terça-feira, 10 de março de 2026

Memes e vídeos sobre a covid-19 (2)

Há quase exatos três anos, comecei uma coleção que não sabia se teria uma sucessão ou continuidade linear. É um pouco triste, mas trata-se da maioria dos vídeos do Pan-Eslavo Brasil, meu antigo canal no YouTube, relativos à pandemia de covid-19 (inicialmente chamado apenas de “coronavírus”, o popular “coronga” ou “coronha”...) e de caráter histórico, político ou mesmo humorístico. Os primeiros lançados ao redor do mundo dão instruções de proteção, às vezes de forma descontraída, mas com o tempo, descoberta a periculosidade do vírus e manifestada a inação de Jair Bolsonaro e Donald Trump no combate à doença, o teor vai ficando cada vez menos deglutível.

Dessa forma, obviamente muita coisa que publiquei na época imediatamente após surgir, somente pra viralizar e indignar, nem vou fazer aparecer de novo, porque em geral se trata de chiliques do marido da Michelle ou tem nula importância informativa. Já alguns absurdos e violências inspirados por este senhor podem e até devem ser resgatados, pra que os futuros jovens não sofram de amnésia coletiva (como os de hoje sofreram com relação ao adolfismo e à ditadura militar), saibam de fato o que foi essa época e não botem de novo na cadeira do Planalto um falso Messias. Hoje estou terminando de “ressuscitar” o material restante que eu tinha.

Algumas coisas eu mesmo editei, outras me chegaram por meio de um antigo grupo de WhatsApp que mantive pra admiradores do Pan-Eslavo Brasil de 2018 a 2020 e outras ainda achei assistindo à mídia de outros países. Dada a distância temporal da produção e da publicação em meu extinto YouTube, não tenho mais as fontes originais nem as descrições que eu mesmo redigi, portanto, os vídeos estão apenas com uma breve descrição ou contextualização. Alguns hoje são pérolas ou raridades perdidas, certamente apagadas da memória pública. Me perdoe se eu acabar provocando algum “gatilho” ou se tal conteúdo não te agradar, devido ao peso desses anos passados...

(Devido ao recarregamento recente no Google Drive, alguns podem ainda não estar rodando sob pretexto de “lentidão no processamento”, mas talvez apareçam dentro de alguns dias.)




Vídeos “premonitórios” do Chaves: no primeiro (episódio “Estatísticas”), Professor Girafales afirma que “a cada vez que o Chaves respira, morre uma pessoa na China”; no segundo, o mesmo Mestre Linguiça dá dicas de prevenção de infecções na barraca de sucos do Chaves e na escolinha da vila.


No começo, o tom das mídias é leve. Primeiro, o Canadian Specialist Hospital de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, dá dicas de como agir pra prevenir a contaminação (embora pareçam até leves pras consequências posteriores...).


“Proteger da vacina e de Deus lá em cima” (Jornal Hoje, 2 de junho de 2020). Será que ele quis dizer “proteção”? Rs.


Uma máscara e um rolo de papel higiênico conversam e comparam a dureza de suas funções.


Governo da província argentina de Buenos Aires faz uma paródia de Aserejé, sucesso internacional da década de 2000, pra ressaltar a importância da prevenção.


Com o tempo, as relações entre as pessoas e entre elas e o Estado, assim como a eficácia em aplicar as medidas emergenciais, vão ficando mais tensas e mais difíceis. Aqui, um cliente se recusa a usar máscara e apanha de atendente no Brasil (11 de agosto de 2020, com uma canção do povo komi da Rússia ao fundo).


Rússia é acusada por três países de roubar dados sobre vacinas (Jornal Nacional, 16 de julho de 2020).


Idosa de Bragança Paulista, minha cidade de adoção, dá chilique no Lago do Taboão por se recusar a usar máscara (17 de março de 2021).


Homem no Usbequistão foge da polícia pra escapar da quarentena.


Depois da série americana Smallville, senhor inventa o “Coronaville” no Jornal Nacional em 11 de setembro de 2020.


A pior parte está na razão pela qual Jair Bolsonaro é propriamente chamado de “genocida” por seus detratores. Este infame clipe lançado nas redes do governo, mas depois apagado, se intitulava “O Brasil não pode parar”, logo quando especialistas começavam a recomendar o lockdown.


Governistas fanáticos diziam (acho que numa praia do Rio de Janeiro) que eram “a galera do coronavírus, vamo infectá todo mundo!”... Espero que tenham sofrido bastante!


O ciclista paulistano que ficou famoso em setembro de 2020 com a frase “Não queremos a vacina, nós temos a cloroquina” (e a voz feminina que ficou famosa gritando “Não queremos a va-China!”). Também espero que não tenham tomado e tenham ficado com sequelas do vírus!


E, finalmente, enfermeiras protestam pacificamente, em silêncio, na Praça dos Três Poderes no auge da pandemia, contra a precarização de seu trabalho e o negacionismo do Planalto. São incomodadas e até agredidas por bolsominions aloprados...


Mas é claro que, se até “Trump Sempre Arrega” (TACO), o Coiso ia ter de aceitar o óbvio alguma hora, após, claro, provocar umas centenas de milhares de perdas, abrir caminho a tantas mais e deixar incontáveis cidadãos com sequelas. O que ele chamava de “va-China do Doria” agora era a “vacina do Brasil”!


Tudo isso, embora Xi Jinping tenha decretado o “fim” da pandemia na própria China ainda na segunda metade de 2020.


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