domingo, 8 de março de 2026

Hoje é o dia delas!

Tive que reprogramar a publicação que já tinha saído hoje, pois não podia perder a oportunidade de divulgar algumas pérolas relacionadas ao Oito de Março, conhecido como o Dia Internacional das Mulheres, ou apenas “de luta das mulheres trabalhadoras”, segundo a extrema-esquerda. A cena acima diz muito sobre um regime que, embora enfraquecido (já tava assim antes do Laranjão e do Bibi do Hamas encherem Teerã de bomba!), insiste em relegar as mulheres ao segundo plano e as obrigar a se vestirem conforme desejam os velhos brochas e recalcados de turbante no comando.

Claro que na Arábia Saudita (que tem feito algumas aberturas), no Afeganistão e em áreas controladas pelo Daesh ou algum de seus afiliados na África, no Levante e na Ásia Central – que são sunitas, e não xiitas, como os aiatolás – é muito pior. Mas não é por isso que devemos passar pano pra qualquer um dos grupos citados, e é sempre bom cutucar os “revoluciotários” sobre por que fazem tanto estardalhaço nas redes antissociais quando chega o Dia das Muié, mas evitam falar sobre a opressão religiosa em países que, ao menos no discurso, empunham o manual antiamericano – e só por causa disso. O movimento iraniano “Mulher, Vida, Liberdade” de 2022, por exemplo, passou em silêncio ensurdecedor entre nossas fe-mimimi-nistas de universidade. Mas se “mexeu com ume, mexeu com todes”, por que a garota curda Jîna Emînî não merece entrar na lista?...

Sempre guardei este corte da Ana Lesnovski, apresentadora e uma das fundadoras do canal Meteoro Brasil, pra divulgar entre amigos, mas quase sempre perdia a data correta. Agora eternizo o meme criado após o Oito de Março em 2023, quando o deputado Nikolas Ferreira fez aquele infame discurso na Câmara dos Deputados em que teve um ataque de transfobia e pôs a peruca loira pra dizer que “se sentia a deputada Nikole” – o que por si só também não deixou de ser motivo de escárnio. Como a Ana mostrou e resumiu nessa frase humorística, os outros discursos com homenagens, inclusive de parte da esquerda, pecaram pelo primarismo e pela condescendência, quando não foram “abridamente” misóginos; apenas lamento que o Meteoro Brasil tenha tomado o mesmo rumo da maior parte dos canais “anti-hegemônicos” e passado pano pro Maduro, bem como silenciado perante Putin e Khamenei:



A moda do karaokê ao vivo na TV estatal, com cantos e clipes patrióticos em meio aos ataques aéreos, está literalmente bombando no Irã. Pena que essa caligrafia nasta’liq “de risquinhos” é difícil de entender até pra quem já domina as escritas persa e árabe (aliás, alguém notou que está escrito “Irã” em vermelho?):

Pelo menos, a se crer no portal Jeum, o ritmo podia ser este, saindo apenas da internet e indo pra transmissão aberta; afinal, só assim mesmo pra Banânia ter alguma utilidade no “issssshterior”, rs:


E pra fechar esta edição especial na felicidade, vamos de homicida gravando um discurso de Oito de Março (feriado celebrado desde os tempos soviéticos, digamos, de forma um tanto hipócrita) pra ser publicado no portal do Creminho, mas que acabou “por acidente” sendo lançado sem edição, com um baita acesso de pigarro no ditador. Esse incômodo, aliás, é muito visível quando o seguimos defecando pela boca por um tempo razoável:


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