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9 de agosto de 2019

A graça da vida (redação Ensino Médio)


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NOTA: Decidi republicar na página o pequeno texto “A graça da vida”, que é na verdade uma redação atendendo a questão proposta à minha classe no 3.º ano do Ensino Médio. Pela data do manuscrito que digitalizei, eu a escrevi em 14 de outubro de 2005 e foi corrigida pela minha professora de Português, Graça Betânia Moraes Hosokawa, renomada escritora e pesquisadora. Como vocês perceberam, o título é uma alusão humorística ao nome dela, e de fato ela me deu, além da nota alta, a seguinte observação escrita: “Adorei o texto! Boa argumentação! Parabéns!”. Ela é uma pessoa muito bondosa e uma profissional muito séria, por isso garanto que o resultado não derivou de nenhuma babação de ovo, hahaha. Eu me formaria no fim do ano, na Viverde Escola de Educação Básica (Bragança Paulista), e logo depois ingressaria no curso de História da Unicamp. Seguem abaixo a questão oferecida pelo simulado, tirada de algum vestibular antigo, e minha redação, ambas com a ortografia atualizada.



Prova de redação: A surrada frase “rir é o melhor remédio” parece ter cada vez mais sentido para a ciência. O cardiologista Michael Miller, da Universidade de Maryland, Estados Unidos, liderou uma pesquisa sobre os benefícios do riso para a saúde do coração. Chegou a resultados surpreendentes. Comparando as atitudes diante da vida de 150 pessoas com histórico de enfarto com o mesmo número de pessoas sadias, descobriu que aquelas que nunca tinham sofrido com problemas no coração eram as que demonstravam bom humor constante. Para evitar problemas cardíacos, Miller recomenda combinar a velha receita de saúde (exercícios físicos regulares e dieta balanceada) com algumas gargalhadas durante o dia. (Revista Superinteressante, n. 173, fev. 2002, adaptado.)

REDIJA um texto dissertativo, explicitando a ideia proposta nesse trecho e acrescentando outras vantagens do bom humor.


Comprovou-se cientificamente que o bom humor faz bem ao coração, mas a ciência é desnecessária para mostrar que ele é benéfico na vida das pessoas, o que é feito pela vivência cotidiana, a maior escola de todas.

O humor é um cartão de visita pessoal, ajudando ou atrapalhando nas primeiras impressões. Pessoas de temperamento aberto, que não apresentam aparência carrancuda ou extremamente séria, ganham mais simpatia e confiança. Se ao longo de uma convivência passam o tipo de humor que faz rir e descontrair, elas reforçam com os outros os mais diversos tipos de laços e aumentam seu círculo de relacionamentos, obtendo, assim, numerosas vantagens materiais e sociais.

O prazer gerado pelo riso causa uma sensação de bem-estar que melhora a autoestima das pessoas e lhes dá mais ânimo e forças para encarar as mais diversas situações, inclusive as mais difíceis, porém sem apagar o respeito que uma certa ocasião exige, em especial uma tragédia. No que resta, ironizar pode ser a saída para que se fique menos chocado com fatos corriqueiros, como a corrupção. É essa ironia que caracteriza o bom humor do brasileiro, que sempre satiriza diversos empecilhos ao desenvolvimento do país.

“Estar de bem com a vida” exige uma boa dose de descontração a fim de melhorar a saúde, a vida social, a imagem perante as pessoas e a força diante dos problemas.