segunda-feira, 20 de julho de 2026

ACABOU, COPA: vai ter memes sim!

No último dia da Copa do Mundo do Catar, em 2022, também fiz uma coletânea dos melhores memes deixados pela competição, então coletados no Équis (que ainda se chamava Twitter) e em algumas outras fontes. Com minha conta secreta feita no “esgotão da internet” só pra acessar determinados conteúdos (já que hoje a maioria das redes antissociais limita a visibilidade sem fazer login), nem precisei realizar buscas por determinados termos ou clicar num trending topic pra saber “O que está acontecendo” (eterno slogan da empresa): o algarismo do Ilomasque é tão poderoso que a página inicial já jorrava conteúdos sobre a histórica final entre o Califado de Córdoba, que saiu vencedor, e as Províncias Unidas do Rio da Prata.

Porém, ao contrário daquele inusitado dezembro em que ocorria tal evento, meu foco hoje foi exatamente na final, com dois assuntos principais: as incontáveis remontagens da foto de 2007, em que Lionel Messi jovem dá banho em Lamine Yamal bebê pra uma campanha da UNICEF (o ibérico é filho de imigrantes, um marroquino e uma equato-guineense), e a raiva dos platinos pelas falhas no ataque e pela consequente derrota, com direito a ódio descontado no presidente “libertino” Javier Milei. Muito mais que os bananeiros, nossos vizinhos do sul resolveram ligar o desempenho do time com o contexto político e, nessa onde de fúria, aprendi a palavra “mufa” (que significa “azar” no lunfardo portenho, ou a tão tropical “zica”) e descobri que o locatário da Quinta de Olivos tem entre seus inimigos o apelido “La Gorda”, rs!

A própria análise das publicações já mostra um salto tecnológico enorme em relação a três anos e meio atrás. O primeiro aspecto evidente é a quantidade, isto é, ao contrário do que rezavam os mal-amados do Esquerdistão acadêmico, o Équis não faliu com sua aquisição pelo Quico dos Foguetes, mas cresceu bem mais do que antes, e a toxina não parou de aumentar, apesar do controle imposto por certos Estados devido a situações que já estavam degringolando. Outras gerações foram chegando, e lá estavam elas na “rede de microblogues”, e não apenas no Teco-Teco chinês; em todo caso, não posso comparar com outras redes, porque não as explorei. O segundo aspecto é a qualidade das montagens, visível pra quem vir minha publicação de 2022: antes podia se falar propriamente de “montagem” porque basicamente eram sobrepostos recursos gráficos já existentes, sobretudo bandeiras nacionais em cima de pessoas. Com o advento e popularização da inteligência artificial (IA) a partir de 2023, as próprias situações passaram a ser criadas (som, áudio e vídeo), graficamente não se distinguindo de algo realmente acontecido. Pra manipular notícias é péssimo, mas pra diversão e humor é maravilhoso!

Dado que a maior parte da polêmica se concentrou em torno do quase aposentado “Piponel” (desempenho, atitudes e suposto conluio com a FIFA), não pude deixar de repetir o “Pessi” no endereço curto pra esta publicação. Apesar da campanha heroica dos “hermanos”, essa degringolada diante da “Roja” não deixou de suscitar dúvidas sobre a probidade dos jogos anteriores, como bem levantei anteontem. Mas basicamente, meu objetivo ontem foi procurar “inversões” da citada foto de 2007, que inevitavelmente eu sabia que iam fazer, me poupando trabalho de tentar algo nessa direção. E como eu disse, o salto tecnológico não só multiplicou o número dessas iniciativas, mas também permitiu que até vídeos fossem inspirados na cena!

E a briga não para! Hoje mesmo no Équis, entre os perdedores há o sentimento de frustração com o chefe de Estado, pois muitos jogadores não teriam retornado por causa de suas declarações contra o uso do bordão “Las Malvinas son argentinas” no jogo contra os donos das Falklands. Segundo “La Gorda”, não seria com palavras de ordem “adolescentes” como essa que o arquipélago seria recuperado; confessemos, essa é a última das prioridades do admirador assumido de Margaret Thatcher. No mesmo esgotão, têm circulado imagens de policiais agredindo torcedores albicelestes no Rio de Janeiro, com comentários de conterrâneos criticando a “animalidade” de nossas forças da ordem. De fato, são tomadas tiradas de contexto, omitindo quem começava realmente as confusões...

Bem, mas vamos ao que interessa. Em primeiro lugar, a razão de ser desta publicação, que é a inusitada situação histórica de ver um bebê sendo banhando por um adulto ganhar uma final de Copa contra esse mesmo adulto anos depois, rs. A conta da qual tirei esta montagem que rodou o mundo é brasileira, mas as variações se multiplicaram:







Taí a Ousadia e Alegria que o Neymar NUNCA vai ter:


Qual desses é o verdadeiro “Méçi Careca” tratorado? Rs:

      


Aos 50 segundos, a cambalhota do nada, kkkkk:


Originalmente eu tinha baixado desta publicação, mas ela foi apagada por razões de direitos autorais e outra conta também publicou. Se alguém ainda subestimava a grosseria e violência do time e torcida da AFA, a afirmação viva está na cena deplorável após o apito final, num nível que nem a CBF, fosse ou não numa final, jamais desceu:


Alguns, infelizmente, tiveram muito o que perder com esta Cópula (eu jurava que, assim como nos bombardeios do Laranjão, ele tinha conseguido um “insider”, rs):


Agora, uma exploração mais detida do lado derrotado. Este print do canal Todo Noticias me lembra uma piada antiga que se fosse contada usando o jogo de ontem, ficaria da seguinte maneira: “E termina a final da Copa do Mundo, com vitória da Espanha por um gol e zero GOLAAAÇOS da Argentina!”


Eis a coleção de imprecações que misturaram decepção com o Pessi, ódio ao Javier Gerardo (por ideologia ou pela ausência supersticiosa do estádio – “é a cabala”...) e ironia porque o presidente já teria desejado “evitar o vexame”, rs:




“Hambrientina”: trocadilho entre “hambriento” (faminto) e “Argentina”.











Bardear al plantel” significa “ofender uma equipe esportiva”.



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