domingo, 2 de outubro de 2022

Bolsominions surtando em Londres


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Esta publicação foi programada um dia antes, portanto não estou fazendo nenhuma menção ao dia do primeiro turno das eleições presidenciais no Brasil. Havia muita especulação sobre se Lula derrotaria Bolsonaro já no primeiro turno, mas em todo o caso uma vitória de Lula é quase certa mesmo num segundo turno. Não vou fazer julgamentos sobre as pessoas dos dois principais candidatos e de seus respectivos governos, mas quero me focar no fenômeno do “bolsonarismo”, que nada tem de doutrinário nem talvez mesmo de ideológico. A meu ver, é apenas uma onda político-partidária refletindo o humor de parte do eleitorado em determinado momento histórico, assim como foram o varguismo, o ademarismo, o malufismo, o janismo, o janguismo e (ainda embora em cena) o lulismo, apesar de qualquer comparação ser temerária. Porém, ela se caracteriza pelo despertar de tudo de pior que pode haver numa pessoa: xenofobia, patriotismo caricato, incoerência discursiva, ódio ao diferente, cegueira quanto à situação de classe (defendem os ricos, mas não o são), vício em mídias sociais, linguagem assassina, culto às armas de fogo e à masculinidade tóxica, reacionarismo social e religioso, caudilhismo (do “Mito”, no caso), negação das instituições e do sufrágio popular, desconhecimento e falseamento da história, negacionismo científico e uma fobia injustificada a qualquer corrente de esquerda, colocada no saco de um “comunismo” genérico e mal definido, embora confundido grosso modo com o stalinismo.

Várias vezes o Brasil já viveu manifestações desse comportamento entre grandes massas reunidas em público, mas a novidade dos últimos anos é que ele tem extravasado pra outros países, seja entre brasileiros que acompanham as comitivas do presidente em viagens oficiais, seja entre comunidades imigrantes não raro totalmente alheias ao que realmente acontece no país natal. A mais constrangedora de todas talvez tenha sido no último dia 18 de setembro, quando Bolsonaro desembarcou em Londres pro funeral da rainha Elizabeth 2.ª e usou o evento muito mais como uma parte de sua campanha eleitoral do que uma demonstração de respeito ao Reino Unido, fazendo inclusive um comício da sacada da embaixada brasileira. Mas pior do que termos um presidente assim é termos seguidores que, muito mais do que os de Lula no passado, demonstram enorme falta de educação e respeito fora da própria casa, mesmo sendo de idade adulta ou avançada.

Este conteúdo já estava planejado há algum tempo, mas só agora pude o elaborar totalmente. Mesmo sem os traduzir, trago os três vídeos principais que circularam nas mídias sociais com imagens do surto coletivo e da incivilidade demonstrada pelos que dizem apoiar o “imbroxável”. O episódio foi tão mais deprimente por ocorrer durante o luto de uma chefe de Estado respeitada no mundo inteiro por muitas décadas, quaisquer que sejam as reservas que tenhamos contra ela. Não apoio nenhum dos partidos na atual disputa, embora eu simpatize mais com Simone Tebet, mas espero que essa praga chamada “bolsonarismo”, que não passa de uma versão atualizada do fascismo como ele volta e meia reaparece nas sociedades capitalistas, seja varrida o quanto antes do Brasil, e que essa gente possa receber a higiene mental que merece.



Aquele sorriso gostoso que você arreganha no velório da mãe do anfitrião...


Na primeira cena, um brasileiro que se diz evangélico critica Bolsonaro e diz que ele não representa o país nem os outros cristãos. Silas Malafaia (cuja presença no Reino Unido era inexplicável), em contraposição, puxa um coro a favor do presidente e atrai a atenção de um cidadão inglês passante, momento em que o vídeo começa. Este os critica, defendendo o manifestante hostilizado e dizendo que os brasileiros devem respeitar o luto dos britânicos. Nisso, a gritaria do gado sobe cada vez mais, em proporção direta com o tom de voz e o nervosismo do simplesmente ignorado senhor nativo.


Adultos que se denominam “bolsonaristas” tendo um acesso de surto fanático, com direito a caretas, berros descontrolados e dedos do meio eriçados. Nada relacionado à monarquia enlutada e à soberana falecida. É provável que tivessem visto a equipe de algum veículo de comunicação brasileiro, ou mesmo britânico, os quais em geral eles consideram como “mentirosos” e “sabotadores” do presidente. A própria BBC Brasil (e, acredito que por extensão, a BBC britânica) foi xingada de “comunista”, e em outro vídeo a equipe brasileira é inclusive assediada e ameaçada por apoiadores que quiseram forçar os profissionais a passarem a versão “verdadeira” dos fatos, ou seja, a do Planalto. Vladimir Putin morreria de inveja dessa escumalha...


Manifestantes britânicos pelo meio-ambiente fazem um protesto com faixas e palavras de ordem em frente à embaixada, contra o desmatamento ignorado por Bolsonaro. Um dos brasileiros malucos que se aproxima do grupo diz a uma senhora que está logo à frente que ela deveria “ir à Venezuela”, se não estivesse satisfeita com o governo em Brasília. É uma variante do famoso “vai pra Cuba” lançado contra qualquer esquerdista ou antifascista, mesmo o mais democrata, e não sei se realmente a mulher entendeu o sentido da diatribe. Mas o triste é lembrar de quando Bolsonaro foi à Itália e também enfrentou um protesto feminino nativo contra seu machismo e misoginia. O gado acabou cruzando com esse protesto, e no calor da confusão, uma brasileira mandou em italiano uma das mulheres que protestavam “calar a boca”, de forma bem ameaçadora. Mais uma demonstração da estranheza desses “arautos da liberdade”, que defendem a ditadura de 1964-85 e tratam com brutalidade quem simplesmente discorda de suas ideias...


sexta-feira, 30 de setembro de 2022

Muitas danças ucranianas pra você!


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O hopak (гопак) é a belíssima dança nacional ucraniana (também falada em russo gopak), da qual existem muitas pérolas perdidas pelo YouTube gravadas em alguns teatros da Ucrânia. Um dos grupos mais famosos é o Conjunto Nacional Acadêmico Emérito de Dança da Ucrânia Pavló Virsky, de Kyiv (Kiev), que tem uma coreografia e uma peça orquestral muito famosas pelo mundo e facilmente reconhecíveis à primeira vista.

Uma dessas apresentações foi feita em 2018 e colocada no YouTube no mesmo ano pela usuária Ielena Ivanushkina. Vejam se há também outras pérolas no canal dela! Ao contrário de outras publicações, esta tem a introdução da dança, antes do andamento ficar bem mais rápido. E a filmagem foi feita de longe, mas é possível ver toda a beleza do palco e o que todo o grupo faz ao mesmo tempo.

O Conjunto Virsky foi criado em 1937, portanto ainda em plena Era Stalin, pelo coreógrafo e dançarino que lhe deu o nome e por Mykola Bolotov. Chegou a fazer apresentações pros soldados no front da 2.ª Guerra Mundial e foi liderado por Virsky até sua morte, em 1975, até que em 1980 seu discípulo Myroslav Vantukh finalmente tomou a direção. Virsky tinha o objetivo de criar danças que unissem tradição e inovação, e de fato Hopak e Somos da Ucrânia (ver mais adiante) foram espetáculos que ele mesmo inventou.



Mais um Hopak, desta vez executado num concerto em 15 de julho de 2017 pela Academia de Dança Folclórica Roma Pryima-Bohachevska, nos Estados Unidos. Sob a direção de Orlando Pagan, foi postada por um senhor que, infelizmente, ainda tem poucas visualizações e inscritos no YouTube: vamos lhe dar apoio!

A academia, fundada pela coreógrafa e bailarina Roma Pryima-Bohachevska, que deixou a Ucrânia durante a 2.ª Guerra Mundial e percorreu o mundo com seus shows, está hoje sediada na localidade de Kerhonkson, no estado de Nova York. Aí existe o grande parque Soyuzivka Heritage Center, abrigando hotéis, cursos e acampamentos de verão pra crianças e jovens. A falecida profissional foi quem deu também essa coreografia pro Hopak.



Quando o Conjunto Nacional Acadêmico Emérito de Dança da Ucrânia Pavló Virsky, de Kyiv, comemorou em 2015 os 110 anos de seu fundador, ele fez um concerto especial, com danças e músicas um pouco diferentes, do qual você pode ver aqui um trecho. O espetáculo se chama “Ми з України” (My z Ukrainy), Somos da Ucrânia, e tem trechos encantadores, como no final as moças apresentando o famoso “pão e sal”, indispensável em recepções de visitantes em vários países da Europa eslava.



Esta dança com crianças grandes se chama “Козачок” (Kozachók) e também é conhecida na Rússia como Kazachók. Literalmente significa “cossaquinho” ou “pequeno cossaco” e remonta ao século 16. Foi executada no 33.º Annual Ukrainian Heritage Festival (Festival Anual da Herança Ucraniana) em 2018, na cidade de Yonkers, estado de Nova York, pelo Grupo Suzirya de Danças Teatrais Ucranianas. Sob a direção de Larisa e Orlando Pagan, foi postada pelo mesmo senhor que, infelizmente, ainda tem poucos inscritos e visualizações.

O Grupo Suzirya está baseado na cidade canadense de Calgary e tem um site próprio com muito material e informação a respeito, além de página no Facebook.



Mais um show de beleza e cultura, que infelizmente está escondido nos recônditos do YouTube e do qual só aumentei o volume e cortei as extremidades. Trata-se de novo da dança Kozachok, mas executada pelo Balé Folclórico Infantil Veseli Cherevychky na cidade de Lviv, na Ucrânia, sob a direção de Maria e Volodymyr Chmyr, e as crianças em geral também cantam, além de dançar.

A filmagem foi feita em 25 de junho de 2009, mas só foi postada no dia 14 de julho, ainda com poucas visualizações e inscritos. Na descrição há a indicação da página do Facebook da iniciativa e seu site.



E pra finalizar, algo bem diferente: encontrei este show por acaso, com criancinhas bem pequenas orientadas por meninos maiores. Que coisinha mais cuti-cuti, eu não resisti em apresentar, ainda mais com o pouco de inscritos e visualizações que o canal tem! Eu tenho também esse lado fofura, e não só político ou científico, rs. A coreografia se chama “Баранята” (Baraniata), literalmente Cordeiros ou Cordeirinhos, e também foi executada pelo Balé Folclórico Infantil Veseli Cherevychky na cidade de Lviv, na Ucrânia, sob a direção de Maria e Volodymyr Chmyr. Nesse grupo, como eu disse, as crianças em geral também cantam, além de dançar, e é engraçadinho o “mééé” que os pequenos fazem em alguns momentos!

O vídeo foi postado inicialmente em 28 de junho de 2010, mesmo ano em que o grupo de balé estava completando 20 anos, tendo sido fundado em 1990. Infelizmente, o site que o dono do canal aponta na descrição original não está funcionando, mas em todo caso, deem uma força pra ele! Não tive tempo de traduzir as partes faladas, que são poucas, o que não impede de fruir o espetáculo. A entrada massiva dos pequeninos se dá aos 1 min 19 seg.



Afinal, como “ele” mesmo diz, rs (obrigado ao Cláudio pelo vídeo):


quarta-feira, 28 de setembro de 2022

Partes de missa maronita em aramaico


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Uma curiosidade pra você: estes são trechos de missas no rito maronita católico, que é uma comunidade ainda em comunhão com Roma e o Vaticano, mas usando como língua litúrgica, por exemplo, o aramaico. Não sei se a TV Canção Nova ainda passa mensalmente a missa no rito maronita, rezada em São Paulo, mas foi por aí que vi pela primeira vez, há muitos anos. Alguns dos trechos, inclusive, tinham sido transmitidos pela Canção Nova e repostados lá em 2009 num canal hoje abandonado. A maioria deles mostra o momento da consagração da hóstia, ponto alto da celebração católica.

O rito maronita, assim como o rito caldeu (assírios), usa como língua litúrgica não o latim, mas o aramaico, língua do ramo semítico ocidental, o mesmo do hebraico e aparentado ao árabe (semítico oriental). O aramaico era a língua predominante na região da Palestina, tendo suplantado o hebraico e convivendo lado a lado com o grego koiné, a língua comum do Mediterrâneo. As pequenas comunidades que seguem os ritos cristãos orientais, quase sempre em comunhão com o papa, chegaram ao Brasil no início do século 20, devido às turbulências étnicas, políticas e sociais no antigo Império Otomano. Muitas vieram dos países hoje conhecidos como Líbano, Síria e Iraque, e por estarem subjugadas aos otomanos, eram chamadas impropriamente de “turcos”. Apenas ao longo do século 20 os países árabes tomariam a forma com que se encontram hoje.

Fontes (não exatamente na ordem exibida):
http://youtu.be/tZKv4XflbtA
http://youtu.be/TwL0clwG6u0
http://youtu.be/J4aWqJ5sbTo
http://youtu.be/0ZXbAMMBVII
http://youtu.be/LZO7x7QmOt0
http://youtu.be/0zNugvrdGns
http://youtu.be/QOUzZPJPf1Q
http://youtu.be/fAuoa8qk5o0
http://youtu.be/6JFXkjYlP5A



segunda-feira, 26 de setembro de 2022

Reforçar a solidariedade à Ucrânia


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Tomei a liberdade de publicar, após autorização prévia do autor, o artigo “Reforçar a solidariedade à Ucrânia”, escrito pelo ucraino-descendente Vitorio Sorotiuk, presidente da Representação Central Ucraniano-Brasileira, e destinado inicialmente à publicação no jornal Prácia (em ucraniano, “trabalho”), quase todo escrito nessa língua eslava e em cujo site podem ser lidas edições recentes anteriores. O sr. Sorotiuk é politicamente ativo no campo democrático e progressista, foi vítima da criminosa ditadura civil-militar instalada no Brasil em 1964 e defende os interesses dos ucranianos e dos descendentes de ucranianos no Brasil. Tomei igualmente a liberdade de fazer algumas correções e modificações na redação (ortografia, sobretudo), e não no conteúdo, pra corresponder à linha editorial desta humilde página. Agradeço novamente ao amigo Cláudio pelo contato com o importante ativista social, e reitero que me alinho completamente às posições expostas neste artigo!



O mês de setembro foi altamente significativo para a Ucrânia demonstrar ao mundo a sua capacidade de resistência e determinação pela preservação da sua soberania. Mas foi também um mês de altas revelações. Revelou-se que a Rússia é um gigante de pés de barro e sua vocação imperialista pode ser vencida. A contraofensiva no oeste e no sul da Ucrânia demonstra que corpo e alma não são só palavras do refrão do hino nacional da Ucrânia, mas espírito vivo de uma nação que se levanta contra o inimigo. Revelou-se mais uma vez o caráter terrorista e genocida da agressão russa à Ucrânia com as descobertas de valas comuns na região de Kharkiv liberada.

Revela-se também quão perniciosa e nociva é a política de neutralidade frente à agressão russa para a paz mundial. O Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky, em seu discurso perante a 77.ª Sessão Plenária das Nações Unidas, foi primoroso ao dizer: “Aqueles que falam de neutralidade quando os valores humanos e a paz estão sob ataque significam algo completamente diferente. Eles falam sobre indiferença. Cada um por si. Aqui está o que eles dizem. Eles não estão condicionalmente interessados nos problemas uns dos outros. Eles cuidam um do outro formalmente. Protocolo simpatizar. E é por isso que eles fingem proteger alguém, mas na verdade apenas seus próprios interesses mesquinhos. É isso que cria as condições para a guerra. É isso que precisa ser corrigido para criar condições para a paz.”

Como revela-se, a manifestação do Presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky na 77ª Sessão Plenária das Nações Unidas é um apelo a você, leitor, para que se levante do sofá e passe a agir com mais empenho para reforçar a solidariedade à Ucrânia. Pois não se trata tão só do destino dos ucranianos que estão lá no território da Ucrânia, mas do destino da humanidade. Como escreveu o jornalista Thomas L. Friedman e foi publicado no dia 21 de setembro no jornal O Estado de S. Paulo: “Você pode não se interessar pela guerra na Ucrânia, mas a guerra na Ucrânia se interessará por você, na energia que você consome, nos preços dos alimentos que você come e, mais importante, na humanidade a que você pertence ‒ conforme descobriram até mesmo as ‘neutras’ China e Índia.”

O Brasil inscreveu nas páginas de sua história como momento de glória a participação de seus pracinhas, entre os quais duas centenas de descendentes de ucranianos, na luta nos campos da Itália pela democracia e contra o nazifascismo. Dos escombros do terror do 3.º Reich nasceu a Organização das Nações Unidas para preservar os valores humanos e a paz. Nesse processo, o Brasil teve papel de destaque e ganhou o direito desde então de ser o primeiro a discursar nas sessões plenárias das Nações Unidas. Ninguém imaginaria que o Chefe da Nação do país fosse falar de guerra na Ucrânia, e não de guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, que fosse falar de guerra na Ucrânia, e não dos crimes cometidos pelo agressor contra o povo ucraniano. Ninguém imaginaria que na última sessão do Conselho de Segurança no dia 22 de setembro, o Embaixador do Brasil Carlos França continuasse ambíguo ao não condenar a agressão russa e os crimes de torturas, sequestros, violações às mulheres e morte de crianças e velhos, enfim, da destruição da infraestrutura civil e da cultura do país com ataques a universidades, museus e igrejas.

Frente a tragédias humanas de tal dimensão, a voz do brasileiro Castro Alves assim se levantou quando escreveu o poema Navio Negreiro:


Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus...


O Brasil não pode continuar sequestrado pela política do balcão de negócios de vender soja e carne e comprar ureia e potássio, de aproveitar a ocasião para comprar diesel mais barato quando as violações do direito de soberania de uma nação são reveladas, quando os valores humanos são pisoteados. O Brasil é bem maior que um balcão de negócios. Quem quer que seja o ocupante do Planalto, seja de direita, centro ou esquerda, não tem o direito de cuspir e pisotear no artigo 4.º da Constituição Federal da República, como está sendo feito. Estão inscritos em nossa Carta Magna os princípios da prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, não intervenção, igualdade entre os Estados, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos e repúdio ao terrorismo e ao racismo.

Quem defende a política de neutralidade e seus executores exerce a traição aos princípios constitucionais e aos valores universais da democracia e dos direitos humanos. É uma negação bem maior que dar as costas aos princípios da Constituição de nosso país e dar as costas à luta do povo ucraniano pela sua soberania e cultura; é negar a civilização humana. Como afirmou o Presidente da Ucrânia na 77.ª Sessão Plenária da ONU, é colocar o mesquinho à frente da grandeza humana.

Esse é o nosso desafio para os meses a seguir: reforçar a solidariedade ao povo ucraniano. Essa tarefa deve ser feita com a luta pela mudança da política nacional para que venha o país a condenar claramente a agressão russa e apoiar a política de punição por agressão; proteção da vida; restauração da segurança e integridade territorial da Ucrânia; garantias de segurança à Ucrânia, ou seja, com a determinação de reforçar o apoio e a solidariedade ao povo ucraniano que demonstra todo dia sua bravura e destemor para manter a soberania do seu país e defender seu povo e sua cultura.

A Rússia está determinada a continuar com a agressão, ameaça o planeta com armas nucleares, está convocando 300 mil reservistas de imediato para manter a ocupação de 20% do território da Ucrânia. A nossa determinação em reforçar o apoio e solidariedade ao povo ucraniano deve estar à altura da resistência heroica que o povo ucraniano vem demonstrando no campo de batalha diariamente. Vamos combater a mesquinhez e elevar o sentimento da grandeza humana.

Слава Україні! Героям Слава!
[Glória à Ucrânia! Glória aos heróis!]


Vitorio Sorotiuk
Presidente da Representação
Central Ucraniano-Brasileira

rcubras(a)gmail.com



sábado, 24 de setembro de 2022

Golpe de Estado contra Xi Jinping?


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Rumores baseados neste tuíte de jornalista chinesa anticomunista e exilada dariam conta de que Pequim, capital da China, estaria sendo cercada por veículos militares, cortando a comunicação com o exterior, e vários voos teriam sido cancelados. Além disso, Xi Jinping, presidente da China comunista, estaria em prisão domiciliar devido à insatsifação de certos grupos dentro do Partido Comunista, sobretudo a decretação da prisão perpétua de vários membros renomados. Neste vídeo de 26 minutos, a mesma jornalista continua relatando o que sabe em seu canal do YouTube, mas realmente nada foi confirmado ainda, vindo a maioria das informações de sites indianos bem suspeitos, e pouca coisa ainda da mídia de outros países, nada do Brasil nem em português.

Nada foi confirmado oficialmente na mídia estatal chinesa. Mesmo assim, comecei traduzindo este artigo do jornal espanhol La Política Online, depois trouxe mais informações ao longo deste sábado, de páginas em outras línguas que já tinham mais detalhes. Peço que repasse esta publicação ao máximo possível de pessoas, mas vamos nos precaver e esperar que as mídias consagradas mais sérias deem a palavra final a respeito.

Atualização (25/9/2022): Assisti ao boletim noticiário China Today ao vivo do canal estatal CCTV, no período das 21h às 22h de Pequim (10h às 11h de Brasília), e embora eu conheça muito pouco o mandarim, consigo identificar vários elementos, sobretudo quanto ao assunto tratado. Xi Jinping (cujo nome também não ouvi citado) e a preparação pro congresso do Partido Comunista não apareceram em nenhum momento, o que parece incomum num regime autoritário e personalista, embora eu não saiba se Xi aparece direto. Mesmo assim, sempre que eu abria notícias num horário aleatório, sua imagem aparecia em pelo menos alguns momentos. Apareceram notícias do mundo todo, e bem pouco da política chinesa, apenas o ministro do Exterior falando na ONU. Os intelectuais exilados Jennifer Zeng e Gordon Chang insistem que não é comum um líder supremo da China sumir por tanto tempo do público e da mídia (neste caso, desde o dia 16 de setembro), mas que realmente, embora as notícias pareçam desagradáveis, não há como saber ao certo o que se passa, o que pode ser desde um problema de saúde até a deposição mesma de Xi.

Os dois tuiteiros não raro recebem muitos comentários negativos, sendo acusados de divulgar notícias falsas ou simplesmente ofendidos, o que diz mais sobre o desespero do que defendem do que sobre o conteúdo daqueles a quem atacam. Tais contas podem nem ser sequer de pessoas ou cérebros reais. Chang chegou a assumir numa entrevista que um golpe de Estado é pouco provável, mas que algo anormal está acontecendo no PCCh. Alguns comentários do YouTube levantam suspeitas interessantes: o segredo pode ser, ao contrário, o indício da preparação de uma repressão ainda mais brutal, um dos motivos podendo ser a situação instável nos aliados Rússia e Irã; outros dizem que pode ser ainda uma preparação a um eventual conflito com Taiwan (e de fato, nesse período em que vi a CCTV, Taiwan foi muito citada, mas não sei em que contexto); outro ainda disse, no caso dos veículos militares, que pode ser apenas uma preparação pros festejos do feriado da revolução de 1.º de outubro.

Em todo caso, como os dois escritores mesmos dizem, são apenas rumores, mas não é porque são apenas rumores que não devem ser tratados como indícios de algo anormal na China. Ainda mais que ela passa por vários problemas (lockdown terrorista, bolha imobiliária por estourar, crescimento estagnado, pressão demográfica e insatisfação no partido com o pretenso terceiro mandato inédito de Xi), e que vivemos tempos totalmente incomuns na geopolítica. Vários líderes na ONU disseram mesmo que estamos passando, sem exagero, por um “divisor de águas”.



Rumores de golpe de Estado na China contra Xi Jinping agitam as redes, mas fontes diplomáticas desmentem

As versões sobre um complô pela insatisfação dentro do Partido Comunista Chinês semanas antes de Xi conquistar seu terceiro mandato agitaram as redes. A embaixada argentina em Pequim desmentiu.

Nesta sexta-feira, ganharam força rumores sobre a suposta prisão do Xi Jinping após um golpe de Estado na China. As versões não puderam ser confirmadas até o momento, mas também não foram desmentidas por Pequim. Todavia, fontes da embaixada argentina na China as desmentiram de maneira categórica.

Por outro lado, o cancelamento de 60% dos voos na potência asiática, segundo relatou a plataforma local de viagens Flight Master, fez crescer o rumor em torno da suposta detenção de Xi. Porém, as fontes consultadas pelo La Política Online explicaram que foram suspensos devido a um exercício militar que tinha sido previamente anunciado.

Uma das versões que circularam nas últimas horas nas redes (em sua maioria de perfis anti-China) sustentava que o complô teria sido organizado por forças especiais do Exército Popular de Libertação que obedecem ao general Li Qiaoming, a cargo do Comando do Teatro do Norte, um dos cinco do Exército chinês. Li tinha sido nomeado membro do 19.º Comitê Central do Partido Comunista da China em outubro de 2017.

No próximo 16 de outubro será realizado o Congresso Nacional do Partido Comunista Chinês, o órgão máximo do país, que elege os membros do Comitê Central e renova as altas autoridades, como é o caso de Xi. Supõe-se que aí será consagrado um terceiro mandato para o atual líder, que se transformou assim no governante mais poderoso desde Mao Zedong, revertendo a dinâmica mais colegiada que a China comunista moderna tinha.

De acordo com essa versão, Xi esteve ausente do seminário sobre Defena Nacional e Reforma Militar na última quarta-feira, embora já tivesse voltado de sua primeira viagem internacional após a pandemia no âmbito da Organização de Cooperação de Xangai no Usbequistão, onde se reuniu com seu homólogo russo Vladimir Putin. Também esteve ausente o chanceler Wang Yi, em viagem para Nova York em razão da Assembleia Geral da ONU.

Ainda segundo essa versão, quem assistiu ao seminário foi Li Qiaoming, que se sentou junto a Liu Zhenli, comandante do Exército. A questão é que Xi está se preparando para assumir seu terceiro mandato numa concessão extraordinária que estaria incomodando setores da cúpula do Partido Comunista.

La jornalista e ativista de direitos humanos chinesa Jennifer Zeng, dissidente e ex-membro do PCCh, tuitou um vídeo onde se podem ver “veículos militares do EPL que estavam se dirigindo a Pequim em 22 de setembro”. “Começando desde o condado de Huanlai, perto de Pequim, e terminando na cidade de Zhangjiakou, província de Hebei, uma procissão inteira de no máximo 80 quilômetros”, continuou.

A narrativa dos perfis que fazem oposição ao regime argumentam que o suposto golpe teria sido planejado por militares e membros superiores do partido descontentes com a liderança férrea de Xi. Nesta mesma sexta-feira, o ex-vice-ministro da Segurança Pública, Sun Lijun, foi condenado a uma pena de morte deixada em suspenso (pode optar pela prisão perpétua) pelo Tribunal Popular Intermediário de Changchun, devido a uma suposta cobrança de propinas. Sun era acusado pelo círculo do presidente de liderar uma máfia dentro do partido que se opunha a Xi.

Também foram presos cinco ex-chefes de polícia por seus vínculos com Sun, no maior expurgo do aparelho de segurança da China e poucas semanas antes do congresso partidário em que se prevê a reeleição de Xi.


China cancela mais de 6 mil voos no país: possível golpe de Estado? (Lilia Chaleva para o jornal búlgaro Dir.bg)

Rumores sobre a deposição de Xi Jinping tomaram o Twitter

Relatos não confirmados vindos da China revelam uma chocante informação a respeito do presidente da nação sul-asiática, Xi Jinping. Embora as mídias chinesas não tenham confirmado os rumores, tuítes de perfis chineses sugerem que o presidente Xi Jinping foi posto em prisão domiciliar pelo Exército Popular de Libertação (EPL). A informação chega um dia depois de a agência Bloomberg ter comunicado que um tribunal chinês condenou o ex-vice-ministro da Segurança à prisão perpétua, completando a repressão contra a “clique política” que ele lideraria contra Xi Jinping, apenas uma semana antes de uma mudança decisiva no Partido Comunista, informa a HW News [um jornal indiano], destacando que a notícia não foi verificada por fontes independentes.

Jennifer Zeng, ativista chinesa pelos direitos humanos que vive atualmente nos EUA, publicou um vídeo em seu Twitter, no qual ela afirma que o EPL estaria se deslocando para Pequim.

[Traduzi do inglês] “Veículos militares do EPL se deslocando para Pequim em 22 de setembro. Partindo do condado de Huanlai, próximo a Pequim, e terminando na cidade de Zhangjiakou, na província de Hebei, toda uma procissão de cerca de 80 km. Enquanto isso, circulam rumores de que Xi Jinping estaria em prisão domiciliar após veteranos do PCCh o terem removido da liderança do EPL.” Relatos também sugerem que quase 60% dos voos na China teriam sido suspensos na sexta-feira, sem qualquer explicação.

O escritor chinês Gordon Chang, que também está radicado nos EUA, citou o vídeo de Zeng no Twitter e escreveu [traduzi do inglês]: “Este vídeo de veículos militares se deslocando para Pequim chega logo após o cancelamento de 59% dos voos no país e as prisões de funcionários veteranos. Há muita fumaça, o que significa que há fogo em algum lugar dentro do PCCh. A China está instável.”

No momento em que esse relato foi apresentado, apenas voos domésticos com tráfego menor do que o normal foram vistos voando no espaço aéreo chinês, como mostra o site Flightradar.

Os rumores também afirmam que Li Qiaoming, o general a serviço do EPL, pode ter substituído Xi Jinping como primeiro-ministro.

Entre os líderes políticos indianos, Subramanian Swamy escreveu no Twitter: “Um novo rumor que exige ser verificado: estaria Xi Jinping em prisão domiciliar em Pequim? Quando há pouco Xi esteve em Samarkand, os líderes do PCCh exigiram que Xi fosse afastado do comando partidário do Exército. Depois disso veio a prisão domiciliare. Assim diz o rumor”, observou Swamy, que mencionou tuítes sobre a notícia.

O canal de televisão russo Insider UA também mencionou os rumores e escreveu no Telegram: “Algo estranho está acontecendo na China. Há rumores massivos no Twitter sobre um golpe militar na China e a renúncia prematura de Xi do posto. Há muitas dessas publicações e de diferentes publicadores/mídias. Tropas foram massivamente enviadas a Pequim, foi notada uma coluna com 80 km de comprimento. Além disso, a China cancelou mais de 6000 (!) voos domésticos e internacionais. Além disso, todas as passagens vendidas para o trem de alta velocidade estão suspensas e o tráfego ferroviário foi totalmente suspenso.”

Por enquanto, nenhum rumor sobre um golpe militar na China teve sua autenticidade comprovada.

[Seguem-se informações que não traduzi sobre o aumento das tensões entre China e EUA a respeito de Taiwan.]


Ataque a Xi Jinping: fake news ou realidade? (Leopoldo Gasbarro para o Wall Street Italia)

Verdade ou fake news? A China está em alerta? Ou trata-se apenas de uma armação midiática?

Tudo começou em alguns sites indianos, segundo os quais Xi Jinping estaria passando por péssimos bocados. Inúmeras considerações e detalhes alarmantes sobre a situação interna do país são sustentadas por imagens e notícias que começam a se suceder uma após outra.

As primeiras notícias “estranhas”, ainda não verificáveis a partir da fonte, apareceram em alguns sites indianos. Também foram relatadas por alguns canais do Telegram relacionados à Rússia, e amplificadas pelo Twitter. Caso se trate de fake news, elas estão em curso de ser alimentadas.

Para uma informação correta, nos dirigimos a especialistas do assunto e do país. De Giuliano Noci, pró-reitor do politécnico de Milão para a China, a Riccardo Monti, presidente do grupo Triboo, a Piero Guseo, especialista em vendas institucionais e responsável para o mercado italiano da Leverage Shares. Todos souberam das referências feitas na Índia e na China sem receber nenhuma confirmação merecida por tais notícias publicadas nos sites indianos.

Dada a abundância de detalhes e informações, reproduzimos o artigo de Dailyindia.net, cuja tradução segue logo abaixo:

Segundo notícias não confirmadas, Xi Jinping há muito tempo não se encontra nem sequer com os dirigientes máximos do PCCh, e pela primeira vez em dois anos Xi Jinping foi visto deixando o país ao participar da cúpula da Organização para a Cooperação de Xangai (OCX) em Samarkand. Ao mesmo tempo, em junho deste ano também foi cancelada a visita de Xi Jinping à Arábia Saudita, para a qual Riad tanto tinha se preparado. Ao mesmo tempo, mesmo sendo um membro fundador da OCX, o líder chinês não participou ativamente da cúpula. Não fez nenhum discurso memorável na abertura da cúpula nem se encontrou com Narendra Modi ou outros líderes destacados da organização além de Putin. Porém, se recusou a participar do jantar com Putin e o motivo apresentado estava ligado à covid-19. Na sequência, foi revelado que Xi Jinping tinha acabado de partir para Pequim antes do encerramento oficial da cúpula da OCX. ufficiale del vertice SCO. Talvez estivesse preocupado e amedrontado com algo grave e assustador.

Milhares de pessoas estão escrevendo nas mídias sociais chinesas que Pequim tinha sido militarmente ocupada e que Xi Jinping tinha sido deposto, mas o mondo não tem ideia do que esteja ocorrendo, já que a cidade foi cortada do resto do mundo. Segundo o News Highland Vision, o ex-presidente chinês Hu Jintao e o ex-primeiro-ministro chinês Wen Jiabao tinham retomado o controle do Escritório Central de Segurança (ECS) do PCCh, satisfazendo ao ex-membro do Comitê Permanente, Song Ping. A função do ECS é fornecer segurança aos membros do Comitê Permanente do Birô Político do PCCh e a outros líderes do partido. O ECS também é responsável pela segurança do presidente chinês Xi Jinping, e se qualquer outra pessoa tomar o controle do ECS, isso é considerado um golpe de Estado militar.

Xi Jinping em prisão domiciliar em 16 de setembro? Embora ainda não tenha sido feito nenhum anúncio oficial, as mídias sociais chinesas, monituradas de perto pelo governo, receberam milhares de publicações sobre o golpe de Estado militar, indicando que algo não estava certo. Segundo o relato, não somente Hu Jintao e Wen Jiabao teriam retomado o controle do ECS, como também Jiang Zeng e membros do Comitê Central de Pequim teriam sido informados por telefone. sono stati informati telefonicamente. Os membros originários do Comitê Permanente teriam posto fim à autoridade militar de Xi Jinping bem naquele instante. Xi Jinping teria voltado a Pequim na noite de 16 de setembro, depois de ter sabido a verdade. Porém, teria sido preso no aeroporto e provavelmente segue agora em prisão domiciliar em Zhongnanhai.

O mapa do percurso já estaria pronto? Segundo relatos não confirmados, Hu Jintao teria tomado o controle do poder chinês e, se acreditarmos nas notícias, esse é um dos maiores incidentes na China desde a descoberta do coronavírus em 2019. Nos últimos dez dias, as reuniões políticas ocorreram a portas fechadas e em segredo absoluto. Nas notícias provindas da China, também foram dadas informações sobre tudo o que teria nos últimos dez dias. Esses dois vice-presidentes teriam chefiado a reunião de reforma do comitê de finalização em 8 de setembro, informou o FTI Global News. O presidente das operações, fiel a Xi, teria sido retirado da reunião. Enquanto esteve ali, o comandante Li Qiaoming, um general do EPL, teria se sentado no centro da primeira fila antes do palco para participar da reunião.

Como ocorreu o golpe de Estado na China? Segundo o FTA Global News, Hu Jintao e Wen Ki Song Ping teriam se encontrado quando o presidente estava fora do país para participar da cúpula da OCX e Wen teria sido convencido a agir contra Xi Jinping, que está se preparando para assegurar seu terceiro mandato no poder. Enquanto estava ali, Wen teria aceitado e então Xi Jinping teria sido mantido em custódia pelos seus próprios guardas do ECS. Os ex-líderes do PCCh teriam previsto que os lealistas de Xi Jinping sem dúvida usariam a força para evitar sua detenção, mas isso não teria ocorrido. Então, o comandante Li Qiaoming teria transformado Pequim em uma fortaleza militar. Um grande comboio de 80 km teria entrado em Pequim e todas as entradas possíveis para a cidade teriam sido fechadas. Segundo a fonte o EPL estaria bloqueando as rodovias, e no momento está se falando de prisão dos manifestantes. Quando as desordens em Pequim teriam sido notadas pela inteligência russa, a gigante energética russa Gazprom teria interrompido temporariamente o fluxo de gás para a usina do oleoduto Sibéria, que envia o gás russo à China. Embora a Rússia tenha justificado os cortes como “serviços de manutenção programada”, pode-se deduzir claramente que tenha feito isso em apoio a Xi Jinping como um protesto furioso.

Rebelião contra Xi Jinping? Além disso, os cidadãos chineses estão escrevendo nas mídias sociais da China que o aeroporto de Pequim teria cancelado mais de 6 mil voos domésticos e internacionais nos últimos dois dias. Ao mesmo tempo, as passagens do trem de alta velocidade também teriam sido canceladas, e desses trens, os que vão à capital chinesa teriam sido totalmente parados até segunda ordem. Horas depois, a aviação civil chinesa teria mandado as companhias aéreas com aviões Boeing Max retomarem as operações. Ao mesmo tempo, a defesa nacional teria sido discutida na reunião da Comissão Militar de 22 de setembro. Também estaria presente na reunião Shenyang Kang, que foi demitido pelo governo de Xi Jinping. Ao mesmo tempo, Li Qiaoming, que se ocupava da segurança do presidente, estaria de novo sentado no centro da primeira fila. Ao mesmo tempo, Song Ping, o mais antigo membro do PCCh, também estaria presente nesse encontro. Song, que tem 105 anos e é considerado um opositor de Xi Jinping, também teria levantado a voz contra Xi durante o encontro. Segundo o relato, Song Ping teria afirmado que o país devia sofrer uma transformação e se abrir ao mondo. Segundo ele, o PCCh deveria lhes dar prioridade máxima pelo bem da nação. Ao mesmo tempo, quase todos os líderes conhecidos do PCCh estariam presentes na sala da memória, exceto Xi Jinping e seu ministro do Exterior, Wang Yi.

Wang Yi se encontrou com Henry Kissinger. Ao mesmo tempo, o incidente recente mais suspeito foi a visita improvisada de Wang Yi, ministro do Exterior chinês, a Nova York. Encontrou-se com Henry Kissinger. Em 21 de setembro, enquanto Song Ping estaria externando seu protesto contra Xi Jinping, o ministro Wang Yi se encontrou com o ex-secretário de Estado americano. O ministro Wang Yi surpreendeu Kissinger por ocasião de seu iminente centésimo aniversário, descrevendo-o como um velho e com amigo do povo chinês. Kissinger tem proximidade com os membros veteranos do PCCh e deu uma contribuição histórica à instauração e desenvolvimento das relações entre China e EUA. Esse encontro improvisado não lança dúvidas sobre o real objetivo por trás disso? Contudo, nada está sendo revelado sobre o que está ocorrendo na China. Mas, com base no comportamento de Xi Jinping nos últimos dois anos, parece que Xi sempre tenha assumido que os veteranos do PCCh estivessem contra ele. Esses gigantes estavam exortando Xi a mudar seu comportamento intransigente. Contudo, a fome de poder de Xi foi inegavelmente obstada. Se esse relato for correto, então podemos dizer que o mandato de Xi terminou e que o ex-presidente Hu Jintao seria responsável por isso.

Termina aqui o artigo publicado pelo site indiano, mas nós mesmos também investigamos diretamente, sobretudo quanto à situação dos voos e trens no país.

Um artigo online publicado no The Epoch Times cita exatamente o cancelamento massivo de quase 60% dos voos na China. Mas o que pode realmente ter acontecido? Estão aparecendo no Twitter muitas imagens abordando a notícia, caso se trate realmente de uma notícia, já que tudo ainda resta a ser verificado. Uma dessas imagens parecia ter filmado um aparato militar entrando em Pequim [o vídeo citado de Jennifer Zeng]. Será verdade ou uma fake news? Em qualquer um dos casos, saberemos mais coisas nas próximas horas.



sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Trio Pakai (música folclórica friuliana)


Link curto pra esta postagem: fishuk.cc/pakai


Nova leva de vídeos do meu finado YouTube. Com base nesta playlist, e após editar os áudios (aumentando o volume, sobretudo), montei o presente vídeo com as melhores canções instrumentais, algumas com breves vocais, do antigo grupo Trio Pakai, especializado em música folclórica da região do Friuli, no norte da Itália. Não me limitei à gravação dos três músicos originais, e coloquei também os áudios que tinham outras pessoas cantando/tocando suas canções (covers) ou com estilo parecido. A música da região é muito parecida com a da Eslovênia, ambas por sua vez fortemente influenciadas pela cultura austríaca. Tanto que boa parte das faixas, sobretudo no final, parece muito com a chamada “música de bandinha” da Oktoberfest!

Seguem abaixo os nomes das faixas, com os momentos do vídeo em que elas começam. Arbitrariamente escolhi quais seriam as três primeiras, e deixei no fim as não executadas pelo Trio Pakai. As outras posicionei de acordo com a ordem em que apareciam na playlist original. Com todas as limitações que meu trabalho pode ter, sobretudo na busca por informações lacunares, espero que você aproveite, e viva a música do Friuli, e também do Vêneto!

00:00 Slovenska polka
2:34 L’agho di Ludario
6:30 Melodia slovena
9:15 Mont da Sûdri
11:12 Valzer popolare
13:29 Zoventût
15:15 Valzer di Pakai
17:12 Sere d’estât
19:25 Primavera in Carnia
22:04 La pesarina
24:52 La serenade dal pastôr
27:06 La vôs da mê valade
29:17 La polka da mê int
31:20 In chêdì da las mês gnoços
34:30 Gnoçis
36:47 Fieste
39:13 Fantastico gaithal
42:29 Cence pinsîrs
45:16 Allegro Friuli
47:17 Al tramont
49:27 Sagre in pais
51:25 Trio Pakai ai Mistirs (2009, música não identificada)
55:13 Baronadis (cover)
57:56 Come une volte (cover)
59:50 evento nomeado “Un’allegra serata nelle Valli del Natisone”
1:03:21 Bo (grupo I rapeciaz no programa Lo scrigno)
1:05:59 Ma (idem)
1:09:14 Un biel fiascut (idem)



Enquanto procurava as mesmas canções do antigo Trio Pakai, originário da região italiana do Friuli (hoje Friuli-Venezia Giulia), achei também este vídeo gravado ao vivo em 6 de outubro de 2019, intitulado na língua friuliana Una domenia in alegrìa cun Pakai e amîs (Um domingo de alegria com Pakai e amigos). Embora os músicos originais não estivessem lá, decidi pegar o áudio e editar deixando apenas as partes tocadas e cantadas, muitas delas com sucessos do Trio Pakai, mas também com músicas de outras regiões, como a célebre eslovena Na Golici!

Por isso as fotos são idênticas às da montagem anterior. Se você se interessar pelos momentos em que há diálogos claramente falados em friuliano, pode sem hesitar recorrer ao vídeo original. Quem souber francês, talian/vêneto ou alguma língua românica vizinha, perceberá a presença de muitas palavras e expressões em comum! Em todo caso, espero que goste da nova montagem e se divirta mais uma vez.



quarta-feira, 21 de setembro de 2022

Música eslovena, holandesa, húngara...


Link curto pra esta postagem: fishuk.cc/musica-eu

Mais uma publicação que é um pretexto pra ressuscitar outros vídeos que eu tinha lançado no meu extinto canal do YouTube, e aos quais agora dou aqui uma unidade conceitual, com a ocasião de mostrar também os textos informativos que eu tinha inserido na descrição. Hoje vai ser muito legal, porque são canções instrumentais de vários lugares da Europa, com destaque pra Eslovênia, da qual é raro acharmos algo naquela plataforma usando apenas o português!



Achei muito por acaso o canal esloveno IMA NADE GROBNIK, que ainda tem muito poucos escritos e visualizações, mas quase diariamente posta um tesouro escondido: muita música folclórica e popular da Eslovênia (antiga e moderna) sem nenhuma propaganda interrompendo (há raras exceções). Esta é a playlist original, mas executando as canções em ordem inversa à que pus no vídeo. Você pode ver inclusive os títulos, com clássicos nacionais como Na Golici e Na avtocesti.

Pelo que consta, a banda em questão se chama Lady Luna, e esta é a gravação em áudio de um show que eles dizem ter sido ao vivo, dado na cidade eslovena de Boljun (Bogliuno, em italiano) em 2006. Não pesquisei mais sobre o grupo nem sobre o evento, mas espero que você aproveite essa música tão animada. Precisamos regar as veias da cultura brasileira com sangue novo!



Uma hora e vinte minutos de música instrumental eslovena tocada em acordeão, extraída de uma fita antiga republicada no YouTube.


Uma hora e meia de música folclórica holandesa. Retiradas de dois CDs antigos, fora de circulação, comprados na cidade de Holambra, SP, que trazem as principais canções (em geral instrumentais) tocadas e dançadas nas apresentações da Expoflora, que se realiza em agosto e setembro de todos os anos nessa cidade. Infelizmente estou sem os títulos das faixas comigo.


Música e dança folclóricas da Hungria, filmadas em Budapeste, capital do país, pelo visitante David McWilliams, que postou o vídeo no YouTube após selecionar os melhores momentos.


O kolo (literalmente “anel, roda”), uma dança de fato executada em roda, dançada numa festa de casamento provavelmente de muçulmanos na cidade de Sarajevo, capital da Bósnia e Herzegóvina, em novembro de 2018. Eu baixei sem mudanças do YouTube, mas infelizmente perdi o endereço da fonte. Os “bósnios” na verdade são etnicamente sérvios ou croatas, mas apenas a religião muçulmana, herança da dominação otomana, que é diferente.