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terça-feira, 23 de setembro de 2025

Química de Trump e Lula: MEMES

Hoje, 23 de setembro de 2025, Lula e Trump fizeram os primeiros discursos na Assembleia Geral da ONU que marca os 80 anos de criação da instituição. Dada a evolução recente das relações entre Brasil e EUA, tudo levaria a crer que um encontro dos presidentes seria pouco provável, muito menos nesse foro internacional. Porém, pra surpresa mundial, logo depois de criticar a “destruição da democracia” brasileira, o republicano soltou que tinha encontrado o petista nos corredores, no intervalo entre os discursos de ambos, durante 39 (que precisão!) segundos. Pior, que tinham se abraçado, que ele tinha gostado de Lula e que tinha “rolado uma química” entre ambos. Só faltou um sanduíche com Amorim no meio!

Imagine o ódio que teria queimado Bolsonaro e seus apoiadores sul-americanos... É claro que mesmo nos EUA a fala de Trump espantou pelos delírios, mentiras, banalidades, negacionismo e mudanças erráticas de assunto. Mas a declaração se tornou, do ponto de vista simbólico, um evento histórico, tanto mais pelo palco que o “Rei do Mundo” deu a nosso presidente. Tanto mais que, perto dos diversos tipos de críticas indiretas feitas por este, sem citar nomes, os discursos delirantes feitos neste primeiro dia de assembleia pareceram uma jogada geral de fezes no ventilador.

Com seu “espírito memético”, os brasileiros não perdoariam o arroubo romântico, e como sempre registro eventos geopolíticos interessantes, fiz minha própria seleção dentre a seleção maior já feita pela Folha de S. Paulo, a partir de diversas redes sociais e incluindo montagens feitas por IA. Se até Obama dizia que Lula era “o cara” (the man), quem sou eu pra contrariar?




Versão melhorada, repassada por um amigo meu (7 de outubro):








Esta conta-paródia lembrou bem como alguém que já dizia pro próprio pai no Zap-Zap que sua experiência no Zesteites tava sendo “horrível”, agora está se sentindo mais lixo ainda depois de tentar “no exílio” sabotar o próprio país. Ainda mais numa semana em que Hugo Laquê Motta parece estar descendo do muro e acabando com a graça da “oposição” com a ameaça de cassação do falso paulista:


No dia 24 seguinte, a própria ONU lançou uma foto do “programão” televisivo, e não tive como não fazer este paralelo (live que na própria época já tinha gerado inúmeros memes):


terça-feira, 23 de abril de 2019

Bolsonaro na Hungria critica esquerdas

No dia 17 de abril eu estava procurando canais de TV húngaros no YouTube pra escutar a língua, e por coincidência uma das emissoras que encontrei tinha acabado de lançar um vídeo do deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara, encontrando-se com o ministro das Relações Exteriores da Hungria, Péter Szijjártó. Não sei exatamente como ele foi parar lá, mas sabemos que as direitas brasileiras têm uma simpatia pelo regime do primeiro-ministro Viktor Orbán, dito de “extrema-direita” no Ocidente, contrário à imigração e ao comunismo e realizador de reformas profundas no Estado.

Mesmo assim, é interessante como vemos, nos fatos e comparando diversas fontes, que apesar dos problemas internos e de articulação com o Congresso Nacional, o governo Bolsonaro está atuando ativamente em várias frentes pra atingir seus fins, e não meramente parado “vendo a banda passar”, como a mídia tenta vender. Isso, claro, independente da opinião política ou ideológica que adotamos, pois também não concordo com muitas das ideias e decisões de Bolsonaro, nem gosto de muitos ministros que ele empossou. A Folha do Brasil, por exemplo, um canal recente do YouTube, está sempre postando notícias e informações do Planalto, apesar de seu caráter governista e laudatório.

Eduardo Bolsonaro foi eleito presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional da Câmara dos Deputados em março, tendo como primeiro vice-presidente Luiz Philippe de Orleans e Bragança, descendente da família real brasileira. Ele é chamado de “chanceler informal” pelo site de esquerda Brasil 247, e de fato esteve recentemente fazendo um périplo pela Europa ao encontro de lideranças de direita: logo depois ele foi ver Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro e ministro do Interior italiano pelo partido Lega Nord. Bolsonaro se vangloria da extradição que o Brasil “promoveu” de Cesare Battisti ao país, o que na verdade foi feito pela Bolívia. Ele também é autor do Projeto de Lei 5358/16, que criminaliza a apologia ao comunismo, e disse certa vez num cursinho que pra derrubar o STF bastavam “um soldado e um cabo”.

Embora Eduardo tenha uma obsessão contra o comunismo, a Venezuela e teorias conspiratórias, em tese seu objetivo na Hungria é ampliar laços nas áreas de economia, pesquisa e ensino superior, o que seria ótimo diante de um país com tantas tradições, um alto nível de vida e uma língua pouco conhecida no Ocidente. Por causa desse mistério linguístico, resolvi postar aqui a breve notícia com legendas, traduzida direto do húngaro. Mas como fiz isso, se não conheço o idioma a fundo e só estudei seus fundamentos há muitos anos? Cotejando várias páginas de notícias com o áudio, além do texto oferecido pela própria emissora, consegui chegar a uma versão prévia da transcrição, que foi corrigida pela tradutora Zsuzsanna (se lê “jújana”). Joguei o texto completo no Google Tradutor, comparei as versões em inglês, francês, alemão e russo e cheguei ao que vocês veem nas legendas.

Como é tradição na Hungria, assim como na cultura japonesa, o ministro Péter Szijjártó é chamado “Szijjártó Péter” no original, ou seja, o sobrenome antes do prenome. Infelizmente não achei a fala do ministro transcrita, nem pedi pra que minha colega transcrevesse, uma lacuna que deixei voluntariamente no vídeo. Seguem abaixo minha legendagem, a transcrição do áudio, a primeira versão a que cheguei com o Google e a tradução corrigida pela Zsuzsanna:


Új alapokra helyezik a magyar-brazil kapcsolatokat: Szijjártó Péter, magyar külügyminiszter találkozot Budapesten Eduardo Bolsonaro, a brazil törvényhozás külügyi bizottságának vezetője. A közelmultban megválasztott elnök Jair Bolsonaro fia. Bolsonaro a kommunizmussal és Soros Györggyel szembeni közös ellenszenvet hangsúlyozta. “Én sem szeretem Soros Györgyöt, szeretném egészen világossá tenni, hogy a politikai korrektséget se nagyon követjük. Ezt is szeretném itt megtanulni, hogyan állítja meg az önök kormánya az ilyen rossz embereket”. A két vezető közös stratégiát fogadott el, amelyben kitértek a gazdasági kapcsolatokra, a kutatási együttműködésre és a felsőoktatási kapcsolatok erősítésére.

Versão 1: As relações húngaro-brasileiras estão ganhando novos fundamentos: Péter Szijjártó, ministro das Relações Exteriores da Hungria, encontrou-se em Budapeste com Eduardo Bolsonaro, chefe da Comissão de Relações Exteriores do Congresso Nacional brasileiro e filho de Jair Bolsonaro, presidente recém-eleito. Bolsonaro ressaltou a oposição em comum ao comunismo e a George Soros: “Também não gosto de George Soros, e gostaria de esclarecer que também rejeitamos o politicamente correto. Também desejo aprender aqui como seu governo controla pessoas assim”. Os dois líderes adotaram uma estratégia conjunta para melhorar as relações econômicas, a colaboração no campo da pesquisa e o fortalecimento das relações no âmbito do ensino superior.

Versão 2: As relações húngaro-brasileiras estão ganhando novos fundamentos: Péter Szijjártó, ministro das Relações Exteriores da Hungria, encontrou-se em Budapeste com Eduardo Bolsonaro, chefe da Comissão de Relações Exteriores brasileiro e filho de Jair Bolsonaro, presidente recém-eleito. Bolsonaro ressaltou a oposição em comum ao comunismo e a George Soros: “Também não gosto de George Soros, e gostaria de deixar bem claro que também não seguimos muito o politicamente correto. Também desejo aprender aqui como seu governo controla pessoas tão ruins assim”. Os dois líderes adotaram questões de estratégia conjunta em que abordaram as relações econômicas, a colaboração no campo da pesquisa e o fortalecimento das relações no âmbito do ensino superior.