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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Apresento meu blog e meu trabalho


Link curto para esta postagem: fishuk.cc/apresentacao

Amigas e amigos que visitam meu blog, sejam bem-vindos a esta nova iniciativa, entre as várias minhas na internet. Desta vez, reuni num só lugar a maioria das traduções que já fiz na vida, sejam de várias línguas para o português, sejam versões do português para outras línguas. Decidi fazer um blog separado do “Materialismo – Filosofia”, ligado à iniciativa do filósofo e professor Giuliano Thomazini Casagrande e em que já publicava coisas minhas, porque quis criar não só um espaço particular e laico, mas também um cartão de visitas para apresentar uma atividade que adoro: a tradução de textos historiográficos, acadêmicos e documentos históricos sobre o comunismo, a história da URSS e seu Partido Comunista, dissidências do stalinismo (como o trotskismo) e outros países comunistas europeus. Boa parte da produção hoje é de artigos, discursos, informes e atas de conferências, cartas e textos políticos em geral.

Muitos me conhecem da internet também pelo canal que inaugurei em 2010, O Eslavo, no qual de início pensei em postar vídeos em várias línguas eslavas legendados em português, sobre os mais diversos assuntos, conforme as línguas que no mínimo fosse aprendendo a ler. Na época, eu estava terminando o último semestre de russo na Unicamp, mas ao final, por conta das exigências acadêmicas e pessoais, não aprendi outras línguas eslavas a fundo e me concentrei na língua russa, assim como na temática do comunismo, especialmente com discursos de Lenin, Stalin, Trotsky e Gorbachov e hinos da era soviética. Mesmo assim, esse foi o diferencial que fez a fama do meu canal e cobriu lacunas documentais entre a esquerda brasileira e os estudiosos da história das esquerdas.

Após essas explicações, falo um pouco de mim. Uso em publicações o nome Erick Fishuk, com sobrenome de ascendência ucraniana (embora eu seja bem misturado), nasci em 1988 em Guarulhos - SP e desde 1994 moro em Bragança Paulista. Fiz o Ensino Fundamental de 1995 a 2002, o Ensino Médio de 2003 a 2005 e graduação em História (Licenciatura e Bacharelado) na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de 2006 a 2011, diplomado com monografia sobre o impacto do “relatório Khruschov” e da “desestalinização” na URSS sobre o Partido Comunista Brasileiro (PCB). Atualmente curso aí também mestrado em história social, com um projeto sobre uma conferência de comunistas latino-americanos ocorrida em Moscou em outubro de 1934 e sobre as relações entre a Internacional Comunista e o PCB em fins dos anos 1920 e início dos anos 1930.

Desde pequeno gosto também de línguas estrangeiras, que comecei a aprender mais ativamente no início da adolescência, a partir do esperanto, um formidável instrumento de introdução ao poliglotismo, segundo penso. Após longo autodidatismo, me aprofundei em francês na universidade, onde cursei três semestres, e em russo, após seis semestres como matéria optativa. Também leio e entendo outras línguas, mas tenho pouca fluência. Como eu disse, em 2010 já traduzia canções e hinos soviéticos, mas só em 2011 me aventurei nas primeiras traduções de textos soviéticos, especialmente de Lenin e Trotsky, e não parei mais. Em 2012 comecei a ler teoria tradutória sozinho e pude assim melhorar muito o nível das traduções, aumentando ainda mais a paixão por essa atividade.

Há anos me interesso pelo comunismo não como militante, mas pela inquietação em querer entender as rixas políticas atuais, ainda fundadas na bipartição entre liberalismo e marxismo. Também me interesso em saber como uma ideologia voltada para a emancipação humana, lida em Karl Marx e Friedrich Engels, caminhou até a Rússia do século 20 e se tornou, com muitas adaptações, a base teórica de regimes tão brutais. Diria talvez que a ideologia nem fosse a mesma, após tantas releituras e adaptações... A tradução me ajudou a conjugar as duas paixões por história e aprendizado de idiomas, além de enriquecer a literatura brasileira com textos soviéticos traduzidos diretamente do russo, já que poucos brasileiros estudiosos ou militantes das esquerdas sabem a língua de Pushkin. Acredito estar prestando um serviço à nossa cultura, por fechar o mencionado ciclo de compreensão do comunismo para esclarecer a política atual.

É esse trabalho que quero expor aqui, embora eu não me limite ao russo e ao francês ou ao meu tema de pesquisa. Ao longo do tempo, certamente a melhor forma de localizar documentos é por meio das tags em que darei o autor do texto (pessoa ou instituição), língua de partida e natureza (documento de arquivo, discurso, artigo de jornal ou revista, carta). Talvez eu vá adotando outras formas de organização, mas por ora não tenho grandes ideias novas. Só peço para divulgarem o blog entre amigos, interessados, estudiosos, militantes, tradutores profissionais e a quem mais este trabalho possa concernir!

Esperando dar tudo certo nesta nova empreitada e que com ela eu consiga ajudar muitas pessoas, desejo a vocês boa leitura, boa pesquisa e bom divertimento!


Bragança Paulista, 1.º de agosto de 2014