto will but serve them as a basis for communicating with those who are ignorant of their language.

In order to enjoy correspondence with foreigners it is at present necessary to learn at least four or five other languages. This is so difficult that it is possible of attainment to but a few persons; and these favored few can only understand a few languages. The rest of the world is for them a sealed book. On the other hand, did an international medium exist, it would only be necessary to learn this in addition to one’s national tongue in order to understand and to be under stood by the whole world.

The well-informed have been working at this problem of an international language during the last two centuries. Many attempts to form such an idiom have been made, but all propositions have dwindled away to the vanishing point, for the matter was discovered to be extremely difficult. Not until the end of the nineteenth century did two systems appear which seemed to be really practicable, and which found many adherents. These were Volapük and Esperanto.

But the competition between these two systems was not of long duration, since Esperanto’s great superiority over its rival was too evident to all. At the present time Volapük has long been cast aside and all friends to the cause of an international language have rallied round the Esperanto standard.

(1) Is the existence of a neutral compounded language possible? – Even now there exist, among those ignorant of the matter, many who contend that such a language cannot exist, since language is organic and cannot be created, and so on. Facts are the best witnesses to prove that this is folly. Any one who does not close his eyes on purpose can assuredly be readily convinced that such compounded languages have long been in existence, that hundreds of thousands of people belonging to different lands and nationalities correspond by them with each other and carry on the most lively oral communications on all kinds of subjects and understand each other as well as if they had been using their mother-tongue, altho not one of them knows the national language of his interlocutor. It is truly absurd to question the practicability of the language in the face of such proofs as these. It resembles the argument of a German society about the possibility of constructing locomotives when, for some years, England had been making use of railways and had found them capable of fulfilling all requirements.

(2) Why should not some extant language, such as English, be selected for the international medium? – To select for international purposes any natural language would never be possible. The self-esteem and self-preserving instincts of all nations could never permit it. The people whose language was selected would gain a truly great superiority over the rest, and would soon overwhelm all other peoples. But even should we admit that all nations could, on their own initiative, select such an already existing language, none would be the gainer, for all natural tongues are so exceedingly difficult that their mastery would only be possible to those endowed with plenty of spare time and money.

For centuries past studious youths have spent long years in learning Latin, yet are there to be found many able to make free use of this tongue? Yet had the same youths spent but a tenth of the time in mastering the international auxiliary every human being would now be intelligible to his fellow. In a few weeks one can learn Esperanto sufficiently well to be able to communicate one’s ideas with freedom.

(3) Would it not be doubtful wisdom to learn Esperanto to-day, as maybe tomorrow some other and superior language may put in an appearance, and displace Esperanto, with the result that we shall have to start afresh and learn another new language? – Even should one really fear that tomorrow will bring a language better than Esperanto, it would still be unwise not to learn Esperanto to-day, just as it would have been foolish to delay the construction of railways for fear of the discovery of an improved method of locomotion. But in reality we have no need to fear for Esperanto’s future. All critics have come to the conclusion that the international language of the future must embody the following two requirements: (I) Its grammar must be as simple as possible. (II) Its vocabulary must consist of such root-words as are in form recognizable to the greatest part of the civilized globe, in other words, those which are to be found in the largest number of cultured languages.

These two postulates precisely illustrate the principles underlying the construction of the Esperanto language. What, therefore, could a further new language introduce?

Esperanto’s entire grammar consists of but sixteen brief and simple rules, which can be mastered in half an hour. Can the possible new language submit a more simple grammar and would the world consent to reject the thoroughly elaborated, well tried and largely diffused Esperanto in favor of a new tongue, whose grammar could possibly be mastered in twenty-five minutes, instead of in thirty?

And as all words of the most international form have already been incorporated into Esperanto it follows that these words must constitute the vocabulary of this ideal language.

Let all, therefore, rest assured that, altho Esperanto may possibly at some future date be made more perfect, the elaboration of a new scheme is absolutely out of the question.

(4) What are the principal characteristics of Esperanto? – It is remarkably easy to acquire. While the study of any other language demands many years’ application, one can gain a really good working knowledge of Esperanto in a few weeks. Moreover, men of education can often read this language freely after some hours’ study. Take Leo Tolstoy, for example. He says:

“So great is the facility of learning Esperanto that, having received a grammar, dictionary, and an article in that language, I was able, after not more than two hours, if not to write, at any rate to read the language freely. In any event the sacrifices any speaker of a European tongue would make in devoting some time to the study of Esperanto are so small, and the results which could thereby be achieved are so enormous, if all, at least Europeans and Americans—all Christendom—should comprehend this tongue, that the attempt at least should be made.”

The remarkable simplicity of the language is brought about by the fact that not only is the grammar capable of being learned in half an hour, and is free from all exceptions, but also because it also possesses divers rules by which all are able to coin other words from any given root without being forced to learn them. Thus, for example, the prefix MAL signifies absolute opposites (bona, good, malbona, bad). Thus, having learnt the words alta, dika, proksima, luma, ami, estimi, supre, etc., meaning high, thick, near, light, to love, to esteem, above, etc., none need learn the opposite words malalta, maldika, malproksima, malluma, malami, malestimi, malsupre, which signify low, thin, far, dark, to hate, to despise, below, etc. Thus all can manufacture for themselves the opposite to any known root by making use of the prefix MAL. Also IN is used to form feminines. Knowing that patro, frato, filo, edzo, koko, bovo, etc., mean father, brother, son, husband, cock, bull, one need not learn the words patrino, fratino, filino, edzino, kokino, bovino, etc., which are represented in English by the totally different words mother, sister, daughter, wife, hen, cow, etc.

A further example is afforded by the suffix IL, which indicates an instrument by whose instrumentality an action takes place. Thus, having learnt that sonori, kombi, kudri, plugi mean in English to ring, to comb, to sew and to plough, we at once know that sonorilo, kombilo, kudrilo, plugilo mean a bell, a comb, a needle, a plough, respectively. Of these affixes, which serve to simplify and abbreviate the language in such a remarkable manner, there exist about forty in Esperanto.

From every word one can form for himself the substantive, adjective, verb, adverb, participles, etc., by simply adding the requisite termination. Take, for example, the root mort-, which signifies the idea of death. All know at once that morti means to die, morto, death, morta, mortal, etc., for all nouns end in o, present infinitives in i, adjectives in a, and so on.

It is, therefore, unnecessary to learn these parts of speech separately. One can also combine any preposition with any other word and thus obtain without study all possible shades of human thought. Thanks to this, Esperanto, in spite of its remarkable simplicity, is as rich and flexible as any existing language.

In fine, from every root-word one can form an endless array of derivatives, and that root-word is generally known to any educated civilized person, as Esperanto’s vocabulary consists of such words as are used in the majority of important languages (such as botaniko, direktoro, telegrafo, portreto, formo, etc.).

Nowadays Esperantists of one nationality are constantly visiting fellow students abroad. After studying the language for some days or weeks, many Esperantists have traversed the whole of Europe, which has hitherto been closed to them. At all points they meet fellow Esperantists, who receive them as brethren, and with whom they converse on whatever matter they please.

Moreover, one must also bear in mind that one can be understood in Esperanto not merely by those who already know that language, but also by those who are totally ignorant of the same! Esperanto is so constructed that, on writing anything in the language, it is comprehensible to the recipient, thanks to a compact dictionary and grammar printed in a broadsheet. This is a unique property not possessed by any national tongue. Take, as illustration, the German phrase: “Ich weiß nicht, wo ich meinen Stock gelassen habe.” (I don’t know where I have left my stick.) On referring to a German-English dictionary we find: “I white not where I to think story dispassionate property.

The last named quality of Esperanto has an incalculable practical significance, for it at once makes the whole world able to understand a solitary Esperantist. When the latter needs to write a letter to any foreign country, he no longer need seek out men who understand the language of that country and ask them to write a letter for him, but he himself writes direct in Esperanto, and incloses with the letter the broadsheet already referred to, printed, of course, in the language of the recipient. The latter is at once able to understand the letter.

In spite of its purely mathematical construction, Esperanto is agreeable to the ear withal. In sound it much resembles Italian. I will quote the following lines to illustrate this:

“En la mondon venis nova sento,
Tra la mondo iras forta voko;
Per flugilo de facila vento
Nun de loko flugu ĝi al loko.”

(5) What is the present condition of Esperanto? – At the present time there scarcely exists any country which does not contain many Esperantists. In a great many cities Esperanto clubs and societies exist, as well as reading circles and classes. For example, in Paris alone there are no less than thirty classes in Esperanto in various parts of the city.

To those who wish to become acquainted with the present state of Esperanto in the world I recommend the brochure published by the Lyon Esperantist Group. As a result of an inquiry based on information from all Esperantist centers, this group has published La diffusion de l’Espéranto dans le monde. The committee making the inquiry consisted of the following persons: M. Cledat, head of the Literary Side of the Lyon University, Professor of Philology at the University and Director of La Revue de Philologie Française. Dr. Dor, Honorary Professor of the Berne University; M. Drodin, Agent de Change; M. Ferouillat, proprietor of the “Lyon Republicain”; M. Legouis, English professor at that university; M. Offret, Professor of Mineralogy at the said university and Vice-President of the French Mineralogical Society, as well as being the General Secretary of the Lyon Esperantist Group; M. Patricot, Director of an assurance society; M. Quinson, silk manufacturer; M. Soulier, Professor of Therapeutics at the Lyon University (Medical Side); M. Toucheboeuf, retired silk manufacturer.

Some twenty-five magazines and gazettes are now published in Esperanto, among which is one specially devoted to scientific matters, published by the well-known firm Messrs. Hachette, under the patronage of the following persons and societies: The French Physics Society, the International Society of Electricians, Professors Adelskjold (Stockholm), Appell (Paris), D’Arsonval (Paris), Baudoin de Courtenay (St. Petersburg), Berthelot (Paris), Prince Roland Bonaparte; Professors Bouchard (Paris), Becquerel (Paris), Brouardel (Paris), Deslandres (Paris), Duclaux (Paris), Förster (Berlin), Haller (Paris), Henri Poincaré (Paris), Sir W. Ramsay (London), General Sébert (Paris).

Esperanto also possesses a literature already rich, which, in addition to textbooks and dictionaries in nearly all European tongues, contains a considerable number of original works and translations, including metrical translations of Shakespeare’s Hamlet, Homer’s Iliad, Byron’s Cain, and many others. The titles of all Esperanto publications are to be found in the world-wide “Address Book of Esperantists”, published by Messrs. Hachette, of Paris.

While there at present exists scarcely a single important country in the civilized world which does not possess its Esperanto center and gazette, the United States of North America have hitherto formed a strange exception. In the United States, which, owing to the cosmopolitan nature of their inhabitants, is bound to play a leading part in the adoption of the international key language, there does not at present exist any central society of Esperantists. There is an Esperanto section to the St. Louis Exhibition, and it is to be hoped that this will arouse much new interest in the Esperanto cause. Pending this happy state of affairs all in the United States who wish to become identified with the movement, which has such an important bearing on the future welfare of humanity, and also those who merely wish to procure the Complete Textbook of Esperanto in English (price, 40 cents) and The Esperantist Monthly (75 cents per annum) should apply to the London Esperanto Club, 41 Outer Temple, London, W. C.

ESPERANTO:

Ankoraŭ unu cirkonstanco igis min por longa tempo prokrasti mian publikan eliron kun la lingvo: dum longa tempo restis nesolvita unu problemo, kiu havas grandegan signifon por neŭtrala lingvo. Mi sciis, ke ĉiu diros al mi: “Via lingvo estos por mi utila nur tiam, kiam la tuta mondo ĝin akceptos; tial mi ne povas ĝin akcepti ĝis tiam, kiam ĝin akceptos la tuta mondo.” Sed ĉar la “mondo” ne estas ebla sen antaŭaj apartaj “unuoj”, la neŭtrala lingvo ne povis havi estontecon ĝis tiam, kiam prosperos fari ĝian utilon por ĉiu aparta persono sendependa de tio, ĉu jam estas la lingvo akceptita de la mondo aŭ ne.

Pri tiu ĉi problemo mi longe pensis. Fine la tiel nomataj sekretaj alfabetoj, kiuj ne postulas, ke la mondo antaŭe ilin akceptu, kaj donas al tute nedediĉita adresato la eblon kompreni ĉion skribitan de vi, se vi nur transdonas al la adresato la ŝlosilon—alkondukis min al la penso aranĝi ankaŭ la lingvon en la maniero de tia “ŝlosilo”, kiu, enhavante en si ne sole la tutan vortaron, sed ankaŭ la tutan gramatikon en la formo de apartaj elementoj. Tiu ĉi ŝlosilo, tute memstara kaj alfabete ordita, donus la eblon al la tute nedediĉita adresato de kia ajn nacio tuj kompreni vian Esperantan leteron. WARSAW, RUSSIA

FREE ENGLISH TRANSLATION:

Yet another circumstance compelled me to postpone for a long time the appearance of my language; for many years another problem of immense importance to a neutral language had remained unsolved. I knew that every one would say “Your language will be of no use to me until the world at large accepts it, so I shall make no use of it until every one else does.” But since the world at large is composed only of its units, my neutral language could have no future until it was of use to each separate unit independently of whether the world at large accepted it or not.

This problem I considered for a long while. At last the so-called secret alphabets, which do not necessitate any prior knowledge of them, and enable any person not in the secret to understand all that is written if you but transmit the key, gave me an idea. I arranged my language after the fashion of such a key, inserting not only the entire dictionary but also the whole grammar in the form of its separate elements. This key, entirely self-contained and alphabetically arranged, enabled any one of any nationality to understand without further ado a letter written in Esperanto.



sexta-feira, 19 de abril de 2024

Tony Ramos, grande piloto da F1


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Em “homenagem” à vitória do tal Davi Brito no BBB 24, um programa tão irrelevante que todo mundo só fala dele na internet (rs), resolvi fazer estes memes sobre sua confusão entre Tony Ramos e Ayrton Senna, dizendo que gostava muito de ver “no Canal 11” (na verdade, uma afiliada da Globo) as vitórias do primeiro nas corridas de fórmula 1. Claro que já faz alguns dias, mas como o BBB acabou terça-feira e Davi ainda vai estar aparecendo muito nas mídias (Grupo Marinho, basicamente), ainda dá tempo de dar minha contribuição.

Infelizmente, como ele falou que via as corridas “no sábado” (na verdade, são os treinos que ocorrem no sábado, e as corridas são no domingo, quando todo mundo vibrava vendo o Senna), o primeiro meme também deveria citar os sábados, e não os domingos, mas não tive tempo de mudar. Pra piorar, o brother que foi considerado “manipulador” e construtor de um “personagem” (no BBB, quem não?...) disse que via as corridas do Tony Senna, que morreu em 1994, mas ele mesmo nasceu em 2002... Acho que esse “x-calabreso” que agora ficou famoso no bairro dele deve conter “dorgas ilistas”, rs!

O vídeo foi retirado do Globoplay, mas eu mesmo me dei a liberdade de o tornar ainda mais sem graça com algumas inserções sonoras tiradas do YouTube!





quarta-feira, 17 de abril de 2024

Livros pra estudar Comintern e PCB


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Hoje todo youtuber de história, seja leninista ou conservador, acha que sabe tudo sobre a história do movimento comunista e dos países socialistas e que pode falar qualquer coisa baseado menos nas poucas fontes de que já dispõe do que em suas convicções apaixonadas, seja a favor ou contra. Porém, vemos que ou cada um repete os mesmos discursos dos companheiros de seita, ou são ruminados os mesmíssimos livros, sobretudo quando se trata dos comunistas, satisfeitos em rejeitar tudo o que vem de pesquisa acadêmica euro-americana ou resenhando mil vezes autores que, em muitos casos, não são historiadores e dão um verniz erudito a falsidades descaradas. Perdi a esperança de que um dia venha a se formar no Brasil uma escola séria de especialistas na URSS e na Rússia contemporânea, sem serem simpatizantes de Lenin ou das doutrinas extremistas de Dugin e similares que mal conseguem disfarçar seu fascismo. E os trabalhos que têm chegado a minhas mãos, sobretudo relativos ao PCB, não só são extremamente mal escritos, como também padecem da nula atualização bibliográfica!

No futuro, não pretendo ser pesquisador (ao menos vinculado a alguma universidade) nem professor universitário, e sim diplomata, tradutor ou publicador autônomo, e posso me ocupar de pesquisas dos temas de minha predileção ocasionalmente ou sob demanda, mas jamais como ocupação principal. Mesmo assim, muito do que produzi, escrevi e arrolei pode ser deixado pras futuras gerações, e é o que decidi fazer com um documento chamado “Bibliografia geral da tese”, que na verdade se trata de uma lista gigante de títulos reunidos pra possíveis consultas ao menos desde 2009. Seus dois germes são os poucos livros que consegui listar depois de fazer a iniciação científica e uma listagem quase exaustiva dada por Dainis Karepovs aos alunos de seu tópico sobre a Comintern e o PCB no primeiro semestre de 2009. A partir daí, fui juntando outros títulos de minha própria lavra (pesquisas nas bases das bibliotecas e na internet), de livros digitais que conseguia achar em acervos online e de obras que eu comprava ou iam saindo ao longo dos anos.

O resultado parcial (!) desse esforço pode ser visto abaixo. Não acho que nenhum youtuber, militonto, ativista de sofá, cancelador profissional do Équis, reacinha de quinta série ou viúva de uma dita bem dura pode manter intactas suas certezas sem entrar em contato com pelo menos um quarto dessa lista. Digo “entrar em contato”, dado que ler já seria pedir muito, não só porque obviamente não li nem essa quantidade que citei (ou porque apenas usei pra consultas, ou porque apenas joguei na lista, pra futura referência!), mas também porque o jovem bananeiro não consegue ler até o fim mais do que um SMS e não conseguiria manter a atenção em cerca de 100 ou 200 páginas! De qualquer jeito, os vídeos que chegam até mim são de uma superficialidade constrangedora, e sobre a Comintern e a URSS, sobretudo, praticamente uns 10 anos de novos clássicos, ao menos, passam completamente ignorados, mesmos os traduzidos em português ou espanhol! Claro, a qualidade pode variar, já que também pus alguns anticomunistas escancarados que, contudo, trazem precioso material fatual (e o próprio anticomunismo é um objeto de estudo à parte), e que não pude verificar a qualidade de todos (há vários que são obsoletos), deixando esta tarefa ao pesquisador corajoso.

Pois é, trata-se de uma lista poliglota: português (até porque as histórias do PCB e do Brasil “abundam”, rs), espanhol, inglês, francês, italiano, o inacessível alemão e o ainda mais inacessível, mas incontornável, russo, e acho que só um ou dois títulos em polonês, ainda assim marginais. Pra piorar, em grande parte, ela se restringe ao período de minhas pesquisas de doutorado, ou seja, as duas guerras mundiais e seu intermezzo, em linhas gerais, das revoluções russas e da fundação da Comintern e do PCB até a dissolução da Internacional, o fim do Estado Novo brasileiro e a derrota do nazismo. Reiterando, obviamente não li todos os livros e se trata meramente de um material de consulta (inclusive pra mim, quando pretendia seguir na academia). Mas, se por um lado, grande parte dessa lista não entrou no texto de minha tese de doutorado, por outro lado, meu receio é que alguns títulos mais modernos da tese não estejam aqui, exceto por dois livros do canadense John Riddell, que lhes recomendo fortemente. Como consolo, posso dizer que muito em breve minha tese vai estar disponível pro público, e quando isso ocorrer, o link vai aparecer em meu portfólio.

Felizmente, tudo o que baixei digitalizado pode ser encontrado em minha biblioteca virtual pessoal. Se você não gosta ou não consegue abrir arquivos em formato DJVU, use este site pra converter em PDF. Apenas algumas observações a respeito da organização:

  1. Pra consulta ficar mais fácil, dividi tudo em cinco eixos temáticos (na tese, o cinco está dentro do quatro), mesmo que às vezes a inserção tenha ocorrido de forma arbitrária.
  2. Segui as normas de classificação mais recentes da ABNT, que não são as expostas em minha publicação a respeito, mas onde coloquei um link pro documento com a versão mais recente.
  3. A maioria dos leitores já conhece minhas próprias regras de transliteração do cirílico russo pro latino, que usei tanto aqui quanto na tese.
  4. A ordem de aparecimento é alfabética do último sobrenome (“Mc” = “MAC”), seguindo as regras de cada idioma e desconsiderando coautoria. O segundo critério é o ano de publicação, e o terceiro é a ordem alfabética de título, não contando artigos definidos ou indefinidos.
  5. Títulos em russo sem autoria pessoal vão depois dos títulos em línguas ocidentais (ou russos com autores de nome transliterado) e seguem a ordem alfabética cirílica.
  6. Títulos que começam com números romanos (datas de congressos) vão pro final da lista e seguem a ordem numérica, e não alfabética (de acordo com “X”, “V” etc.).
  7. A última seção foi reservada somente às atas de eventos, e mesmo que o título comece com palavra por extenso, todos aparecem conforme a ordem numérica.
  8. Não se preocupe, pois obviamente todos os títulos em russo estão traduzidos pro português, rs!


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ТРЕТИЙ Всемирный Конгресс Коммунистического Интернационала: стенографический отчёт [TERCEIRO Congresso Mundial da Internacional Comunista: atas taquigráficas]. Petrogrado: Gosudarstvennoie izdatelstvo, 1922.

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ПЯТЫЙ Всемирный Конгресс Коммунистического Интернационала. 17 июня–8 июля 1924 г. Стенографический отчёт [QUINTO Congresso Mundial da Internacional Comunista. 17 de junho a 8 de julho. Atas taquigráficas]. Moscou; Leningrado: Gosudarstvennoie izdatelstvo, 1925. (“Parte I” e “Parte II (anexos)”.)

VI КОНГРЕСС Коминтерна: стенографический отчёт [6.º CONGRESSO da Comintern: atas taquigráficas]. Moscou; Leningrado: Gosudarstvennoie izdatelstvo, 1929. (Fasc. 1. “Международное положение и задачи Коминтерна” [A situação internacional e as tarefas da Comintern]; Fasc. 2. “Против империалистических войн” [Contra as guerras imperialistas]; Fasc. 3. “Программа мировой революции” [O programa da revolução mundial]; Fasc. 4. “Революционное движение в колониальных и полуколониальных странах” [O movimento revolucionário nos países coloniais e semicoloniais]; Fasc. 5. “Доклады об СССР и ВКП(б): заключительные работы” [Informes sobre a URSS e o PC(b) da URSS: trabalhos finais]; Fasc. 6. “Тезисы, резолюции, постановления, воззвания” [Teses, resoluções e apelos].)

VII КОНГРЕСС Коммунистического Интернационала и борьба против фашизма и войны (Сборник документов) [O 7.º CONGRESSO da Internacional Comunista e a luta contra o fascismo e a guerra (Coletânea de documentos)]. Moscou: Politizdat, 1975.

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X ПЛЕНУМ Исполкома Коминтерна [10.º PLENO do Comitê Executivo da Comintern]. Moscou: Gosudarstvennoie izdatelstvo, 1929. (Fasc. 1. “Международное положение и задачи Коммунистического Интернационала” [A situação internacional e as tarefas da Internacional Comunista]; Fasc. 3. “Экономическая борьба и задачи Компартий” [A luta econômica e as tarefas dos Partidos Comunistas].)

XI ПЛЕНУМ ИККИ: стенографический отчёт [11.º PLENO do CEIC: atas taquigráficas]. Moscou: Partizdat, 1932. (Fasc. 1. “Компартии и кризис капитализма” [“Os Partidos Comunistas e a crise do capitalismo”].)

XI ПЛЕНУМ ИККИ: стенографический отчёт [11.º Pleno do CEIC: atas taquigráficas]. Moscou: Gosudarstvennoie socialno-ekonomicheskoie izdatelstvo, 1931. (Fasc. 2. “Военная опасность и задачи Коминтерна. Заключительные работы Пленума” [O perigo da guerra e as tarefas da Comintern. Trabalhos finais do Pleno].)

XII ПЛЕНУМ ИККИ: стенографический отчёт [12.º PLENO do CEIC: atas taquigráficas]. 3 t. Moscou: Partizdat, 1933.

XIII ПЛЕНУМ ИККИ: стенографический отчёт [13.º PLENO do CEIC: atas taquigráficas]. Moscou: Partizdat, 1934.

XV СЪЕЗД Всесоюзной коммунистической партии (б[ольшевиков]): стенографический отчёт [15.º Congresso do Partido Comunista (bolchevique) da URSS: atas taquigráficas]. Moscou; Leningrado: Gosudarstvennoie izdatelstvo, 1928.

XVI СЪЕЗД Всесоюзной коммунистической партии (б[ольшевиков]): стенографический отчёт [16.º CONGRESSO do Partido Comunista (bolchevique) da URSS: atas taquigráficas]. Moscou; Leningrado: Gosudarstvennoie izdatelstvo, 1930.

XVIII СЪЕЗД Всесоюзной коммунистической партии (б[ольшевиков]), 10-21 марта 1939 г.: стенографический отчёт [18.º CONGRESSO do Partido Comunista de Toda a União (bolchevique), 10-21 de março de 1939: atas taquigráficas]. Moscou; Leningrado: Gosudarstvennoie izdatelstvo, 1939.

XVI КОНФЕРЕНЦИЯ Всесоюзной коммунистической партии (б[ольшевиков]): стенографический отчёт [16.ª CONFERÊNCIA do Partido Comunista de Toda a União (bolchevique): atas taquigráficas]. [Moscou?]: Gosudarstvennoie izdatelstvo, 1929.

XVII КОНФЕРЕНЦИЯ Всесоюзной коммунистической партии (б[ольшевиков]): стенографический отчёт [17.ª CONFERÊNCIA do Partido Comunista de Toda a União (bolchevique): atas taquigráficas]. Moscou: Partiinoie izdatelstvo, 1932.