quinta-feira, 5 de março de 2026

O Temer da Shopee ataca novamente

Eis aqui o mais recente pronunciamento de Rezā Pahlavi, filho do último xá do Irã, Mohammad Rezā Pahlavi (que fugiu da turba em fúria em 1979, covarde igual ao tsar Nicolau 2.º, e não foi “deposto”, como dizem na mídia), logo depois do fim do “líder supremo”. Como de costume, ele manda o povo ir lutar na rua, protegido em seu conforto nova-iorquino, toda vez que ocorre uma crise maior. É mais um representante das incontáveis casas monárquicas inexistentes, dentre as quais se destaca, por sua lacração online, a Família Irreal Bananeira, cuja “membra” mais visível tem sido a princesa Gabiroba.

Não quero arrogar a certeza sobre qual é o futuro ideal pro Irã, mas verdade seja dita: por mais que entre grande parte dos exilados e entre camadas jovens ainda no país o príncipe herdeiro seja popular, sua figura, muito menos uma possível volta da monarquia, estão longe de fazer unanimidade. Não só o reinado do último xá foi marcado por uma repressão comparada à atual, mas também seu pai, que “inaugurou a dinastia”, enquanto militar, dando um golpe em seu antecessor, procurou assimilar outras etnias aos persas dominantes e foi derrubado por não se curvar à sede de petróleo dos EUA. Mohammad não queria nem estava preparado pra reinar, o que o levou a tomar as piores decisões durante os protestos populares; e justamente hoje, o aspirante a rei é contestado por seu alinhamento incondicional a Israel, que o quer no lugar da “república islâmica” a qualquer preço (enquanto o próprio Laranjão não bate o martelo).

Eu traduzi o discurso usando o Google por meio da versão em inglês, já que ela deve ter sido feita pela equipe a partir do original persa e ficaria mais confiável do que se eu usasse este último no tradutor. Mesmo assim, comparei o resultado com o texto de partida e, quando necessário, consultei a respectiva palavra em persa:


Meus compatriotas,

Ali Khamenei, o Zahhāk [personificação do mal na mitologia iraniana] de nossos tempos – o demônio que, há poucas semanas, ordenou o massacre de dezenas de milhares dos melhores filhos e filhas do Irã –, se foi.

Com sua morte vergonhosa, e a de muitos de seus nomeados e aliados, a República Islâmica está dando seus últimos suspiros. Por meio da vontade e coragem de vocês, em breve ela vai ser relegada à lata de lixo da história. A grande nação do Irã busca a queda completa da República Islâmica, e nós vamos derrubar este regime demoníaco.

Minha mensagem aos funcionários remanescentes desta república do terror é esta: rendam-se à nação iraniana. Declarem sua lealdade a meu plano e a nossa estrutura de transição, e entreguem o poder sem mais derramamento de sangue.

Qualquer tentativa dos remanescentes do regime de nomear um sucessor pra Khamenei está fadada ao fracasso desde o início. Quem quer que eles coloquem em seu lugar não apenas vai carecer de legitimidade, mas também ser cúmplice dos crimes deste regime.

Aos militares, às forças policiais e de segurança, eu digo: suas armas devem ser usadas pra defender a grande nação do Irã, não a república do crime, da brutalidade e de seus criminosos anti-iranianos. Unam-se ao povo do Irã e à Revolução do Leão e do Sol. Usem suas armas pra proteger os iranianos contra os mercenários da República Islâmica, pra que este pesadelo de 47 anos termine mais rapidamente.

A morte do criminoso Khamenei, embora não pague o sangue derramado, pode acalmar os corações feridos de pais e mães, cônjuges e filhos, irmãs e irmãos enlutados; um consolo pras famílias orgulhosas dos mártires da Revolução do Leão e do Sol do Irã.

Povo honrado e corajoso do Irã,

A morte do déspota de nosso tempo, embora marque o início de nossa grande celebração nacional, não é o fim da jornada. Permaneçam vigilantes. Estejam preparados. A hora de uma presença ampla e decisiva nas ruas está muito próximo.

Peço a vocês que, mantendo-se em segurança, demonstrem sua satisfação e apoio ao esmagamento da República Islâmica por meio de cânticos noturnos e que gritem suas exigências pro futuro do Irã. Minha força provém da força e do apoio de vocês.

Peço aos iranianos no exterior – que durante semanas, sem cansaço nem pausa, têm trabalhado como a voz poderosa de nossos compatriotas no Irã – que intensifiquem seus esforços. Forcem o mundo a ouvir o apoio do povo iraniano a esta intervenção humanitária e nossa exigência da queda completa do regime.

Temos dias sensíveis pela frente. Juntos, vamos trilhar o caminho da vitória e derrubar a República Islâmica.

Viva o Irã.
Rezā Pahlavi


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