Apresento hoje uma seleção de diversas publicações que estão marcadas com o rótulo “Língua russa”, entre as mais importantes pro estudo mais ou menos aprofundado do idioma. Grande parte delas consiste em restos do minicurso livre de introdução ao russo que ministrei no programa TOPE da Unicamp no 2.º semestre de 2017, e como só recentemente editei alguns, não tive tempo de comparar com o que já estava online, portanto, me responsabilizo por eventuais repetições e redundâncias.
Infelizmente, não é um material pra iniciantes, e sim uma sistematização de noções pra quem já começou a aprender russo, embora também possa ser lido por curiosos que consigam tirar proveito de algumas das explicações dadas. A lista inclui textos que vêm sendo publicados desde 2016 com dificuldades sobre pontos específicos da pronúncia e da gramática e mais algumas coisinhas, e agora ficam mais fáceis pra ser localizados, sem depender apenas do referido rótulo, e pra ser compartilhados em redes sociais.
Esta publicação pode soar paradoxal, já que há quatro anos venho combatendo a invasão da Ucrânia por Vladimir Putin e que sou um crítico feroz da imposição da língua e cultura russas aos territórios ocupados, bem como a seu uso no exterior como uma espécie de soft power capenga pra esconder os crimes de Moscou contra a humanidade. Porém, não devemos esquecer que nem todos os russos apoiam a guerra e que muitos deles, pessoas de alto valor científico, artístico e literário, vivem hoje exilados em países capitalistas desenvolvidos.
Por isso mesmo, conhecer a língua russa, e não somente a ucraniana, pode ser uma ferramenta crucial pra entendermos o regime terrorista atualmente em vigor na Rússia e obtermos informações objetivas sobre a agressão contra o vizinho meridional, onde muitos ainda dominam o “idioma de Pushkin” e os soldados da frente de batalha costumam ser mil vezes mais sinceros que a propaganda oficial. Além disso, desde o século 19 e mais ainda sob o período soviético, a língua russa tem uma longa trajetória no campo da ciência, o que a torna essencial pra ter acesso a um vasto material de pesquisa e conhecimento. Sem contar outros “nichos” culturais, sociais, artísticos etc. que tornam sua compreensão quase indispensável.
Reitero que, apesar de meu desejo, não estou disponível pra dar aulas virtuais de qualquer língua que seja, mas posso passar indicações de profissionais disponíveis (também pra inglês, francês etc.), bem como não é difícil os encontrar em diversas redes especializadas. Apenas recomendo que evite professores omissos ou simpáticos à guerra de Putin, pois ocasionais apologias nacionalistas ou patrióticas são abjetas nesse contexto; se ele falar português, mas estiver num dos próprios países que realizam a agressão, então duvide mais ainda, e de preferência rejeite.


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