domingo, 6 de abril de 2025

“Летіла зозуля” (Um cuco voava)


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Meu colega de um curso online de língua ucraniana, Luciano Klusczkowski, está cada vez mais empenhado em trabalhos musicais de diversos tipos, e entre aulas e apresentações, ele quase não para, rs. Morador de Guarapuava, cidade do Paraná com importante colônia de descendentes de ucranianos, ele fez a gentileza de me enviar a execução coral da canção popular anônima “Летіла зозуля через мою хату” (Letíla zozúlia cheréz moiú khátu), Um cuco estava voando através de minha choupana, na qual ele toca o harmônio, instrumento de foles usado primordialmente na música indiana. Luciano está muito feliz por avançar na unificação dos corais das igrejas ucranianas locais de São Nicolau Madeirit e da Assunção de Nossa Senhora, que aparecem no belo vídeo abaixo.

Infelizmente, a letra completa não é cantada, e segue também uma interpretação no YouTube. Dada a falta de tempo, não traduzi diretamente do original ucraniano indicado acima, o qual, porém, usei a título de comparação. Usei as traduções em inglês do coral (que curiosidade!) Béloie Zláto, deste arquivo em formato DOC (que também tem a partitura) e, em menor grau, de um dos maiores portais de letras traduzidas do mundo. Traduzi tanto kozák quanto kozachénko como “cossaco”, ignorando o sufixo diminutivo. E o verbo que designa especificamente o canto do cuco na segunda estrofe, kuváty, não tem tradução exata em português.

Em todas as estrofes, os dois últimos versos são repetidos, o que não indiquei na escrita. E como bônus, segue ao final um vídeo exclusivo com Luciano e outros amigos tocando Щедрик (Shchédryk), composta por Mykóla Leontóvych e considerada a melodia ucraniana mais conhecida no mundo, embora poucos conheçam seu uso original como canção de Ano Novo. Ele mesmo pediu pra divulgar sua arte sempre mais frutífera, portanto, colabore você também pra viralização desse talento:




Um cuco estava voando
Através de minha choupana
Ele pousou num viburno
E começou a cantar

“Oh, pelo quê, cuco
Pelo que você está cantando?
Você por acaso, cuco
Está me ouvindo bem?”

“Se eu não tivesse ouvido
Eu não teria cantado
Sobre você, menina
E contado toda a verdade”

“Oh, meu Deus
Deus, o que foi que fiz?
O cossaco é casado
Mas eu me apaixonei

O cossaco é casado
E tem uns dois filhos
E tem uns dois filhos
Ambos de pele morena”

“Eu vou alugar
Essas crianças
E com você, Marúsia
Ir passear no parque”

O cossaco foi passear
Por um domingo e duas noites
O cossaco veio
Fazer uma visita à menina

“Oh Deus, meu Deus,
O que é que fui fazer
Declarei meu amor
A uma mulher no estrangeiro

Não tanto pela mulher
Quanto pelas duas crianças
Meu coração se partiu
Em duas metades”

Летіла зозуля
Через мою хату
Сіла на калині
Та й стала кувати

“Ой, чого ж, зозуле
Ой, чого ж ти куєш
Хіба ж ти, зозуле
Добро мене чуєш?”

“Як би не чувала
То би б я й не кувала
Про тебе, дівчино
Всю правду сказала”

“Ой, Боже ж мой, Боже
Що ж я наробила
Козак має жінку
А я й полюбила

Козак має жінку
Ще й діточок двоє
Ще й діточок двоє
Чорняві обоє”

“А я й тих діточок
В найми понаймаю
З тобой, Марусино
В саду й погуляю”

Гуляв козаченько
Неділю й дві ночі
Прийшов козаченько
До дівчини в гості

“Ой, Боже ж мой, Боже
Який я й удався
На чужій сторонці
За жінку признався

Не так вже й за жінку
Як за дві дитини
Розкололось серце
На дві половини”



sábado, 5 de abril de 2025

Brasil se saiu bem com “tarifaço”?


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Nesta breve participação de Stéphane Geneste no programa Aujourd’hui l’économie (Hoje a economia) da Rádio França Internacional (RFI), intitulada “Brasil, um dos ganhadores na guerra comercial de Donald Trump?”, ele mostra que o país tem boas oportunidades pela frente após o tarifaço geral decretado pela Boneca Russa e que seus negociadores têm sido ativos na busca por novas parcerias comerciais. Ao ler o texto publicado no último dia 3 de abril, devo admitir que a “nanodiplomacia” tão alvejada por minhas críticas até deu uma bola dentro, mas, além das potenciais armadilhas apontadas, eu diria que futuras blindagens só são possíveis com uma modernização completa de nosso modelo econômico: a saber, mais foco (mas não só, claro) na indústria e nas novas tecnologias. Segue minha tradução, com pouca adaptação no conteúdo:



Eis que Donald Trump declarou uma guerra comercial ao mundo inteiro. O presidente americano lançou sua ofensiva nesta quarta-feira, 2 de abril, e ninguém foi poupado, fossem amigos ou inimigos. Dez por cento no mínimo e às vezes mais pra alguns, como China, Vietnã e Camboja. O Brasil está entre os “sortudos” afetados por um aumento de apenas 10%.

Antes de tudo, vale lembrar que Brasil e Estados Unidos estão economicamente ligados. Os EUA são o maior investidor na maior economia da América Latina. O Brasil também é um dos grandes exportadores da região. Exemplos incluem soja, carne bovina, frango e aço. Aliás, os americanos importam muito tudo isso. Mas a balança comercial entre os dois países é superavitária do lado americano, o que é uma vantagem pra Brasília.

Fora da mira de Donald Trump – De fato, Donald Trump tem como alvo principal os países que mais exportam para os EUA do que importam. O Brasil pode, portanto, tirar proveito dessa situação. O presidente Lula, aliás, assimilou isso perfeitamente. Ele não quer encerrar o diálogo com Washington. Como prova, na semana passada, uma missão brasileira esteve na capital americana para se reunir com o governo Trump. Apesar disso, o Brasil respondeu com a votação, há algumas horas, pelo Congresso Nacional, de uma lei em resposta às medidas americanas. Mas o governo brasileiro também conseguiu estabelecer outras parcerias que lhe permitem evitar um prejuízo excessivo.

Vá procurar em outro lugar! – Entre essas novas parcerias, a China. Pequim também se tornou o maior parceiro comercial do Brasil. Os dois realizam muitas trocas. Empresas brasileiras exportam, sobretudo, soja, frango e carne bovina. E é aqui que fica interessante, como você bem percebeu, já que a China é particularmente visada pelos EUA. Pequim respondeu exatamente aumentando as tarifas sobre os produtos agrícolas estratégicos dos EUA, como soja e carne. A China pode, portanto, encontrar no Brasil uma alternativa viável pra suas necessidades em bens de consumo cotidiano. As empresas chinesas, e essa é obviamente a contrapartida, estão presentes em solo brasileiro, onde investem fortemente na construção de infraestrutura essencial à atividade econômica, como estradas, ferrovias e portos.

Uma oportunidade com riscos – Se olharmos apenas pro frango e ovos brasileiros, as exportações desses dois produtos à China estão explodindo. Entre 9% e 20% de aumento em relação ao ano passado. Como prova da confiança, o índice da bolsa brasileira, baseado principalmente em matérias-primas, subiu 9% nas últimas semanas , enquanto os principais preços globais estão no vermelho. Mas, embora essa situação pareça benéfica no curto prazo, no longo prazo ela expõe o Brasil a uma forte dependência da China. E se as relações sino-americanas melhorarem, todo o equilíbrio que acabamos de mencionar se tornaria instável. Portanto, as autoridades brasileiras estão jogando em vários tabuleiros. Recentemente, assinaram novos acordos com o Japão e, no âmbito do acordo do Mercosul, com os europeus. Uma situação que permite ao país fortalecer sua posição no cenário do comércio internacional e estimular seu crescimento econômico!



sexta-feira, 4 de abril de 2025

Milei não tá nem aí pras Falklands?


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O dia 2 de abril é lembrado todos os anos na Argentina como de lembrança pela reivindicação de sua soberania sobre o arquipélago das Malvinas, que inclui duas grandes ilhas principais e várias outras menores, abrangendo um espaço marítimo que inclui diversos recursos minerais e pesqueiros importantes. Desde o início do século 19, ela está ocupada pelo Reino Unido, que chama a área de “Falklands” e na época formava o maior império territorial não contíguo de toda a história, e mesmo com a independência da Argentina ante a Espanha e seu império, os britânicos se recusaram a ceder seu controle a Buenos Aires. A reivindicação do país sul-americano nunca cessou e continua até hoje, num movimento que teve altos e baixos.

Já fiz duas publicações a respeito da questão: a primeira traz a história e a tradução da Marcha das Malvinas, hino oficial de celebração do 2 de Abril, mas composto muitos anos antes, e a segunda mostra uma canção de propaganda televisionada pela ditadura militar (1976-83, que chamava a si mesma “Processo de Reorganização Nacional” ou apenas “Processo”), geralmente chamada Argentinos a vencer. O que importa relembrar aqui, algo não muito confortável pro patriotismo platino, é que o ditador Leopoldo Galtieri resolveu aproveitar sua baixa popularidade pra tentar resolver a questão de uma vez por todas, manu militari, invadindo o arquipélago a 2 de abril de 1982 e unindo todo o povo numa onda de ufanismo histérico e anestésico. (Até Zelensky, que só era aprovado por pouco mais de 30% dos ucranianos, viu subitamente mais de 90% a seu favor após a invasão dos porcos ruSSos...) Todo mundo sabia que a Argentina não tinha as mínimas condições militares de enfrentar uma das maiores potências da época, mesmo arrastando o conflito por dois longos meses.

Margaret Thatcher, primeira-ministra conservadora do Reino Unido na época, também se via às voltas com os críticos de suas espartanas reformas econômicas e Galtieri também acabou lhe dando de graça um presente a sua popularidade. Contudo, não só a utilidade de manter as Malvinas foi contestada até mesmo pelo então presidente dos EUA, Ronald “Alma Gêmea” Reagan (que terminou adotando uma “neutralidade conivente”), como também o afundamento em águas internacionais do cruzador General Belgrano, apinhado de centenas de recrutas argentinos inofensivos e inexperientes, foi considerado um crime de guerra pela comunidade internacional. O desfecho quase natural foi a vitória britânica, mas ao custo de vários mortos e centenas de feridos, muitos dos quais graves e com permanentes traumas mentais, o que gerou críticas à “Dama de Ferro” mesmo dentro do próprio país – e ao uso político da “questão das Falklands”, que levou a reeleições prolongando seu mandato até 1990.

Mas não se engane: quase nenhum argentino contesta a soberania nacional sobre as Malvinas, que eles consideram um território usurpado por Londres, e é talvez a única questão (à parte o futebol?) que une pessoas de todas as ideologias, literalmente de um extremo ao outro do espectro político. Os veteranos, por exemplo, não se sentem tendo sido usados como bucha de canhão por um regime carcomido, e sim heróis da maior causa pátria moderna, e por isso são religiosamente respeitados. Por isso, a linha do presidente Javier Milei de dar pouca importância à contenda tem gerado incômodo entre a população, embora sua popularidade, a despeito do descalabro socioeconômico, se mantenha relativamente alta. Pra piorar, “El Loco” demonstrou abertamente várias vezes sua admiração (ao menos) pela política econômica de Thatcher, mulher considerada, porém, o KPta encarnado pelos hermanos, que jamais perdoariam qualquer elogio a ela. Os atos oficiais de 2025 parecem ter começado a fazer o vaso transbordar.

Primeiro, sua vice, Victoria Villarruel, não participou do ato no memorial da Praça San Martín com Milei e preferiu se encontrar com militares na Terra do Fogo. Seu pai, militar acusado de exações durante a última ditadura, também foi veterano das Malvinas; o tema lhe é tão caro que em 2024 chegou até a entrar em choque com a ministra do Exterior, Diana Mondino, que buscou diálogos mais condescendentes com o Reino Unido. Segundo, o trêmulo discurso de dez minutos de Milei na capital nacional, no último dia 2, foi considerado “desconjuntado”, por praticamente conter diversas defesas de seu próprio programa de governo e culpar a “casta política” (sempre ela...) pela derrota na guerra de 1982. Causou rebuliço a afirmação de que os “malvinenses” (“kelpers”, em inglês, que Buenos Aires considera não uma população, mas gente implantada pelo colonialismo) poderiam decidir “por conta própria” se tornar argentinos quando o país “se tornasse uma potência” (???). Um imperdoável alinhamento à tese britânica da “autodeterminação”, reafirmada por diversos referendos locais, contestados pelos presidentes anteriores, podendo se traduzir num suicídio político.



E terceiro, vários veteranos da Guerra das Malvinas foram proibidos de participar do evento em Buenos Aires, mesmo tendo vindo de longe pra estar no ato comemorativo, e se sentiram profundamente ofendidos. No ano passado, alguns chegaram até a se recusar a participar de outros desfiles na presença de Milei. O memorial foi fortemente cercado, reunindo um pingo de pessoas, muitas delas ligadas ao conflito, mas que não estiveram na mira do inimigo nem pegaram em armas. Entre os influenciadores, tantas contradições não passaram despercebidas, e um deles, o advogado e escritor Tomás Rebord, lembrou a data cívica no famoso streaming de humor político Blender, alinhado com ideias “progressistas”, segundo La Nación.

Mais uma vez consegui o grosso da transcrição usando o recurso de IA do Microsoft Clipchamp (que distingue entre os vários dialetos do espanhol!) e traduzi usando o Google, mas nas duas etapas, como sempre, dando meu toque final e tirando cacoetes orais. Decidi também terminar a publicação com outro vídeo de uma conta anônima anti-Milei no Équis, que não mencionou as circunstâncias da montagem do vídeo, mas que passa a mesma mensagem e, tendo sido legendado em espanhol (inclusive nas partes em inglês), preferi não traduzir:


Dar el obvio, pero no por eso menos importante. Mañana es 2 de abril, Día del Veterano y de los Caídos en la Guerra de Malvinas, es el día en el que se reivindica nuestra irrestricta e irrenunciable soberanía nacional sobre las Islas Malvinas y Atlántico Sur. Por más que estemos circunstancialmente en un gobierno al que eso no le importe tanto y permanentemente recalque su admiración por figuras como, por ejemplo, la criminal de guerra Margaret Thatcher. Así que me parece importante también desde este lugar irnos con algo parecido a un poquito de sentimiento patriótico, para lo que nos vamos a encontrar el día de mañana, como va a pasar absolutamente todos los años y siempre que quede un argentino en pie en el planeta Tierra. Muchísimas gracias por este espacio, por acompañarnos.

Dando o óbvio, mas não menos importante. Amanhã é 2 de abril, Dia dos Veteranos e dos Tombados na Guerra das Malvinas, dia em que reivindicamos nossa soberania nacional irrestrita e inalienável sobre as Ilhas Malvinas e o Atlântico Sul. Mesmo que eventualmente tenhamos um governo que não se importa muito com isso e enfatiza constantemente sua admiração por figuras como, por exemplo, a criminosa de guerra Margaret Thatcher. Então, me parece importante que também saiamos daqui com algo parecido com um pouquinho de sentimento patriótico, pelo qual vamos nos encontrar amanhã e como vai ocorrer todos os anos, enquanto houver um único argentino de pé no planeta Terra. Muitíssimo obrigado por este espaço e por nos acompanhar.



quinta-feira, 3 de abril de 2025

Marine Le Trump by Adam Parsons


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Na edição do programa The World de 1.º de abril na Sky News, ao comentar a pena de inelegibilidade por cinco anos da francesa Marine Le Pen, líder do partido RN (extrema-direita), Adam Parsons cometeu o ato falho de a chamar “Marine Le Trump” logo após dizer que ela poderia copiar as estratégias do inquilino da Bely Dom pra reverter suas condenações. Tá, confesso, só isso que tinha de engraçado... Mas a comparação não podia ser melhor, e terminar melhor ainda com esse lapso, rs. (Em todo caso, melhor do que quando Biden chamou Zelensky de Putin!)



E não é que eu tava certo? Rs


O Microsoft Clipchamp está com muitos recursos legais e foi com ele que tirei o essencial da transcrição desse trecho! Claro, dei uma pequena corrigida, assim como fiz com a tradução dada pelo Google. Quis deixar pelo menos um pouco de contexto pra que não pareça algo meio artificial ou até forjado, mas note como a apresentadora Yalda Hakim até sorri na hora, rs:


Now, there is one path which her supporters, I think, are still holding on to, is that she could, or she will appeal. That appeal could be heard in, let’s say, a year’s time. She might find the evidence to support it. She may be cleared. She may have that ineligibility ban reduced. She may be allowed to run in 2027. And the momentum behind her: this idea that she took on the establishment and won, this very Donald Trump line of “They couldn’t stop me, they tried, but fight, fight, fight.” I’m sure that is what she would channel. That is an optimistic opinion if you are a Marine Le Trump... Marine Le Pen supporter.

Agora, há um caminho ao qual seus apoiadores, eu acho, ainda estão apegados, o de que ela poderia ou vai recorrer. Esse recurso pode ser julgado em, digamos, um ano. Ela pode encontrar as evidências para apoiá-lo. Ela pode ser inocentada. Ela pode ter esse período de inelegibilidade reduzido. Ela pode ser autorizada a concorrer em 2027. E o ímpeto por trás dela: essa ideia de que ela enfrentou o establishment e venceu, essa mesma linha de Donald Trump de “Eles não conseguiram me impedir, eles tentaram, mas fight, fight, fight.” Tenho certeza de que é isso que ela canalizaria. Essa é uma opinião otimista se você é um apoiador de Marine Le Trump... Marine Le Pen.



O Tio Patinhas chamou o genérico ianque do cantor Falcão pra assinar decreto???

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Cuscuz Clã no Fantástico + Endrigo


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Eu estava procurando imagens de Sergio Endrigo no Google, e de repente me deparei ao acaso com este clipe gravado por ele e Fafá de Belém, cantando juntos o Samba em Prelúdio pro Fantástico, quando esse tipo de quadro era bem mais frequente e, diga-se, muito mais bem elaborado. Não consegui determinar a data, mas pode ser entre o fim da década de 1970 e o início da de 1980, quando Endrigo estava fazendo muitos trabalhos culturais no Brasil. O gigante de Pula até que não pronunciava mal o português (embora certamente não o falasse), e sendo esta uma raridade, resolvi “hackear” e republicar aqui!

Infelizmente, não havia mais nenhuma informação a respeito no Globoplay, e também não fui atrás. O mais engraçado é que o vídeo apareceu numa playlist aleatória de reportagens, talvez da mesma época, sem qualquer identificação, a não ser pela marca d’água com o nome do programa. E na mesma lista estava também uma reportagem de 15 minutos gravada nos EUA pela equipe da Globo sobre grupos que ainda reivindicavam a herança da Cuscuz Clã Ku Klux Klan, a famosa “KKK”, grupo racista e supremacista de branquelos que não toleravam partilhar ônibus e bebedouros com seus compatriotas de pele escura.

Mais uma raridade que outros também já republicaram inteira ou em parte no YouTube, mas que eu só soube ser de 1979. Conheço esse jornalista cabeludo de outras reportagens do arquivo do Fantástico, mas não consegui o identificar, e mesmo no portal não havia mais informações, a não ser uma descrição bem vaga. Portanto, quem quiser colaborar com possíveis dados, por favor comente ou entre em contato! Realmente eram tempos heroicos, e além da Cuscuz estar explicitamente recrutando crianças e adolescentes, suas caras são mostradas sem censura na TV. Bons tempos, em que o programa era muito mais cultural e instrutivo (até começo da década de 2010), e não essa sucessão de reportagens nojentas e indignantes que tornam a “revista eletrônica semanal” muito mais parecida com uma edição dominical do Jornal Nacional!





terça-feira, 1 de abril de 2025

Max Barskih – “Буде весна” (Que haja primavera)


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No domingo passado, 30 de abril, no programa Domingão com Huck da TV Globo, o apresentador que não preciso nomear promoveu o emocionante reencontro da moça ucraniana Ksenia, hoje com 22 anos, com sua mãe e seu irmão, que ela não via há quase três anos, tendo fugido da Ucrânia após a invasão ruSSa em larga escala. Seu pai e seu padrasto, naturalmente, estão no front combatendo os porcos ladrões e estupradores, mas ainda assim ela não acreditou que tinha conseguido realizar esse sonho, depois de refazer sua vida no Brasil. Minha imaginação indócil ficou supondo o que essa escória chamada “ex-querda acadêmica” não ficou falando nas redes sociais ou em conversas privadas, em se tratando de uma emissora grande e de um Luciano que não é lá muito conhecido pela simpatia pela Jararaca ou pelo petê. Mas preferi focar no fato que se tratava de mais uma história entre muitas, que os negacionistas não conseguem refutar e que poderia acontecer em qualquer lugar: Palestina, Sudão, Iêmen, Síria, Mianmar ou até na Colômbia e no México sangrados pelo narcotráfico.

Aquela criatura chamada Celso Amorim, cuja evocação “me desperta os instintos mais primitivos” (como diria Roberto Jefferson) e que deve continuar soprando asneiras “BRICSianas çugrobalistas” no ouvido do Molusco – que repetiu os mesmos lugares-comuns e falsas simetrias da “neutralidade pró-Rússia” ao discursar no Vietnã, um dos maiores violadores de direitos humanos do mundo –, teve a oportunidade de visitar Bucha, onde os invasores cometeram um dos piores massacres de civis na guerra. O fato de dizer que “só viu fotos”, e de nosso nanismo diplomático continuar obcecado com “Pelé Stein, Pelé Stein!” como se nada mais ocorresse nessa droga de planeta, a partir de agora me obriga a conter toda raiva e obscenidade que tenho vontade de proferir em público quando vejo seu rosto murcho na TV. Porém, “respirando fundo e contando até dez”, lembro que justamente ontem se completaram os três anos da libertação daquela cidade-mártir, cujas fotos mais explícitas e não censuradas eu gostaria que decorassem o dormitório do ilustríssimo embaixador durante o resto desta e de todas as suas vidas, em qualquer reencarnação, em qualquer plano...

Esse aniversário, e o fato de que Zelensky e o povo ucraniano “Ainda Estão Aqui”, apesar do ditador bárbaro se achar no direito de sugerir um absurdo “novo governo provisório” tutelado pela ONU (!!!), tornam ainda mais simbólica a tradução desta canção de resistência. Meio que “com o bonde andando”, comecei um curso de ucraniano à distância oferecido pela UNICENTRO do Paraná, na turma da professora Edina Smaha, que nos ofereceu sua própria tradução de “Буде весна” (Búde vesná), Que haja primavera, e pôs o vídeo pra tocar na aula. A composição é do próprio cantor, Max Barskih, de cujo nome mantenho a transliteração que ele mesmo se fez, lançada no YouTube em 5 de março de 2022, ou seja, alguns dias após se iniciar a invasão em larga escala. O áudio também pode ser ouvido em sua conta no Spotify.

Segui a transcrição do original ucraniano dada por Barskih em seu canal, e a partir dela também adaptei a pontuação e a divisão em parágrafos. Mudei ainda uma palavra que estava diferente na transcrição da Edina e fiz algumas mudanças no estilo em português, sobretudo na segunda metade da letra, embora o mérito pela tradução seja todo dela e eu não tenha sido explicitamente autorizado a republicar este conteúdo. Em todo caso, lá vai ele, muito bem ilustrado pelo retorno no tempo que Luciano Huck fez pra encontrar sua futura esposa Angélica nos anos 80, ainda na flor da idade, rs:


A cidade está em chamas,
O coração dói,
A luta é cansativa
E o inimigo não dorme

Balas voam enquanto a neve cai
E o inimigo está deitado, silencioso

Noites sem dormir, não sentimos frio
A família espera nos arredores,
Juntos todos nós venceremos,
Esta é nossa terra natal

Que haja primavera,
Enquanto persistimos até o fim,
E a guerra não vai nos destruir,
Nossa fé une os corações,
A Ucrânia vai viver pra sempre

A Ucrânia é nossa terra

A Ucrânia une os corações

____________________


Місто в огні,
Серце болить,
Втомлює бій
І ворог не спить

Кулі летять поки падає сніг
І ворог лежить, мовчить

Ночі без сну, нам не холодно
Чекає сім’я на околицях,
Разом ми всі переможемо,
Це наша рідна земля

Хай буде весна,
Поки ми стоїмо до кінця,
І нас не зламає війна,
Наша віра єднає серця,
Україна навіки жива.

Україна це наша земля

Україна єднає серця



A multiascendente Angélica, quando viu o Gonzo viajante do tempo, parece ter ficado com cara de pensar duas vezes antes de aceitar tão importante compromisso, rs.



E pra piorar, ela trouxe junto um filho-clone perdido da Giovanna Ewbank!

segunda-feira, 31 de março de 2025

O saco do Trump e o saco do Lula


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Este é Edmir Chedid, atual prefeito de Bragança Paulista e herdeiro mais velho (?) da dinastia “Abi Chedid”, que manda no Linguicistão desde que Hafiz Abi Chedid, seu avô e pai do ex-prefeito Jesus Chedid, também tinha sido prefeito da cidade. Quem conhece o mundo dos cartolas do futebol, também vai se lembrar do nome de Nabi Abi Chedid, irmão de Jesus Chedid.

Recentemente, abriu-se uma guerra política, porque pra pôr mais dinheiro em caixa, Edmir tentou executar uma correção na cobrança do IPTU (pra quem não é do Brasil, trata-se do imposto – entre infinitos... – sobre casas e terrenos) que isentaria mais da metade dos pagantes, os mais pobres, e aumentaria consideravelmente o dos mais ricos, muitos deles moradores de condomínios fechados. Curiosamente, sob a gestão anterior (de Amauri Sodré, vice de Jesus, que morreu em 2022...), os vereadores, muitos dos quais reeleitos no ano passado, aprovaram a medida, mas agora resolveram bloquear, alegando que “não tinham entendido alguns pontos”. Vê se pode...

Populismo que isso chama, né? Sem julgar aqui a validade da medida (contra a qual já foi impetrada uma caralhada de processos, a maioria indeferida pela Justiça), um vizinho meu colocou (se também não inventou) no grupo esta figurinha que dispensa explicações. Aqui em casa, o apelidamos justamente de “Prefeitura”, porque sempre que a infraestrutura aqui vem à baila nas conversas da turma da sinuca, ele vive falando que é de competência da prefeitura, embora seja um loteamento privado. Pois é, e eis que o “Prefeitura” fica postando figurinha com a cara do prefeito, só pra fazer piada em qualquer ocasião, rs.

Mudando de assunto, vamos pra algumas coisas que andei achando por aí semana passada e algumas reflexões que fiz sobre a atualidade:















Inusitada notícia velha (se é que assim podemos chamar, pelo tamanho) que achei por acaso no Völkischer Beobachter curitibano, bem antes dele se tornar isso aí. Nota: a invasão ruSSa à Geórgia “só” ocorreria em 2008, rs.


Caramba, o youtuber faz uma baita pesquisa pra comentar os protestos recentes no Peru na Turquia e consegue trocar a sigla do Partido dos Trabalhadores do Curdistão, não posso acreditar!!!

E bora comemorar o fim de mais um mês desse 2025, rs:


sábado, 29 de março de 2025

Votos de Vladimir Putin pra 2004


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Dando sequência a meu projeto documental, estou publicando na página os discursos com os votos de Feliz Ano Novo dos presidentes da Federação Russa a partir de 2000, no caso, apenas Vladimir Putin e, no curto interregno de 2008 a 2012, Dmitri Medvedev, ambos do partido Rússia Unida. Eu já publiquei os votos de Boris Ieltsin pro ano 2000 transmitidos em 1999, discurso que teve uma tripla importância: foi o último de Ieltsin pro grande público, foi o anúncio de sua renúncia do cargo e foram os primeiros votos de Putin dados logos depois, enquanto primeiro-ministro que assumia interinamente até as próximas eleições. Sem surpresa, ele não saiu mais do cargo...

Fazendo a busca no site do Kremlin, percebemos que o material a partir do ano 2000 é extremamente organizado, muito mais, por exemplo, que no portal do Élysée francês. Sublinho que entre os navegadores Chrome e Edge, neste a navegação é otimizada, e fica ainda melhor se você puder acionar seu VPN pra se localizar na Rússia. Os votos russos costumam ser bem mais curtos e com pouca variação vocabular, sem grandes balanços políticos nem desculpas sinceras, mas nem todos estavam disponíveis em resolução HD. Apenas a partir de 2005 (votos pra 2006) aparece a abertura com a Fanfarra Presidencial e o encerramento com os sinos do Kremlin tocando e a execução do hino nacional (tudo tornando o vídeo em si bem mais longo).

Eu traduzi o texto a partir do original disponível e baixei o vídeo da publicação oficial contendo os votos presidenciais pro Ano Novo de 2004, transmitidos na noite de 31 de dezembro de 2003. Todas as publicações desse tipo contêm o mesmo título “Новогоднее обращение к гражданам России” (Novogódneie obraschénie k grázhdanam Rossíi), Alocução de Ano Novo aos Cidadãos da Rússia:


Estimados cidadãos da Rússia!

Caros amigos!

Estamos chegando ao fim de 2003. Claro, ele foi diversificado.

Houve dificuldades e erros, e permaneceram muitos problemas não resolvidos. Porém, buscamos e encontramos juntos as soluções necessárias. E tudo o que conquistamos não é um simples presente do destino, porque trabalhamos duro o ano todo. Trabalhamos para nós mesmos, bem como para o bem-estar de nossas famílias. E tudo isso contribuiu para nosso sucesso comum. Acrescentou autoridade ao país como um todo e dignidade a todo o povo da Rússia.

Houve conquistas óbvias, tanto no econômico quanto no social. E temos todos os motivos para considerar um sucesso, no geral, o ano que passou.

Nestes minutos, cada um de nós se lembra dos acontecimentos mais importantes – pessoais e familiares. É especialmente gratificante que, no ano que passou, nasceram mais novos cidadãos russos do que no ano anterior.

É um bom sinal. Significa que as pessoas em nosso país estão mais confiantes no futuro. Também desejo que tanto as crianças quanto os pais tragam apenas alegria uns aos outros. Entendam e cuidem uns dos outros. Vivam em paz, amor e harmonia.

Caros amigos!

O Ano Novo é uma festa que foi e sempre será um símbolo de bondade e esperanças. E temos todos os motivos para acreditar no melhor. E esperamos fazer tudo o que ainda não conseguimos ou por enquanto não pudemos.

Faltam apenas alguns segundos para começar Ano Novo de 2004 começará. Desejo que aconteça tudo o que vocês planejaram. E que se concretize o que vocês buscaram.

Que seus lares se encham de conforto. Que a paz de espírito, o calor e a prosperidade acompanhem vocês não apenas na noite de Ano Novo, mas também por toda a vida.

Felicidades, caros compatriotas!

Feliz Ano Novo para vocês!


sexta-feira, 28 de março de 2025

Votos de Vladimir Putin pra 2003


Endereço curto: fishuk.cc/novygod2003


Dando sequência a meu projeto documental, estou publicando na página os discursos com os votos de Feliz Ano Novo dos presidentes da Federação Russa a partir de 2000, no caso, apenas Vladimir Putin e, no curto interregno de 2008 a 2012, Dmitri Medvedev, ambos do partido Rússia Unida. Eu já publiquei os votos de Boris Ieltsin pro ano 2000 transmitidos em 1999, discurso que teve uma tripla importância: foi o último de Ieltsin pro grande público, foi o anúncio de sua renúncia do cargo e foram os primeiros votos de Putin dados logos depois, enquanto primeiro-ministro que assumia interinamente até as próximas eleições. Sem surpresa, ele não saiu mais do cargo...

Fazendo a busca no site do Kremlin, percebemos que o material a partir do ano 2000 é extremamente organizado, muito mais, por exemplo, que no portal do Élysée francês. Sublinho que entre os navegadores Chrome e Edge, neste a navegação é otimizada, e fica ainda melhor se você puder acionar seu VPN pra se localizar na Rússia. Os votos russos costumam ser bem mais curtos e com pouca variação vocabular, sem grandes balanços políticos nem desculpas sinceras, mas nem todos estavam disponíveis em resolução HD. Apenas a partir de 2005 (votos pra 2006) aparece a abertura com a Fanfarra Presidencial e o encerramento com os sinos do Kremlin tocando e a execução do hino nacional (tudo tornando o vídeo em si bem mais longo).

Eu traduzi o texto a partir do original disponível e baixei o vídeo da publicação oficial contendo os votos presidenciais pro Ano Novo de 2003, transmitidos na noite de 31 de dezembro de 2002. Todas as publicações desse tipo contêm o mesmo título “Новогоднее обращение к гражданам России” (Novogódneie obraschénie k grázhdanam Rossíi), Alocução de Ano Novo aos Cidadãos da Rússia:


Caros amigos!

Mais um ano se passou. E nestes minutos todos nos lembramos do que consideramos ser o mais importante para nós. De uma forma ou de outra, estamos realizando um balanço simbólico do que vivemos. O país inteiro também está realizando um balanço do ano.

Nesta noite de Ano Novo, agradeço vocês por tudo. Por tudo o que conquistamos no ano que passou. Afinal, o que nos espera no futuro depende do que já foi feito. Este ano foi diferente para cada um de nós. Mas agora, sem esquecer o passado, pensamos, é claro, no futuro. E por isso, antes de tudo, quero desejar a vocês a realização de seus desejos. Para que se realize e aconteça tudo o que vocês planejaram, desejaram e conceberam. Que se tornem realidade todos os seus bons empreendimentos, planos e intenções.

Que no Ano Novo todos tenham sucesso em seus negócios. Pois é a partir deles que se formam nossa vida em comum, o destino do país, o destino da Rússia.

Que nossos pais e filhos tenham saúde. Que haja paz e prosperidade em todos os lares.

Desejo a todos vocês um Feliz Ano Novo. A quem está celebrando com a família e amigos. E a quem está longe de casa na noite de Ano Novo.

Estamos às portas do terceiro ano do terceiro milênio. E a Rússia, um país de história milenar, está encarando dignamente seu futuro.

Temos uma velha e boa tradição de dar presentes uns aos outros no Ano Novo. Vamos dar hoje a nossos entes queridos o que há de mais valioso e precioso: calor, atenção e amor.

Feliz Ano Novo, caros amigos!

Muita felicidade!


quinta-feira, 27 de março de 2025

Votos de Vladimir Putin pra 2002


Endereço curto: fishuk.cc/novygod2002


Dando sequência a meu projeto documental, estou publicando na página os discursos com os votos de Feliz Ano Novo dos presidentes da Federação Russa a partir de 2000, no caso, apenas Vladimir Putin e, no curto interregno de 2008 a 2012, Dmitri Medvedev, ambos do partido Rússia Unida. Eu já publiquei os votos de Boris Ieltsin pro ano 2000 transmitidos em 1999, discurso que teve uma tripla importância: foi o último de Ieltsin pro grande público, foi o anúncio de sua renúncia do cargo e foram os primeiros votos de Putin dados logos depois, enquanto primeiro-ministro que assumia interinamente até as próximas eleições. Sem surpresa, ele não saiu mais do cargo...

Fazendo a busca no site do Kremlin, percebemos que o material a partir do ano 2000 é extremamente organizado, muito mais, por exemplo, que no portal do Élysée francês. Sublinho que entre os navegadores Chrome e Edge, neste a navegação é otimizada, e fica ainda melhor se você puder acionar seu VPN pra se localizar na Rússia. Os votos russos costumam ser bem mais curtos e com pouca variação vocabular, sem grandes balanços políticos nem desculpas sinceras, mas nem todos estavam disponíveis em resolução HD. Apenas a partir de 2005 (votos pra 2006) aparece a abertura com a Fanfarra Presidencial e o encerramento com os sinos do Kremlin tocando e a execução do hino nacional (tudo tornando o vídeo em si bem mais longo).

Eu traduzi o texto a partir do original disponível e baixei o vídeo da publicação oficial contendo os votos presidenciais pro Ano Novo de 2002, transmitidos na noite de 31 de dezembro de 2001. Todas as publicações desse tipo contêm o mesmo título “Новогоднее обращение к гражданам России” (Novogódneie obraschénie k grázhdanam Rossíi), Alocução de Ano Novo aos Cidadãos da Rússia:


Estimados cidadãos da Rússia! Caros amigos!

Em apenas alguns minutos, mais um ano de nossas vidas se tornará o ano passado. Ele está entrando rapidamente na história, e nós relembramos os eventos mais importantes.

Houve muitos deles. Muito diversos – bons e dramáticos. Para a Rússia como um todo, este ano foi um sucesso – tanto em assuntos internos quanto em política externa. E cada dia nos afastava cada vez mais dos tempos difíceis de convulsão econômica e social.

Fizemos muito juntos para isso. Trabalhamos juntos para tornar nossa vida mais previsível. Alcançamos resultados pequenos, mas visíveis.

O ano de 2001 foi notavelmente diferente do anterior. Conseguimos não só manter a tendência de crescimento econômico e, ainda que ligeiramente, melhorar a vida de nossa gente. Foi possível mostrar que os bons resultados do ano anterior não foram acidentais nem são meros episódios em nossa vida.

No ano que passou, foram feitas importantes preparações para o futuro. Foi criada uma base legal para novos e sérios passos na política econômica e social. Foram tomadas decisões que devem influenciar no longo prazo o clima de negócios no país, por muitos anos.

O mundo começou a tratar a Rússia com mais confiança e respeito. Começou a nos entender melhor. Ficou evidente que um combate consequente ao terrorismo é ditado não apenas por nossos interesses nacionais, mas também por seu perigo global. E a comunidade mundial respondeu ao mais recente desafio dos terroristas com uma cooperação internacional incomumente intensiva. Os Estados se uniram e, junto com a Rússia, se levantaram para defender a paz, a tranquilidade e a própria vida.

Caros amigos!

Nem tudo o que planejamos já foi feito. Ainda há mais questões não resolvidas do que conquistas. No ano que passou, nem todos os cidadãos de nosso país começaram a viver melhor. E nem todos, por enquanto, conseguem isso sozinhos, sem o apoio da sociedade e do Estado.

Devemos nos lembrar disso – tanto quando fazemos balanços quanto quando fazemos planos para o futuro. Agora que falta muito pouco tempo para o Ano Novo, desejo a todos os cidadãos da Rússia, antes de tudo, bem-estar.

Nestes últimos segundos de 2001, desejemos felicidade uns aos outros. Digamos palavras gentis a nossos entes queridos. Orientemos nossos filhos. E desejemos a todos nós saúde e sorte.

Sucesso, amor e fé para vocês.

Fé em si mesmos e em nossa Pátria.

Feliz Ano Novo, queridos amigos!

Feliz Ano Novo de 2002!