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17 de abril de 2019

O universo comunista em vídeos


Link curto para esta postagem: fishuk.cc/video-comuna




O comunismo soviético, que pra encurtar também podemos chamar de “bolchevismo”, influenciou profundamente o mundo contemporâneo, tanto naquilo que somos quanto naquilo que listamos como valores ou atitudes a repudiar. O isolamento geográfico da Rússia e países próximos com relação ao Ocidente contribuiu pra que predominassem mais as visões míticas ou imaginadas sobre aquela realidade do que propriamente o conhecimento profundo ou descrições realistas. Nunca algo de que sabíamos tão pouco pôde influenciar tanto nossas paixões políticas, embora às vezes o que já imaginávamos ruim se revelava ainda pior, após um contato pessoal ou a descoberta dos arquivos.

Nem sempre elas são voltadas pra esse fim, mas as atuais tecnologias midiáticas e comunicativas podem ser usadas pra uma difusão maior dos saberes sobre a antiga URSS e seus opositores, domínio ainda superado pelos memes e propagandas histéricas. Quando criei a TV Eslavo no YouTube, eu já tinha o objetivo de juntar material histórico pra que as pessoas pudessem formar suas próprias opiniões, sem depender de apreciações alheias. Mas tal conteúdo raramente faz sucesso por conta própria na internet, e acabam predominando os velhos preconceitos favoráveis ou contrários, imunes a revisões.

Estou juntando nesta postagem vários vídeos recentes que montei e/ou postei no meu canal, relacionados à história, política e cultura do comunismo em várias regiões do mundo. Muitos desses assuntos puderam ser tratados com humor, então muitas vezes selecionei parte de um material maior e atribuí esse enfoque. Em qualquer um dos casos, procurei passar informação não truncada, embora às vezes de modo crítico, mas não destrutivo, com relação ao bolchevismo. Pela ordem, nós temos a URSS, o Brasil a Europa e a América Latina:



O comunismo soviético perseguiu ou não as religiões, sobretudo a Igreja Ortodoxa Russa? A resposta não é simples. Lenin dizia idealmente que os religiosos favoráveis à nova ordem deviam ser poupados, mas na prática, como o clero ortodoxo era um braço do antigo regime tsarista, a resistência dele contra os bolcheviques era inevitável. Porém, como a igreja na Rússia era uma instituição milenar, e como as pessoas não iam se desconverter de uma hora pra outra, a dialética foi mais complicada.

Lenin acabou perseguindo a Igreja Ortodoxa que ficou a favor do Exército Branco na guerra civil (1918-1921), mas à medida que o regime ia se estabilizando, alguma calma era possível. Trotsky estava, assim como Lenin, convencido de que a disseminação de uma “educação materialista” poderia aumentar os índices de ateísmo, mas ele não percebia que todo tipo de resistência seria usado, e ele mesmo acabou expulso do país em 1929. Na década de 1920 floresceu inclusive uma revista popular, destinada sobretudo aos jovens, chamada Bezbózhnik, um nome russo pra “ateu” ou “ímpio”, “descrente”, que vem de bez (sem) + Bog (Deus). Hoje, a palavra mais corrente pra ideia sem valor pejorativo é ateízm e ateíst mesmo.

Ao ultradogmatismo teórico, Stalin acrescentou a xenofobia pró-russa, e no início dos anos 30, quando lançou sua campanha de coletivização agrária e industrialização aceleradas, passou por cima de todo tipo de oposição que podia haver. A Igreja Ortodoxa foi a primeira vítima, e logo começou uma campanha de destruição de catedrais e templos menores. Boa parte da população, seja por raiva autêntica, pressão de cima ou espírito de gado, participou dos atos, como vemos nas filmagens. Gradualmente foi se perdendo um rico patrimônio artístico, cultural e financeiro (e, por que não, espiritual?). O exemplo mais dramático foi o da Catedral do Cristo Salvador, uma das maiores de Moscou, cuja demolição foi ordenada diretamente pelo ministro Lazar Kaganovich em 1931, a fim de dar lugar a um monumental projeto arquitetônico, jamais saído do papel, chamado Palácio dos Sovietes. Por falta de fundos, acabou-se finalmente inaugurando no lugar um grande piscinão público em 1958. A catedral seria reconstruída nos anos 90, igualzinha como era.

Outras igrejas que não as ortodoxas jamais tiveram vida fácil na URSS: os protestantes sempre foram perseguidos, vistos como “agentes estrangeiros”, e até hoje continua um pouco assim, na era Putin. Com os católicos os problemas eram poucos, por serem bem minoritários, mas sobretudo no oeste da Ucrânia, onde sempre foram muito nacionalistas, eram alvo fácil. Com a ortodoxia russa, foi mais complexo: houve uma grande onda persecutória nos anos 30, mas durante a invasão nazista o governo lhe cedeu espaço na propaganda nacionalista. No começo dos anos 60, Khruschov renovou a perseguição, em escala bem menor, e os atritos eram constantes com Brezhnev, e menores com Gorbachov. Só nos anos 90 ela recuperaria seu papel, e no regime de Putin ela é praticamente um braço espiritual do Estado nacionalista. Contudo, os russos hoje praticam bem menos a religião, e ainda há considerável taxa de ateísmo.

Estas imagens foram tiradas de várias fontes no YouTube, mas como eu tive pouco tempo pra editar, me perdoem pelas partes repetidas entre as fontes, mas é legal pra fixarmos na memória essa lamentável demolição do Cristo Salvador. Tirei a música de algumas, que parecia nada ter a ver com o assunto, na expectativa de que não implicassem com direitos autorais, mas houve melodias que acabaram detectadas. Não exatamente na ordem em que aparecem:

http://youtu.be/A37Zqsbblk8
http://youtu.be/dJZG7YP3o8o
http://youtu.be/gEpMNBPv83s
http://youtu.be/IdqcjzxlKqo
http://youtu.be/mE3mAhnfdcw
http://youtu.be/p8A4JxCuX7c
http://youtu.be/wlGRpb-koIk
http://youtu.be/YFlx55OANg8



União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, pátria dos trabalhadores de todo o mundo: esporte, trabalho, indústria, astronáutica, política, Olimpíadas, educação, entretenimento, cultura, infância... O melhor país do mundo pra se viver! Ou não.

Agradeço a um amigo do WhatsApp por ter encaminhado este vídeo. Não sei qual é a fonte e qual é a autoria, mas mesmo assim decidi postar, porque achei interessante. Apenas a música é mais moderna, colocada agora, mas não tira o mérito e valor do vídeo. Óbvio que é só propaganda, e que muita gente hoje queria acreditar que era tudo assim. Mas após muitas pesquisas, já sabemos que a realidade da URSS tinha várias facetas.



Ano passado, eu podia parecer fanático ao evocar pela enésima vez o meme “Mr. Trololo”, criado com o cantor russo-soviético Eduard Khil em 2010. Porém, este vídeo ficou represado por anos entre meus projetos, mas só então tive inspiração final pra lançar. São cantores de vários países e culturas, cujo jeito de atuar e cantar em clipes antigos ou mais ou menos recentes lembram algo do “Silvio Santos soviético”.

Muitos jovens de hoje talvez nem saibam quem é este meme, mas seria legal conhecerem. E, o melhor de tudo, curtir agora mesmo música boa de diversas nações, algumas cujas línguas talvez vocês nem soubessem que existissem! Realmente, a cultura e a zoeira são coisas universais, e assim podemos ver como certos modelos artísticos passaram sem perceber pra diversos cantos do globo.

Um trabalho multicultural pra unir as pessoas e diminuir fronteiras. Aqui nós temos a participação dos cantores Julio Iglesias (Espanha), Nelson Gonçalves (Brasil), Edoardo Vianello, Sergio Endrigo (Itália), Karel Gott (antiga Tchecoslováquia), Chubby Checker, Neil Sekada (Estados Unidos), Vice Vukov (antiga Iugoslávia), Jacques Brel (França), Wolfgang Lippert (antiga Alemanha Oriental), Abdel Halim Hafez (Egito), Iosif Kobzon (Rússia), Tagir Yakupov (Tartaristão na época da URSS), e Itsuki Hiroshi (Japão). Não identifiquei o rapaz da Somália nem, por razões óbvias, os do Iraque sob Saddam Hussein!

Links pros vídeos originais e nomes das canções:

Julio Iglesias, Mis recuerdos
Nelson Gonçalves, Atiraste uma pedra
Edoardo Vianello, O mio signore
Sergio Endrigo, Lontano dagli occhi
Karel Gott, Tam, kam chodí vítr spát
Chubby Checker, Let’s Twist Again
Neil Sekada, Oh, Carol
Vice Vukov, Darovi za svu djecu
Jacques Brel, Ces gens-là
Wolfgang Lippert, Meine erste Show (aos 10 min 21 seg)
Abdel Halim Hafez, Ya Gamal Ya Habib El Malayeen
Iosif Kobzon, Den Pobedy
Tagir Yakupov, Awıl köye
Itsuki Hiroshi, Kasan naka
O figurinha somali, o gordinho iraquiano, os outros iraquianos



Com este vídeo didático, resolvi tentar explicar uma dúvida que incomoda muitos dos que se interessam por história do comunismo: qual é a diferença entre o Partido Comunista Brasileiro (PCB) e o Partido Comunista do Brasil (PC do B), que ainda existem juntos no Brasil moderno? Por que essa distinção tão sutil entre os nomes? Eles têm divergências quanto à ideologia e à prática?

Eu queria ser breve, mas o vídeo acabou durando meia hora. Acabei introduzindo muita coisa da própria história do PCB, que seria melhor ter deixado pra outro vídeo, mas acho que isso ajuda a explicar as distinções, porque também faz parte da história do PC do B. No essencial, eu reitero que o PC do B foi uma cisão do PCB ocorrida em 1962, não exatamente por obra de uma ala “stalinista”, mas por membros que discordavam do modo como estavam sendo feitas certas mudanças a partir de cima no PCB e do afobamento com que Nikita Khruschov fazia então as mudanças na URSS e criticava Stalin. Segundo a mitologia do próprio PC do B, o PCB tinha “deixado de existir” como partido comunista em 1961 e os dissidentes agora estariam “reconstruindo-o”.

O mais importante de frisar é o seguinte: o PCB também chamava “Partido Comunista do Brasil”, até que em 1961, numa decisão burocrática e visando, sobretudo, obter o registro legal, mudou o nome, mas não a sigla, pra “Partido Comunista Brasileiro”. Os dissidentes de 1962 recuperaram o nome “do Brasil” e mais tarde criaram a sigla “PC do B” pra evitar confusões. Até o fim da URSS, o PCB se manteve fiel a todas as linhas soviéticas, enquanto o PC do B, tendo inicialmente tentado obter o apoio de Moscou, passou depois a apoiar a China e a Albânia (então adversárias da URSS), e quando albaneses romperam com chineses (1976), aliou-se a Enver Hoxha. Os dois partidos só obtiveram o registro legal em 1985, mas enquanto o PC do B manteve uma trajetória retilínea, em 1992 o PCB passaria a se chamar Partido Popular Socialista (PPS), mas os discordantes obtiveram na Justiça em 1995 o direito de usar o nome, a sigla e os símbolos do PCB.

Cumpre lembrar também que o PCB terminou se aliando ao governo Sarney a partir de 1985 e inclusive apoiou o Plano Cruzado e o congelamento de preços, enquanto o PC do B sempre se manteve na oposição. Além disso, a partir dos anos 90, o PC do B iniciou a aliança histórica com o PT firme até hoje, enquanto o PCB lançou seus próprios candidatos à Presidência da República e chapas legislativas puras (exceto em 2006 e 2018, quando apoiou o PSOL), apoiou Lula e o PT em 2002, mas saiu do governo quando percebeu o novo curso reformista. Atualmente, embora os dois partidos ainda reivindiquem Lenin, a Revolução de Outubro e o bolchevismo, há uma cautela quanto à defesa incondicional da URSS (menor no PC do B), e enquanto o PC do B é mais propenso a apoiar a ortodoxia, o PCB é mais aberto a correntes heterodoxas, como trotskismo e gramscismo.

Infelizmente, me esqueci de esclarecer quanto ao nome adotado pelo PCB em 1961. A justificativa oficial era a de que o partido estava tentando se “nacionalizar”, e que trocar “do Brasil” por “Brasileiro” ressaltaria as raízes locais dos comunistas, e não sua filiação a uma potência estrangeira. Apresentado à Justiça Federal o pedido de legalização do partido, junto a um programa que omitia os rótulos “marxismo” e “comunismo”, num contexto de maior distensão política, ele terminou sendo negado, o que só deu mais lenha à fogueira dos dissidentes. O PCB continuou sendo ilegal, embora tendo atuação mais aberta (até a repressão a partir de 1964), e segundo Luiz Carlos Prestes, apesar da maior tolerância dos governos JK e Jango, o velho establishment oficial, dado o acirramento da “guerra fria”, sempre seria contrário à legalidade dos comunistas.



Este material é raro, com relativamente poucas visitas no tempo em que está postado, inclusive, no canal original. São trechos selecionados da última grande parada militar ao estilo soviético, feita na Hungria socialista em 4 de abril de 1985, nos 40 anos da expulsão dos nazistas do país pelo Exército Vermelho. Até 2010, data em que o vídeo original foi postado, não tinha sido realizada nenhuma outra parada dessa envergadura, mesmo sob a democracia.

A Hungria tinha sido aliada do Eixo na 2.ª Guerra Mundial, e a “punição” pela União Soviética foi particularmente dura. O país tinha sido criado justamente logo após a 1.ª Guerra Mundial, na sequência da partição do antigo Império Austro-Húngaro, derrotado no conflito. Após anos de ditadura e ausência de liberdades, o governo local se aliou aos nazistas, mas terminou deposto pelos soviéticos ao final da guerra mundial. Começaria outro período autoritário, num país cuja mentalidade nunca se adequou ao modelo comunista, nem à intromissão da URSS. Em 1956, um protesto popular exigindo reformas foi reprimido por Moscou e se transformou em rebelião social, duramente sufocada durante meses. Mesmo assim, Nikita Khruschov entendeu a lição e não se intrometeu no modelo mais nacional formulado pelo líder do partido único, János Kádár.

Essa tomada de 14 minutos e meio teve vários trechos separados, de acordo com o interesse apresentado por cada trecho. Ao 1 min 54 seg, por exemplo, toca a chamada Klapka induló (Marcha de Klapka), uma canção tradicional muito famosa e, ao que parece, não prejudicada pelo domínio soviético. Porém, eu tirei alguns trechos que continham uma abertura mais lenta e alguns discursos dos oficiais, então recomendo verem também a postagem original. Eu também cortei algumas bordas pretas que estavam no vídeo, mas não pus no enquadramento moderno. Atualmente, quem domina a Hungria é o primeiro-ministro de extrema-direita Viktor Orbán, o qual, segundo alguns húngaros que protestaram em dezembro de 2018, seria “pior do que o comunismo”. Além de propor uma polêmica reforma trabalhista, ele seria corrupto e autoritário.



Uma das passagens historicamente marcadas mais legais do seriado mexicano Chaves, que o pessoal nascido nos anos 80 e começo-meio dos 90 cresceu assistindo e se tornou sua referência humorística e memética. Depois das referências aos “energéticos” e aos “cruzeiros” e “cruzados”, moedas brasileiras anteriores ao Plano Real (1994), esta é uma de minhas preferidas: a dúvida sobre se “a Seleção” (Brasil? México?) vai jogar com a Alemanha Ocidental ou Alemanha Oriental, divisão da atual Alemanha que existiu de 1949 a 1990.

Seu Madruga (nossa tradução de Don Ramón, interpretado por Ramón Valdés) era o mais mítico e icônico do Chaves, dono de bordões eternizados! Junto com o Quico (Carlos Villagrán), eles eram até mais zoados do que o próprio Chaves (no original, Chavo), cujo ator, Roberto Gómez Bolaños, foi também o criador e diretor da série. Embora o SBT ainda passe alguns episódios na TV aberta, o modo mais fácil da geração dos 2000 conhecer Chaves é, obviamente, a internet, e o canal oficial possui a maioria dos episódios em português, remasterizados. A série foi gravada essencialmente nos anos 70, uma parte nos anos 80, e por isso existem todas essas referências históricas, mesmo na dublagem.

Após a 2.ª Guerra Mundial e a derrubada do nazismo e ocupação da Alemanha por ingleses, franceses, americanos e soviéticos, o país perdeu boa parte de seu território. Do que restou, as zonas controladas por essas potências (a leste pela URSS, a oeste pelos outros, com a capital Berlim dividida ao meio) passaram a constituir dois novos países em 1949: a República Federal da Alemanha, ou Alemanha Ocidental, de regime capitalista, e a República Democrática Alemã, ou Alemanha Oriental, de regime socialista. Com a crise do comunismo na Europa em 1989, a proibição dos alemães orientais passarem pro oeste foi revogada e o processo de reunificação das duas partes (nos fatos, uma anexação da RDA pela RFA) se consumou em outubro de 1990. A Alemanha Oriental era uma ditadura brutal e tinha um nível de vida muito inferior à vizinha ocidental, mas muitos antigos ossies se lembram com nostalgia da vida tranquila e com direitos garantidos, em contrapartida ao materialismo e futilidade dos wessies, além de serem o país socialista mais desenvolvido.

Apesar de estar com outro nome, enquanto um outro canal chama o episódio de “Seu Madruga e o jogo de futebol”, vocês podem assistir à íntegra aqui com melhor qualidade. Eu apenas cortei o quadro e o resto dos trechos, mas deixei algumas passagens mais hilárias.



E o comunismo chega ao Caribe: uma montagenzinha que há muitos anos eu tinha em mente. A “dança do siri” foi uma modinha inventada pelo humorista Ceará no antigo Pânico na TV em 2006, enquanto ele fazia uma de suas entrevistas acompanhado do Repórter Vesgo (Rodrigo Scarpa). O tema que foi usado pra ilustrar a coreografia foi uma versão latina do início da música Í dansi með þér (Na dança com você), da cantora islandesa Björk. Esta, por sua vez, é uma versão do bolero-mambo ¿Quién será?, escrita pelo compositor mexicano Luis Demetrio, que vendeu os direitos ao letrista Pablo Beltrán Ruiz, o qual gravou a canção pela primeira vez com sua orquestra em 1953.

Há um único vídeo brasileiro que tem a versão “completa” do tema da “dança do siri”, e desta página eu tirei as imagens de Fidel Castro entrando em Havana, em 1.º de janeiro de 1959 (coloridas), tendo apenas feito o recorte no tempo e no quadro.



Num dos pontos da andança pela América do Sul que Ernesto “Che” Guevara faz no filme romanceado Diários de motocicleta (2004), que contou com um brasileiro na produção, o médico argentino, futuro destaque da Reovlução Cubana, flerta com uma mulher desconhecida do local. Os dois até começam a dançar, mas quando ela percebe que um amigo de seu marido está olhando, tentar deixar Che. Ele, bêbado, a segura insistindo e acaba a derrubando no chão, o que desperta a raiva do traído. Quase ao começar uma briga feia, o amigo do argentino o arrasta pra fora e os dois fogem loucos com a moto.

Destaque pro velhinho banguelo rindo ao som da música, que foi o que me fez lembrar dessa rara cena de Diários de motocicleta. Pra vocês, o tradicional privilégio de ver a figura engraçada repetida várias vezes! A partir do filme completo disponível no YouTube, eu tirei a referida cena, que começa aos 38 minutos.