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domingo, 10 de julho de 2016

Junula plendo (Lamento de um jovem)


Link curto para esta postagem: fishuk.cc/plendo


Soneto em esperanto que eu escrevi em 23 de agosto de 2011 e que publiquei pela primeira vez em nota do Facebook na manhã do dia 27 seguinte. Mais abaixo está escrito um rascunho de tradução (que não substitui o desfrute do original), mas dou já um resumo do conteúdo: fala dos males da opressão e miséria que afligem a humanidade e de como as pessoas mais poderosas se aproveitam dessa situação, e chama o leitor à indignação e ao protesto, num ato de transformação para que todas as pessoas possam, enfim, se sentirem mesmo cidadãs do mundo. Perceba a rítmica dos versos: “ta TA ta ta TA ta ta TA ta ta TA ta”, além do esquema de rimas ABBA BAAB CDC DCD. Abaixo vocês também podem escutar minha voz recitando o soneto.

Mi (Erick Fishuk) skribis ĉi tiun soneton la 23-an de Aŭgusto 2011 kaj publikigis unuafoje en Facebook la 27-an matene. Mi esperas, ke vi ĉiuj ŝatos ĝin! Rimarku la ritmon de la versoj: ta TA ta ta TA ta ta TA ta ta TA ta, krom la rim-sistemon ABBA BAAB CDC DCD. Ĉi-sube vi ankaŭ povas aŭskulti mian voĉon, kiu recitas la poemon, kaj legi skizan tradukon al la portugala lingvo.


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Rapida observo min prave instruas
Pri l’ fuŝoj maljustaj de l’ tuta homraso:
Milito, sufero, ofendo, forlaso,
Pro forta malbono tre ĉiuj enuas.

La povaj regantoj jam tostas sen taso,
Dum kri’ malriĉula elfore ekbruas.
Surstrate ludilon l’ infan’ ne plu ĝuas
Ĉar lin enhejmigis la ofta krimpaso.

Alvenis la horo por granda protesto:
Se tiel troviĝas la situacio,
Pli saĝa ol ni estas iu ajn besto.

Restadu surtere, ho sankta racio,
Por ke estu l’ mondo eterne la nesto
De ĉiu persono, de ĉiu nacio.

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Uma rápida observação me ensina corretamente
Sobre os erros injustos de toda a raça humana:
Guerra, sofrimento, ofensa, abandono,
Por causa do forte mal todos se aborrecem muito.

Os poderosos governantes já brindam sem xícara,
Enquanto o grito do pobre ressoa de longe.
A criança não desfruta mais do brinquedo na rua,
Pois os crimes frequentes a encerraram em casa.

Chegou a hora para um grande protesto:
Se a situação está desse jeito,
Qualquer animal é mais sábio do que nós.

Permaneça sobre a Terra, ó, santa razão,
Para que o mundo seja eternamente o ninho
De toda pessoa, de toda nação.